Popularidade levou Lula a se achar invulnerável, diz biógrafo britânico do petista

Ao assumir a Presidência, Lula pode ter tido menos "pessoas que o desafiavam" ao seu redor do que tinha como líder sindical, afirma Bourne "Com uma personalidade dominante, sempre há o perigo de se cercar apenas de pessoas que digam sim. Acho que, no início do PT, havia vozes diferentes e pessoas que desafiavam Lula. Acho que, quando ele se tornou presidente, isso se tornou um problema. Talvez não tenha havido pessoas suficientes dizendo: 'Lula, você está cometendo um erro, precisa ir numa direção completamente diferente'." O diagnóstico acima é do acadêmico britânico Richard Bourne, autor do livro Lula of Brazil: The story so far ("Lula do Brasil: a história até agora", em tradução livre), que, em entrevista à BBC Brasil, expressou preocupação diante da primeira condenação do líder petista no âmbito da operação Lava Jato O biógrafo, que conviveu com Lula no final de seu primeiro mandato, não está convencido de que o petista tenha sido o chefe do esquema de corrupção na Petrobras, mas acredita que ele "não fez perguntas suficientes" sobre como o partido arrecadava os recursos de campanha e geria a estatal. Bourne tampouco embarca na tese alimentada pelo PT de ele é vítima de uma perseguição política por parte do Judiciário. Ele diz que o ex-presidente continua sendo alguém que "consegue iluminar um palanque", mas cuja popularidade pode ter contribuído para um sentimento de invulnerabilidade. Isso teria provocado em Lula tanto uma certa "tolerância à corrupção" quanto à ideia de que deve retornar ao poder em 2018. A candidatura do petista, no entanto, pode se tornar inviável caso a condenação seja confirmada em segunda instância. "Lula certamente é alguém vaidoso e isso piorou com o passar do tempo. Uma das piores coisas da morte de Marisa é que não há mais uma pessoa para desinflar um pouco essa vaidade e mostrar a ele o que ele deveria estar fazendo", reflete Bourne, que completa: "Ele deveria ter pensado melhor em outras maneiras de usar seu capital político em favor do país (após deixar o poder)."

Continuar lendo Popularidade levou Lula a se achar invulnerável, diz biógrafo britânico do petista

Preço da gasolina cai em postos de combustíveis da capital. O litro pode ser encontrado até a R$ 2,99

O preço médio da gasolina tem se mantido estável na maioria dos postos de combustíveis da capital maranhense. Foi o que constatou O Imparcial, em matéria publicada nesta terça-feira (18). Segundo o jornal, na maioria dos postos visitados  a gasolina comum foi encontrada a R$ 3,09. A maior variação foi percebida no preço da gasolina aditivada. A reportagem percorreu os postos da área do Jaracati, Camboa, Areinha, Bacanga, São Francisco, Ponta D'Areia e Calhau. O jornal  não cita, mas há alguns postos de combustíveis  em São Luís revendendo gasolina comum a R$ 2,999 o litro. Nem precisa andar muito para encontrá-los. Faltou percorrer a regiões como Anil, Jerônimo de Albuquuerque, Turu, Araçagy e Estrada de Ribamar, a partir da Forquilha, entre outras. Entre os postos analisados pelo jornal, o menor preço para o litro da gasolina comum foi encontrado a R$ 3,08, na modalidade de pagamento em dinheiro ou débito, em um posto localizado na Ponta d’Areia. O maior preço foi identificado em um posto situado na Avenida dos Holandeses, no Calhau, onde a gasolina comum foi encontrada a R$ 3,49. Na modalidade cartão de crédito, a gasolina comum foi encontrada a R$ 3,24.

Continuar lendo Preço da gasolina cai em postos de combustíveis da capital. O litro pode ser encontrado até a R$ 2,99