Palácio do Planalto monta ‘gabinete de crise’ para amenizar desgaste de Dilma

Principal argumento é caracterizar pedidos de impeachment como tentativa de “ruptura democrática”; governo reconhece que há insatisfação, no entanto, aposta que eleitores não querem que resultado das urnas seja desrespeitado. Com o objetivo de amenizar a crise instaurada entre o Planalto e o Congresso e ainda discutir formas de enfrentar as manifestações que pedem a saída da presidente Dilma Rousseff do poder, o governo decidiu ampliar seu grupo de decisão, o chamado “núcleo duro” do Planalto, e integrar neste grupo ministros com capacidade de articulação política, filiados a outros partidos aliados, como o PSD e PCdoB. Além da decisão de chamar o vice-presidente Michel Temer (PMDB), exigência apresentada pelo maior partido da coalizão, a presidente Dilma Rousseff decidiu ampliar ainda mais o grupo, que passará a se reunir semanalmente com ela. Embora o Planalto minimize os objetivos da coordenação política, nos bastidores o núcleo já é chamado de “gabinete de crise”. A ideia de Dilma, de acordo com interlocutores, é contar com ministros como o dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB), e das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), nomes com um reconhecido perfil de habilidade política, capazes de ajudar na tarefa de superar a crise de governabilidade e ajudar a encontrar saídas para arrefecer o movimento “fora Dilma”. O modelo começou a ser discutido na semana passada no jantar que a presidente ofereceu no Palácio da Alvorada à cúpula do PMDB. Nesta semana, em reunião com os ministros petistas e Temer, o modelo voltou a ser discutido.

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