Fachin nega pedido de Temer para adiar depoimento à PF. Presidente pode negar-se a responder

O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido feito pela defesa do presidente Michel Temer para suspender o depoimento que prestará, por escrito, até que fique pronta a perícia nos áudios da conversa gravada com o dono da JBS, Joesley Batista. Ele também negou o pedido que os advogados fizeram para, se o depoimento for mantido, a Polícia Federal seja impedida de perguntar sobre o diálogo. No entanto, o ministro lembrou que Temer tem o direito de ficar em silêncio diante das perguntas que não quiser responder. — Ainda que não haja nos autos laudo pericial oficial atestando a higidez da gravação apresentada, poderá o requerente - seria desnecessário qualquer pronunciamento judicial nesse sentido – recusar-se a responder eventuais indagações que digam respeito ao diálogo em comento, sem que isso possa ser interpretado como aceitação de responsabilidade penal. Aliás, se optar por não responder qualquer das perguntas, seja por que motivo for, dessa atitude, juridicamente, não se pode extrair qualquer conclusão contrária à sua defesa — escreveu Fachin, ressaltando que a regra está expressa no Código de Processo Penal. O ministro acrescentou que o direito de Temer de ficar em silêncio não pode ser usado contra ele no processo

Continuar lendo Fachin nega pedido de Temer para adiar depoimento à PF. Presidente pode negar-se a responder

Temer não quer que PF o questione agora sobre áudio dele com Joesley da JBS

O presidente não quer ser questionado agora pela Polícia Federal sobre o conteúdo do áudio da conversa com o empresário Joesley Batista, da JBS, ocorrida na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu. Por meio de petição ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato e desdobramentos no Supremo Tribunal Federal, o advogado do presidente, criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, alega que o áudio ainda está sendo submetido a uma perícia da Polícia Federal. A conversa foi gravada por Joesley. Nela, Temer reage com ‘ótimo, ótimo’ às informações do delator que narra ter corrompido o procurador da República Ângelo Goulart e conta sobre pagamento de mesada milionária para Eduardo Cunha, em troca do silêncio do ex-presidente da Câmara preso desde outubro de 2016. Os investigadores argumentam que Temer não poderia ter se omitido quando informado por Joesley sobre práticas criminosas. Nesta terça-feira, 30, Fachin autorizou a Polícia Federal a interrogar o presidente no inquérito da Operação Patmos, deflagrada no dia 18. O depoimento será por escrito. A PF vai encaminhar as perguntas a Temer, inclusive sobre o deputado Rocha Loures (PMDB/PR), ex-assessor do presidente flagrado correndo por uma rua dos Jardins, em São Paulo, com uma mala estufada de propinas da JBS – maços com 10 mil notas de R$ 50.

Continuar lendo Temer não quer que PF o questione agora sobre áudio dele com Joesley da JBS

Advogado de Lula provoca o juiz Sérgio Moro, mas o tiro erra o alvo…

O advogado do ex-presidente Lula e da esposa Marisa Letícia, Cristiano Zanin, concede entrevista coletiva em São Paulo (SP) - 14/09/2016 (Nacho Doce/Reuters) Em meio ao depoimento de Lula, seu advogado Cristiano Zanin interrompeu bruscamente para dizer que o juiz Sergio Moro estava fazendo perguntas repetidas. Fez isso de forma veemente e até indelicada. O juiz ouviu e serenamente disse: “Observação pertinente, mas continuarei a fazer perguntas”. Durante o tempo todo, Moro manteve-se calmo, sem alterar o tom de voz. Em dado momento, Zanin disse que as perguntas de Moro eram “cansativas”. O juiz manteve-se impassível.

Continuar lendo Advogado de Lula provoca o juiz Sérgio Moro, mas o tiro erra o alvo…

Lula faz palanque na audiência e diz a Moro que vai ser candidato em 2018. Veja os vídeos…

Em um capítulo tenso do longo interrogatório a que foi submetido pelo juiz da Lava Jato, ex-presidente, orientado por seus advogados, se nega a responder sobre declarações que deu em meio ao escândalo do Mensalão em que admitia erros do PT. Ricado Brandt, Julia Affonso, Bruno Ribeiro e Luiz Vassallo/Lula. Foto: Reprodução O ex-presidente Lula aproveitou um momento do interrogatório da Lava Jato para fazer palanque e anunciar que vai se candidatar à Presidência em 2018. “Depois de tudo que tá acontecendo eu tô dizendo alto e bom som que vou querer ser candidato à Presidência da República outra vez.” O petista fez palanque político durante um dos capítulos mais tensos do interrogatório a que foi submetido pelo juiz da Lava Jato nesta quarta-feira, 10. Moro perguntou a Lula sobre o que ele teria dito aos agentes da Polícia Federal que o conduziram coercitivamente, em março de 2016. Na ocasião, segundo os federais, Lula disse que seria eleito em 2018 e que ‘se lembraria de todos eles’. “O sr. afirmou isso?”, questionou o juiz. “Não sei se disse que me lembraria deles e também não sei se eu disse que seria eleito em 2018, uma eleição é que nem mineração, só depois da apuração é que você sabe o resultado. A verdade é que eu não lembro se disse ou não, mas eu posso dizer agora. Eu estava encerrando a minha carreira política porque se eu quisesse ser candidato eu seria em 2014, mas agora, depois de tudo que tá acontecendo, eu tô dizendo alto e bom som, vou querer ser candidato à Presidência da República outra vez.” Neste trecho do seu interrogatório, Lula se recusou a responder indagações do juiz, orientado por seus advogados, Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio. Moro leu na audiência trechos de entrevistas que o petista deu para setores da imprensa admitindo, na época do mensalão, erros do PT. Na ocasião, ele declarou. ‘Olha, o PT se cometeu erro, minha tese é que tem que explicar para a sociedade brasileira, explicar o erro e que o partido pedisse desculpas ao povo.’ “Vou seguir a orientação dos meus advogados”, esquivou-se o ex-presidente nesta quarta-feira perante Moro. O juiz insistiu. Indagou de Lula quem o ‘traiu com práticas inaceitáveis’ – segundo o próprio petista teria declarado em entrevista na Granja do Torto. Um dos advogados de Lula, Zanin Martins, interrompeu o questionamento e disse a Moro que ele não estava ‘julgando o PT. DEPOIS DE ACESSAR "LEIA MAIS", VEJA OS VÍDEOS, NO FINAL DA REPORTAGEM...

Continuar lendo Lula faz palanque na audiência e diz a Moro que vai ser candidato em 2018. Veja os vídeos…

‘Certamente queria o apartamento pra fazer investimento’, diz Lula sobre Marisa e o interesse pelo triplex do Guarujá

Ex-presidente disse que viu '500 defeitos' em imóvel no Guarujá e que ficou sabendo depois de segunda visita de ex-primeira-dama ao apartamento

Continuar lendo ‘Certamente queria o apartamento pra fazer investimento’, diz Lula sobre Marisa e o interesse pelo triplex do Guarujá

Lula diz a Moro que nunca teve intenção de adquirir triplex. Veja vídeos…

Ex-presidente negou ser dono de imóvel no Guarujá. Ministério Público diz que o imóvel foi destinado a Lula pela OAS, como propina dissimulada. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ter ocultado ser dono do triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo. O Ministério Público Federal (MPF) o acusa de ter recebido o imóvel como parte de propina da OAS, que tinha contratos com a Petrobras. "Nunca tive a intenção de adquirir o triplex", disse o petista. Em outro momento do interrogatório, ele reafirmou: "Eu não solicitei, não recebi, não paguei nenhum triplex. Não tenho". A Justiça liberou os vídeos do depoimento. Assista ao primeiro acima; os demais estão ao final do texto. Lula confirmou que visitou o imóvel, porque a OAS pretendia vendê-lo para sua família. Mas disse que não orientou nenhuma reforma no imóvel. "Eu não orientei... O que eu sei que, no dia que eu fui, houve muitos defeitos mostrados no prédio, defeitos de escada, defeitos de cozinha." O ex-presidente questinou as investigações. "Ele [Ministério Público] deve ter pelo menos algum documento que prova o direito jurídico de propriedade para poder dizer que é meu o apartamento." O juiz questionou o ex-presidente sobre um documento de adesão de uma unidade duplex no edifício em Guarujá que depois acabou se transformando em triplex. De acordo com Moro, o documento foi apreendido na casa do ex-presidente e não está assinado. “Então não estar assinado, doutor... Talvez quem acusa saiba como foi parar lá. Eu não sei como está um documento lá em casa, sem adesão de 2004, quando a minha mulher comprou o apartamento [da Bancoop] em 2005.” VEJA OS PRIMEIROS 4 VIDEOS DO DEPOIMENTO DE LULA A MORO. ACESSE "LEIA MAIS"...

Continuar lendo Lula diz a Moro que nunca teve intenção de adquirir triplex. Veja vídeos…

Depoimento de Lula a Moro termina após quase 5 horas

Ex-presidente foi interrogado como réu pela 1ª vez em processo da Lava Jato sobre triplex. Terminou após quase 5 horas o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da operação Lava Jato na primeira instância. O interrogatório começou às 14h18 e terminou por volta das 19h10. O petista foi ouvido como réu pela primeira vez no processo sobre o triplex no Guarujá (SP). Com o depoimento, o processo chega à sua reta final. A partir de agora, o Ministério Público Federal (MPF) e as defesas poderão pedir as últimas diligências. Caso isso não ocorra, o juiz determinará os prazos para que as partes apresentem as alegações finais. Em seguida, os autos voltam para Moro, que vai definir a sentença, podendo condenar ou absolver os réus. Não há prazo para que a sentença seja publicada. Lula desembarcou no aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, por volta das 10h, em um avião particular que partiu de São Paulo. Em seguida, ele foi para um escritório de advocacia, no bairro Boa Vista. De lá, saiu em direção à sede da Justiça Federal, onde chegou às 13h45 – 15 minutos antes do horário previsto para o início da audiência. Também está na capital do Paraná a ex-presidente Dilma Rousseff.

Continuar lendo Depoimento de Lula a Moro termina após quase 5 horas

Curitiba está calma: o PT e Lula blefaram quando disseram que “incendiariam” a cidade”

As previsões petistas de que Curitiba tremeria, hoje, com a presença do ex-presidente Lula (PT) para depor ao juiz federal Sérgio Moro não se concretizaram. Ele depõe na condição de quem teia comandado um dos maiores de escândalos de corrução do mundo, durante o mandato presidencial e fora dele, quando o PT governava com a presidenta Dilma, que sofreu um processo de impeachment. Às 16h30, a Polícia Militar afirmou que havia 4 mil pessoas na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba. No local se concentram partidários do ex-presidente Lula. Neste momento, Lula está depondo e tudo indica que a condução do processo é normal. As avaliações mais otimistas não contam mais de 5 mil pessoas nas manifestações pró-Lula, caindo por terras o discurso dos seus partidários de que incendiariam Curitiba. Jornalistas e observadores da cena curitibana falam em 40 ônibus estacionados, os que levaram os petistas à capital do Paraná. Se o caldo não engrossar, após a saída do ex-presidente - já que os partidários dizem que "vai chegar mais gente" - fica caracterizado que o PT está mesmo doente e não consegue mais mobilizar multidões em torno das causas do seu líder maior - Lula, atormentado por uma avalanche de suspeitas de corrupção e factualmente acuado por elas. Ele vem negando todas as acusações.

Continuar lendo Curitiba está calma: o PT e Lula blefaram quando disseram que “incendiariam” a cidade”

Lula já está em Curitiba para prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro

Audiência na Justiça Federal está marcada para começar às 14h. Ex-presidente será interrogado em ação da Lava Jato sobre triplex no Guarujá (SP). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro na tarde desta quarta-feira (10), chegou ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba, às 10h18. Ele chegou em um avião particular que partiu de São Paulo às 9h30 com cerca de sete pessoas. Após o pouso, a aeronave seguiu para o hangar da JMalucelli no aeroporto, onde havia um esquema de segurança. A audiência está marcada para as 14h na sede da Justiça Federal, que fica no bairro Ahú. É o primeiro depoimento de Lula na presença de Moro e na condição de réu da Lava Jato. O ex-presidente será interrogado na ação que trata de um triplex em Guarujá (SP). Lula é réu acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para o depoimento, foi montado um forte esquema policial com bloqueios no trânsito e dezenas de agentes no entorno da Justiça Federal. Também nesta manhã, a ex-presidente Dilma Rousseff embarcou em um voo comercial da Azul de Porto Alegre com destino a Curitiba, que pousou no aeroporto Afonso Pena um pouco depois do avião com Lula, em torno de 10h20. Em uma caminhonete, ela foi levada ao hangar onde estava a aeronave de Lula. Às 10h51, saíram do aeroporto dois carros pretos. Em um deles estaria Lula.

Continuar lendo Lula já está em Curitiba para prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro

Tribunal Federal de Curitiba nega suspensão de processo do triplex e depoimento de Lula está mantido

Defesa do ex-presidente protocolou habeas corpus para suspender processo sobre o triplex da OAS. Com isso, depoimento do petista ao juiz Sérgio Moro está mantido para esta quarta-feira (G1). O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a suspensão do processo do triplex da empreiteira OAS. Com isso, está mantido o depoimento do petista ao juiz Sérgio Moro nesta quarta (10), em Curitiba. A decisão é do juiz federal Nivaldo Brunoni, convocado para substituir desembargador federal relator da Lava Jato na 8ª Turma, em Porto Alegre, João Pedro Gebran Neto. O G1 entrou em contato com os advogados de Lula e aguarda uma posição. A defesa do ex-presidente recorreu com um habeas corpus que pedia liminarmente a suspensão do processo sobre o triplex da empreiteira OAS. Os advogados alegaram prejuízo pelo fato de haver juntada de documentos pela Petrobras nas últimas semanas. No pedido, os defensores solicitavam ainda mais tempo para análise de documentos. Em sua decisão, o magistrado destacou que o interrogatório de Lula ganhou repercussão nacional e que isso mudou a rotina da Justiça Federal de Curitiba e de vários órgãos da capital paranaense. “Medidas excepcionais foram tomadas para evitar tumulto e garantir a segurança nas proximidades do fórum federal; prazos foram suspensos, o acesso ao prédio-sede da Subseção Judiciária será restrito a pessoas previamente identificadas e o trânsito nas imediações será afetado, medidas que vem mobilizando vários órgãos da capital paranaense”, escreveu Brunoni. Para o magistrado, não há razão para suspender o depoimento e o andamento da ação penal. “Assim, ausente flagrante ilegalidade e possibilitada pela própria autoridade coatora a apresentação de documentação até a fase do art. 402 do CPP e, ainda, a eventual repetição de atos processuais já realizados, não há razão para o deferimento de suspensão do interrogatório do paciente e sobrestamento da ação penal”, diz o texto. A defesa alega que "é materialmente impossível" analisar a documentação do processo até esta quarta (10), data em que o depoimento do ex-presidente ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal de Curitiba, está marcado. O MPF acusa Lula de receber um triplex da construtora, como pagamento de propina. O petista nega as acusações.

Continuar lendo Tribunal Federal de Curitiba nega suspensão de processo do triplex e depoimento de Lula está mantido