Caso da condução de blogueiro pela PF reacende debate sobre métodos de Moro na Lava Jato

Defesa diz que ação viola sigilo da fonte garantido por lei a jornalistas e juiz rebate. Coação para depor sem convocação prévia é criticada e OAB pede que STF analise prática Ao longo de três anos de Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos que correm na primeira instância em Curitiba, e os procuradores da investigação colecionaram tanto trunfos como decisões polêmicas. Nesta terça-feira foi a vez de um instrumento usado várias vezes no período voltar aos holofotes, com a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, responsável pelo Blog da Cidadania, crítico do Governo de Michel Temer. Ele foi levado pela Polícia Federal para depor sobre o suposto vazamento da também controversa condução coercitiva do ex-presidente Lula, em março do ano passado. Guimarães divulgou detalhes da ação uma semana antes do fato e Moro queria confirmar a identidade de quem lhe repassou as informações. Em sua casa foram apreendidos celulares, um notebook e um pendrive. Além da volta do debate sobre o uso da condução coercitiva pela Lava Jato, o episódio trouxe à tona outra polêmica: a defesa diz que foi violado o direito ao sigilo de fonte garantido aos jornalistas pela Constituição. Já a assessoria do juiz rebateu dizendo que Guimarães faz "propaganda política": "Não é necessário diploma para ser jornalista, mas também não é suficiente ter um blog para sê-lo".

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