Aquecimento global transforma em fêmeas 99% de uma população de tartarugas marinhas

Estudo na Grande Barreira de Coral dá alerta sobre os efeitos das mudanças climáticas O aquecimento global está alterando as porcentagens de sexos em algumas populações de tartarugas marinhas do planeta. O fenômeno é conhecido há anos, mas a comunidade científica está começando a alertar para casos absolutamente extremos. Uma equipe internacional de oceanógrafos detectou agora que os espécimes jovens de uma das maiores populações de tartarugas-verdes do mundo – localizada na parte norte da Grande Barreira de Coral, na Austrália – são fêmeas em mais de 99% dos casos. Na parte mais quente da Grande Barreira de Coral australiana nasce um macho para cada 116 fêmeas “Com um aumento previsto da temperatura média global de 2,6 graus em 2100, muitas populações de tartarugas marinhas correm o risco de sofrer uma alta mortalidade de seus ovos e de ter uma descendência exclusivamente feminina”, advertem os autores de um estudo liderado pela endocrinologista Camryn Allen e o biólogo Michael Jensen, ambos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

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Extraterrestres – Um século de buscas, sem êxito, por alienígenas

Desde a invenção do rádio, pensou-se em usá-lo para encontrar alguma inteligência extraterrestre. Essa busca obteve recentemente importante estímulo econômico Fazer contato com extraterrestres foi um dos usos propostos pelos criadores dos primeiros sistemas de envio de informação a distância sem fios. No começo do século XX, Guglielmo Marconi, um dos inventores do rádio, acreditava que essa tecnologia poderia ser empregada para se comunicar com os habitantes de Marte e receber seus sinais. Em agosto de 1924, o Governo dos EUA declarou um dia nacional de silêncio radiofônico para poder buscar esse tipo de sinal e pediu à população que apagasse seus aparelhos durante cinco minutos a cada hora durante 36 horas. O objetivo era evitar interferências que escondessem possíveis mensagens marcianas — que nunca chegaram. Desde aquelas primeiras tentativas de buscas por alguma inteligência extraterrestre, nossa visão do espaço mudou bastante. As sondas que fotografaram Marte a partir de sua órbita e aterrissaram em sua superfície mostram um deserto gélido sem sinal de civilização. Expedições semelhantes por todo o Sistema Solar e décadas de detecções de todo tipo de sinal eletromagnético sugerem que, a não ser que sejam muito discretos, não existem alienígenas com sistemas de telecomunicações em nossa vizinhança. A exploração científica também demonstrou que as possibilidades de haver mundos habitados são quase ilimitadas. Estima-se que somente na nossa galáxia existam cerca de 200 bilhões de estrelas e que há em todo o universo um número semelhante a esse de galáxias. São muitas as chances de que, em um cosmos com as mesmas regras físicas, a inteligência se forje, como aconteceu na Terra. Um século depois das primeiras tentativas de fazer contato com outros seres vivos inteligentes, a busca continua e recebeu recentemente um grande empurrão. Financiado pelo magnata russo Yuri Milner, o projeto Breakthrough Listen, que apresentou seus primeiros resultados no ano passado, proporcionará 100 milhões de dólares e milhares de horas de uso de telescópios para ouvir os alienígenas.

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Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra e de maior dimensão

A super-Terra tem características que a colocam na "zona habitável" de sua estrela, isto é, o novo planeta teria as condições necessárias para a existência de água em estado líquido Na órbita de uma estrela "vizinha", cientistas descobriram um novo planeta rochoso como a Terra, mas de dimensões maiores - um tipo de astro apelidado pelos astrônomos de "super-Terra". A descoberta foi publicada na última quarta-feira, (19), na revista Nature. Segundo os autores do artigo científico, a super-Terra tem características que a colocam na "zona habitável" de sua estrela, isto é, o novo planeta teria as condições necessárias para a existência de água em estado líquido. A presença de água líquida, segundo os cientistas, é o critério indispensável para a potencial existência de vida em um planeta. Com isso, a nova super-Terra é considerada uma candidata às pesquisas em busca de vida extraterrestre. O artigo revela que a estrela LHS 1140, em cuja órbita foi descoberto o novo planeta, está a 39 anos-luz do nosso Sol. Embora a distância seja imensa, a estrela pode ser considerada "vizinha" em relação à extensão da nossa galáxia, a Via Láctea, que abrange cerca de 100 mil anos-luz. "É o exoplaneta mais emocionante que vi na última década. Dificilmente poderíamos esperar um alvo melhor para realizar uma das maiores buscas da ciência: evidências de vida fora da Terra", declarou o autor principal do estudo, Jason Dittmann, do Centro Smithsonian de Astrofísica, em Cambridge (Estados Unidos). De acordo com Dittmann, a LHS 1140 é uma estrela anã, como são chamadas as estrelas cuja massa equivale a menos de 60% da massa do Sol. As estrelas anãs são a classe de estrelas mais comuns na Via Láctea.

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Cientistas encontram indícios de água líquida em Marte. Será que ainda vamos depender desse planeta?
Deus, será que um dia vamos depender de Marte para "martear" a nossa sede de água?

Cientistas encontram indícios de água líquida em Marte. Será que ainda vamos depender desse planeta?

Num período em que vivemos de incertezas sobre o futuro do abastecimento de água no planeta, pela ação nefasta do Homem,qualquer hipótese é benvinda. Já pensou um dia a Terra depender da água de Marte, onde, supunha-se, seria um planeta morto? De acordo com um grupo de pesquisadores, Marte pode ter água em estado líquido nas proximidades da superfície. A existência de água congelada no planeta já havia sido comprovada há anos, mas os cientistas acreditavam que a presença em estado líquido seria impossível por causa das condições climáticas marcianas. Agora, o robô Curiosity, da Nasa, que explora a superfície do planeta vermelho desde 2012, encontrou no solo uma substância conhecida como perclorato, que reduz o ponto de congelamento da água. Com isso, em vez de se solidificar, ela mantém-se líquida e extremamente salgada, como uma salmoura. Os novos dados enviados pelo Curiosity foram publicados nesta segunda-feira, 13, na revista científicaNature

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Ciência e tecnologia pedem passagem, esta semana, em todo o Brasil

Ciência, saúde e esporte serão os assuntos em pauta, a partir desta segunda-feira, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). O tema deste ano foi escolhido para discutir os grandes eventos esportivos mundiais que serão promovidos no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o evento terá programações em todo o país sobre os aspectos científicos, educacionais e de saúde envolvidos nas atividades esportivas. Entre os conferencistas estão a ginasta Daiane dos Santos, a jogadora de vôlei Ana Moser, o atleta paraolímpico Alan Fonteles e o cientista Marcelo Gleiser. Em São Luís, Maranhão, o evento ocorrerá na área externa do Shopping São Luís, com abertura prevista para as 17 horas de hoje (21)

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A busca pela Arca de Noé: ciência ou questão de fé?
A busca pela Arca de Noé no Monte Ararat continua a alimentar imaginação de exploradores de todo o mundo

A busca pela Arca de Noé: ciência ou questão de fé?

A busca pela Arca de Noé no Monte Ararat continua a alimentar, 5 mil anos depois, a imaginação de exploradores de todo o mundo, mas a falta de provas científicas transformou o que já era uma lenda em questão de fé. "Noé é muito mais que um personagem do 'Gênesis'. É uma figura histórica para cristãos, judeus e muçulmanos", afirmou à Agência Efe Andrei Poliakov, orientalista russo que protagonizou, em 2003, uma das últimas expedições ao monte de 5.435 metros de altura, fronteira natural entre Turquia, Armênia, Azerbaijão e Irã. O explorador russo acredita que documentos históricos, em particular as crônicas históricas sumérias, confirmam a existência do profeta Noé, a construção de uma arca e, de fato, um grande dilúvio.

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