Cerveró relata ‘ordem de Lobão’ para atender Banco BVA na Petros

POR JULIA AFFONSO, FAUSTO MACEDO E RICARDO BRANDT Blog do Fausto Macedo “O investimento foi feito, sendo que passados alguns anos o banco faliu e a Petros perdeu o dinheiro investido”, afirmou o ex-diretor da Petrobrás, delator da Lava Jato, sobre negócio envolvendo o ex-ministro Edison Lobão (PMDB-MA), ‘entre 2009/2010’ O ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou que ‘entre 2009/2010’ houve uma ordem do então ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) para atender o Banco BVA na participação da Petros, fundos de pensão da Petrobrás. Segundo Cerveró, o dono do banco, José Augusto Ferreira dos Santos, é amigo de Lobão. O delator relatou que o negócio foi feito e, alguns anos depois, o banco faliu e a Petros perdeu o dinheiro investido. As declarações estão em um resumo entregue por Cerveró à Procuradoria, antes de o ex-diretor fechar acordo de delação premiada. Cerveró foi diretor da área Internacional da Petrobrás entre 2003 e 2008. Após ser exonerado do cargo, o executivo assumiu a diretoria financeira da BR Distribuidora. “Nestor Cerveró, enquanto diretor Financeiro da BR Distribuidora tinha um assento no comitê de investimento, sendo que o restante era composto por um representante de cada empresa do Grupo de Petrobrás. Diante disso, Nestor Cerveró indicava para participar dessas reuniões seu gerente financeiro, especialista em investimentos, Fernando Mattos”, afirmou o ex-diretor no documento.

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Cerveró é condenado a 5 anos de prisão. Ele voltará a ser julgado por outros crimes

Decisão de Sérgio Moro relaciona lavagem de dinheiro com apartamento avaliado em R$ 7,5 milhões no Rio O Dia O juiz federal Sérgio Moro condenou Nestor Cerveró nesta terça-feira a cinco anos de prisão, inicialmente em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro. O ex-diretor da área Internacional da Petrobras também é réu em outra ação penal e essa foi sua primeira condenação. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cerveró adquiriu um apartamento valiado em R$ 7,5 milhões, no Rio de Janeiro, por meio da empresa Jolmey do Brasil, criada para ocultar o dinheiro recebido pelo ex-diretor. Ele enviou o dinheiro para contas no exterior através de empresas offshore da Suíça e Uruguai.

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