Laudo confirma rompimento da aorta como causa da morte de Belchior

Diretor da Delegacia de Polícia Regional em Santa Cruz do Sul, delegado Luciano Menezes informou sobre o resultado da necropsia. Também foi pedido exame toxicológico, ainda sem resultado. O laudo da necropsia no corpo de Belchior confirma morte por rompimento da aorta. O delegado Luciano Menezes, diretor da Delegacia de Polícia Regional, em Santa Cruz do Sul, informou o resultado oficial ao G1 nesta quarta-feira (3). O cantor foi encontrado morto pela mulher, na manhã de domingo (30), na casa onde o casal morava na cidade gaúcha. "Foi dissecção da aorta, que é a destruição voluntária. O médico legista explicou que a artéria tem duas camadas, e uma se rompeu. Causa natural", disse o delegado. Ainda no domingo (30), a delegada plantonista Raquel Schneider informou sobre o rompimento, mas ainda não havia sido divulgado o resultado oficial. A Polícia Civil também pediu exame toxicológico, e aguarda o resultado. O delegado explica que é uma solicitação de praxe. "O médico [legista] foi categórico. Acreditamos que virá zerado", entende Menezes. O G1 consultou um especialista para falar sobre a dissecção da aorta. Segundo o cardiologista Luis Augusto Saliba, na verade são três camadas, sendo que a externa é mais uma proteção. "Há um descolamento entre as camadas e o sangue, que deveria passar por dentro, passa entre as camadas. Fica represado, acaba gerando uma hemorragia."

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Brasil é o 5º em mortes por álcool entre países americanos, diz estudo

Washington - O álcool é a causa de pelo menos 80 mil mortes por ano no continente americano, afirma um estudo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado na última edição da revista "Addiction", que apontou ainda que o Brasil ocupa o quinto lugar em número de mortes desse tipo. O estudo divulgado na publicação científica analisou todas as mortes ligadas ao álcool entre 2007 e 2009 em 16 países da América do Norte e da América Latina. Segundo os autores, a pesquisa só mostra "a ponta do iceberg de um problema maior", já que a ingestão de álcool está associada a doenças do coração e cerebrovasculares, acidentes de trânsito, lesões com armas de fogo, suicídios e alguns tipos de câncer. A maioria dessas 80 mil mortes anuais que não havia acontecido por ingestão de álcool ocorreu por doenças no fígado e, em segundo lugar, por transtornos neuropsiquiátricos. As taxas de mortalidade por consumo de álcool variam entre os países: as mais altas são as de El Salvador (uma média de 27,4 em 100 mil mortes por ano), Guatemala (22,3) e Nicarágua (21,3), México (17,8) e, em quinto lugar, do Brasil (12,2).

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