Toyota também entra na corrida por carro voador, cada vez mais próximo da realidade
Um dos protótipos de carro voador no bojo dessa corria tecnológica...

Toyota também entra na corrida por carro voador, cada vez mais próximo da realidade

Impulsionada por oito hélices de segunda mão, a estrutura rudimentar de alumínio voou por apenas alguns segundos, até pousar, amortecida por quatro bolas de basquete. Foi assim, com jeito de experimento escolar, que a Toyota marcou sua entrada na corrida pela criação de um modelo de carro voador, em um teste realizado no sábado, na cidade de Toyota, Japão. Um dos protótipos de carro voador no bojo dessa corria tecnológica... A participação da montadora japonesa é indireta. A companhia apoia a start-up Cartivator, que idealizou o protótipo e conduziu a demonstração de voo. A Cartivator já recebeu US$ 400 mil da Toyota e também conta com a ajuda de funcionários da companhia, segundo o jornal americano “USA Today”. Se tudo der certo, o grupo por trás do projeto planeja uma demonstração mais ambiciosa: conduzir em um carro voador o escolhido para acender a tocha olímpica dos Jogos de Tóquio, em 2020. A Toyota informou que não há nada decidido sobre a comercialização de veículos. Mas confirmou que analisa as possibilidades do setor. “Na Toyota, estamos avançando em ampla pesquisa e desenvolvimento sobre meios de transporte — inclusive soluções aéreas — que podem levar a uma sociedade próspera no futuro”, disse a empresa em comunicado, segundo o “USA Today”.

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Embraer faz parceria com Uber para criar conceito de ‘carro voador’

A Embraer anunciou nesta terça-feira (25), no Texas (EUA), um acordo com a Uber para desenvolver um sistema para tráfego de veículos elétricos aéreos. O modelo, com decolagem e aterrisagem vertical, deve iniciar operação em caráter experimental em 2020. Duas cidades foram escolhidas inicialmente para receber o protótipo - as demonstrações serão em Dallas e Dubai. A parceria preliminar entre as empresas foi fechada neste mês - o valor do contrato é mantido sob sigilo. A expectativa da Embraer, após o conceito ser validado, é que passageiros possam ser transportados a partir de 2023. Para viabilizar o sistema, a Embraer vai produzir a partir deste ano protótipos dos 'carros aéreos' que devem funcionar como alternativa de transporte nos centros urbanos. Para a operação, a fabricante de aviões também vai projetar um 'ecossistema' com plataformas de embarque e desembarque, criação de rotas, controle de tráfego aéreo e desenvolvimento de software. "O ponto principal do trabalho nesta etapa inicial é construir um ecossistema viável. Entramos no projeto por compartilhar da mesma visão que a Uber na busca por uma solução de transporte principalmente para as grandes cidades. A demanda por esse modelo existe, o que falta é o produto", disse Antônio Campello, diretor de inovação corporativa da Embraer. O projeto será concebido no Centro de Inovação de Negócios da Embraer, na Flórida, com participação de equipes do Vale do Silício, na Califórnia, e de Boston, em Massachusetts. "Apesar disso, contamos com o domínio dos conhecimentos em engenharia aeronáutica que têm nossos engenheiros no Brasil", disse Campello. A sede da Embraer é em São José dos Campos (SP).

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Uber prepara-se para lançar o carro voador em 2020. Veja vídeo do protótipo
Um dos protótipos do carro voador que o Uber promete tornar realidade em 2020.

Uber prepara-se para lançar o carro voador em 2020. Veja vídeo do protótipo

Empresa de transporte privado pretende evitar engarrafamentos urbanos com miniaviões sob demanda. Empresa de transporte privado pretende evitar engarrafamentos urbanos com miniaviões sob demanda. VIDEO CARRO VOADOR “Já imaginou ir a Napa (Califórnia) em 15 minutos? E ao trabalho em menos de seis? Há décadas, os carros voadores são coisa de ficção científica, mas agora queremos torná-los realidade”, disse Jeff Holden, chefe de produto da Elevate, a divisão mais futurista do Uber. “Usamos os carros privados para gerar um bem público. Há estacionamentos, há poluição, há falta de eficiência”, enumerou. A visão da empresa – elitista, a julgar pela prioridade de ir a Napa, o lugar preferido de lazer dos techies do Vale do Silício quando querem fugir do mau tempo de San Francisco e curtir as vinícolas – passa por incentivar as pessoas a deixarem de ter um automóvel e ganharem mais espaço urbano. O Uber espera levar os carros voadores às cidades em menos de cinco anos. Dallas, onde é realizada a reunião para lançar as bases desse setor, e Dubai, com a sua exposição universal, serão as primeiras a contar com o sistema em funcionamento, já em 2020. Antes chegarão os testes e alguns desafios – como a companhia gosta de chamar os problemas (palavra proibida no Vale do Silício). Entre eles, os chamados “vertiports”: pontos localizados em cada cidade para carregamento das baterias (os veículos serão elétricos), pousos e decolagens. A escolha não é por acaso, já que os veículos vão levantar voo e aterrissar na vertical, o que minimiza o espaço necessário para seu funcionamento. A ChargePoint se ocupará do projeto da parte energética – outro desafio para a iniciativa. São cinco as empresas que se associaram ao Uber para fazer os protótipos: Pipistrel Aircraft, Mooney, Bell Helicopter, Aurora Flight Sciences e Embraer. Estas últimas têm as propostas mais avançadas. O modelo da Aurora é uma modificação do XV-24A, já usado pelo Exército dos Estados Unidos, com o compromisso de preparar uma frota de 50 unidades para começar os testes e entrar em funcionamento em 2020. O veículo será para apenas quatro ou oito pessoas. Já a Embraer quer fazer algo visando mais gente. “Projetamos, desenvolvemos e entregamos aviões comerciais e de defesa há 50 anos. Dentro de 10 anos, teremos 18% do mercado mundial de aviação. Temos interesse especial pelos veículos de média capacidade. Fazemos uma linha de grande sucesso. Somos novos, mas aprendemos rápido. Temos o desafio de mudar rápido”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, diretor-presidente da Embraer, com grande modéstia. A empresa brasileira já é a terceira fabricante mundial de aviões comerciais. Os planos do Uber são claros: primeiro, um carro compartilhado (algo que já vem sendo testado com o UberPool); depois, o carro sem motorista, também em fase de teste e que poderia reduzir em 90% a quantidade de automóveis nas cidades. Por último, o carro voador. Ao abrir o aplicativo, o usuário verá a opção do Uber Air. “A comunidade rejeitou os helicópteros pelo forte ruído. Sua velocidade não pode melhorar muito, e não são práticos para o dia a dia”, explicou Holden antes de mostrar seu plano. “[O carro voador] é duas vezes mais seguro que os convencionais”, afirmou, para tirar o medo dos presentes. Embora seja difícil contar com números precisos, o diretor insistiu que o novo veículo será acessível para todos. “No início teremos que conseguir escala, mas depois será melhor para a vida na cidade: mais limpo e rápido”, justificou, sem dar mais informações. Faz tempo que o Uber flerta com essa opção, mas só em Las Vegas e de forma temporária. E em Los Angeles, para evitar o trânsito. Até agora, eram experimentos. A empresa aprendeu alguns detalhes sobre como os humanos se deslocam. Por exemplo, que a hora de maior demanda em Londres é justamente depois do fechamento dos pubs. “A boa notícia é que já não usam seu carro; optam por algo melhor para todos. Damos valor agregado às cidades”, afirmou. Os argumentos para apoiar essa tecnologia são ecológicos e econômicos. Os carros respondem por 22% das emissões de dióxido de carbono do planeta, mas ficam parados 95% do tempo. “Para cada carro privado, há oito vagas. Queremos acabar com isso, colocar mais ciclovias, promover mais edifícios sustentáveis, casas mais acessíveis”, afirmou. Em Nova Jersey, por exemplo, eles conseguiram que a Prefeitura subvencionasse a iniciativa em vez de construir um estacionamento. A startup mais valiosa do mundo decidiu realizar essa reunião anual para estimular a adoção de sua tecnologia. E faz isso num de seus piores momentos, quando cresce a pressão sobre Travis Kalanick, seu cofundador, que não está no programa, por acusações de discriminação sexual e racial, além de táticas de competição questionáveis.

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