O Maranhão e a Floresta dos Guajás dão título à Unidos de Tatuapé, em São Paulo

A Floresta dos Guarás, uma das maiores reservas florestais do Maranhão, o Palácio dos Leões, sede do governo, e outros pontos turísticos da capital São Luís, foram determinantes para que, no segundo ano consecutivo, a escola de samba Acadêmicos do Tatuapé se sagrasse campeã do Carnaval 2018 de São Paulo. O resultado foi conhecido na divulgação do último quesito, com as notas de mestre-sala e porta-bandeira. A escola desfilou no Sambódromo do Anhembi na sexta-feira (9) e prestou um tributo ao Maranhão e sua cultura local. A Acadêmicos do Tatuapé assumiu a ponta da classificação apenas no sétimo quesito e de lá não mais saiu. Fizeram a diferença as notas descartadas, que valem para o desempate (das quatro avaliações dos jurados em cada quesito, a pior é desconsiderada no somatório geral). Isso tirou as chances de título das outras escolas que alcançaram os mesmos 270 pontos da campeã: Tom Maior e Mancha Verde receberam um 9,9 no quesito alegoria; Mocidade Alegre As escolas voltam ao Sambódromo na próxima sexta-feira (16), no desfile das campeãs, que também terá a presença da Dragões da Real (5ª colocada), junto com Águia de Ouro e Colorado do Brás, campeã e vice do grupo de acesso. Este é o segundo título da história da Acadêmicos do Tatuapé, que voltou a disputar no grupo especial em 2013. O desfile da escola campeã foi assinado pelo carnavalesco Wagner Santos e teve a participação de 2.761 componentes, divididos em 26 alas e cinco carros alegóricos. A ala das baianas homenageou a Floresta dos Guarás, uma das maiores reservas florestais do Maranhão. O Palácio dos Leões, sede do governo, e outros pontos turísticos da capital São Luís, foram representados nas alegorias.

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Beija-Flor de Nilópolis é campeã do carnaval carioca denunciando as mazelas sociais
FMBEIJA46 - RJ - 12/02/2018 - CARNAVAL 2018 / RIO / DESFILE DAS ESCOLAS DE SAMBA / GRUPO ESPECIAL / BEIJA-FLOR - CIDADES OE - A escola de samba Beija-Flor de Nilópolis é a sexta e última escola a desfilar pelo Grupo Especial no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no centro do Rio, na noite desta segunda-feira, 12. Na foto, Claudia Raia. FOTO: FABIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

Beija-Flor de Nilópolis é campeã do carnaval carioca denunciando as mazelas sociais

A escola de samba Beija-Flor de Nilópolis é a grande campeã do Grupo Especial do carnaval 2018 do Rio de Janeiro. Completando 70 anos neste 2018, a Beija-Flor, que a cada ano se supera nos quesitos luxo e imponência, fez um desfile atípico. Crítica das mazelas brasileiras, a apresentação em alguns momentos remeteu o público que acompanha carnaval ao histórico Ratos e urubus, larguem minha fantasia (1989), do carnavalesco Joãosinho Trinta (1933-2011) - este tratava de luxo, lixo, pobreza e festa e até hoje é um dos mais lembrados da história do sambódromo. A escola fez um paralelo entre o Frankenstein, de Mary Shelley, personagem que está completando 200 anos, e os "monstros nacionais": a corrupção, as agressões à natureza, o uso indevido de impostos, as disparidades sociais. A teatralização excessiva cansou. O carro da favela tinha traficantes "armados", briga de casal e até uma mãe velando um filho policial morto. A chamada "farra dos guardanapos", episódio do esquema criminoso do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), foi encenada.

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