Bolsonaro invoca “intervenção militar” contra o Supremo e flerta com golpe

Enquanto ataca Corte, presidente se aproxima do Congresso e oferece vaga no Supremo ao PGR, que o investiga. “É a interpretação de quem conspira contra a democracia", diz Oscar Vilhena ->-> Em conflito aberto com o Supremo Tribunal Federal e diante de inquéritos que acossam a ele e parte de seus mais fieis militantes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) invocou por meio de suas redes sociais uma “intervenção militar pontual”, ou seja, um golpe contra outros poderes constituídos. Na tarde de quinta-feira, quando em suas contas no Twitter e no Facebook, o mandatário compartilhou uma entrevista concedida pelo advogado constitucionalista Ives Gandra Martins, na qual ele defendeu que o artigo 142 da Constituição permite uma intervenção das Forças Armadas em outros poderes para a garantia da lei e da ordem. “Live com Ives Gandra: A politização no STF e a aplicação pontual da 142”, escreveu o presidente. Neste domingo, participou de uma aglomeração de apoiadores na Esplanada dos Ministérios, com faixas e palavras de ordem contra o  Supremo Tribunal Federal (STF) e pedindo  intervenção militar, ou seja, a volta da ditadura.

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Entrevista: ‘Huck fica menor na crise. Doria tem maior projeção’, diz FHC

Para ex-presidente, ao se opor a Bolsonaro no enfrentamento do novo coronavírus, governador de SP ganha visibilidade Entrevista com Fernando Henrique Cardoso Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo Cumprindo o isolamento social em seu apartamento em Higienópolis, região central da capital paulista, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem dividido o tempo entre o trabalho em novo livro sobre sua trajetória intelectual, releituras de Machado de Assis e reuniões e debates virtuais do seu instituto. Eventualmente, faz rápidas caminhadas pelo bairro, sempre de máscara. O cardápio de filmes e séries fica por conta de sua mulher, Patrícia. Mas FHC confessa que não é muito fã de “maratonar” em plataformas de streaming. Nesta entrevista ao Estado, FHC fez um uma análise do cenário político em tempos de covid-19 e disse que o presidencialismo de coalizão deu lugar a um sistema precário de governo compartilhado entre Câmara, Senado e Supremo Tribunal Federal. Na avaliação dele, o governador João Doria (PSDB) ganhou espaço durante a crise, enquanto o apresentador e possível presidenciável Luciano Huck, de quem é amigo, ficou politicamente menor.

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Covid-19! “Quem quer dar o golpe jamais vai falar que quer dar”, diz Bolsonaro

Indagado pelo apresentador José Luiz Datena na noite desta sexta-feira se seria capaz de "dar um golpe e fechar o país", o presidente Jair Bolsonaro se limitou a dizer que "quem quer dar o golpe jamais vai falar que quer dar”. Este foi mais um sinal do desprezo do mandatário pelas instituições democráticas, e chega em um momento no qual ele é amplamente criticado pela forma desastrada com que vem minimizando a pandemia do coronavírus. Em entrevista de mais de uma hora, Bolsonaro também minimizou o número de mortes por Covid-19 no país. "Alguns vão morrer, vão morrer, lamento, é a vida. Não pode parar uma fábrica de automóveis porque tem mortes no trânsito", afirmou. Ele também voltou a chamar a crise de "histeria". "Fui muito criticado lá atrás quando falei que era histeria [a pandemia], e agora muita gente tá vendo que era histeria sim", afirmou, sem mencionar os mais de 23.000 mortos pela doença no mundo inteiro.

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Documentos revelam ação militar e de Sarney para abafar crimes pós-ditadura…

Carlos Madeiro - Colaboração para o UOL, em Maceió A retomada da democracia após o fim da ditadura militar, em março de 1985, deu continuidade a um movimento para evitar punição a agentes do Estado acusados de assassinatos, sequestros e torturas no regime. Documentos obtidos pelo UOL junto ao Arquivo Nacional, a pesquisadores e no acervo da CNV (Comissão Nacional da Verdade) revelam que, logo após a posse de José Sarney, integrantes das Forças Armadas e da Polícia Federal expediram relatórios com monitoramento de vítimas, familiares, partidos e políticos que pediam investigação sobre crimes. O ex-presidente teria atuado para orientar o não ataque e conter o que chamavam de "revanchismo" de ambos os lados. O UOL leu documentos produzidos entre os anos de 1985 e 1991 que tratam sobre os pedidos de investigação. Muitos dos relatórios tentaram criar e fortalecer movimentos de autoproteção dos militares e desqualificação das vítimas denunciantes. Um dos principais nomes denunciados nesse período de pós-ditadura era o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015), recentemente classificado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) como "herói nacional". Ustra foi apontado por vítimas como um dos principais responsáveis por torturar presos. SIGA LENDO ESTA INSTIGANTE MATÉRIA...

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Flávio Dino cogita mesmo ser candidato a presidente da República em 2022

Depois de ser alçado como adversário político do presidente Jair Bolsonaro, o governador do Maranhão, Flávio Dino, admite que está em seus planos ser candidato a presidente da República, em 2022, segundo declarou ao Valor Econômico. Dino disse que não faria esse "discurso hipócrita" se essa possibilidade não existisse. Declara que, ao chamá-lo, pejorativamente de um dos governadores "de paraíba", Bolsonaro lançou seu nome na disputa e deu um rosto à oposição a seu governo. Diz, textualmente: "O Bolsonaro já fez esse lançamento, mas é sem dúvida um lançamento precoce. O que existe é uma possibilidade. mas, como tal, ou seja, como uma possibilidade. Não é um determinismo, uma decisão, uma deliberação, não é um desígnio. É apenas uma possibilidade", prognosticou. Ser presidente da República, para o governador do Maranhão não é um projeto, é um destino: "Quem imaginou que Bolsonaro iria ser presidente? Ninguém, mas ele é. Depende mais de valores exógenos, externos, do que propriamente de um desejo".  Para Dino, há um longo caminho a ser percorrido até 20122, já que o principal representante da esquerda, o ex-presidente Lula, não pode ser candidato, e, assim, a esquerda tem que se reorganizar. Em seguida, Dino nega que esteja pensando em deixar o PCdoB, perlo fato de ter conversado recentemente com a cúpula do PSB. Diz ter orgulho de pertencer ao partido mais antigo do Brasil e que qualquer posição a tomar tem que ser de acordo com a Partido Comunista.

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Entrevista com o historiador português Manuel Loff: “O bolsonarismo é o neofascismo adaptado ao Brasil do século 21”

Para o estudioso português de governos autoritários, bolsonarismo soma “nostalgia da ditadura, discurso sobre a corrupção” e “ligação ao mundo evangélico” Ricardo Viel - Agência Pública Manuel Loff tinha 9 anos quando um grupo de capitães e soldados portugueses, cansados de serem mandados à África para uma guerra sanguinária contra os movimentos de libertação das colônias, derrubou uma ditadura que já durava 41 anos – a mais longeva da Europa. A lembrança mais viva que tem daquele dia 25 de abril de 1974, quando a Revolução dos Cravos colocou fim ao regime salazarista (fundado por António de Oliveira Salazar), é do irmão, que tinha 14 anos, bêbado, a gritar: “Já não vou para a guerra!”. Há pouco tempo uma amiga de infância fez Loff recordar que com 10 anos ele escreveu e dirigiu uma peça de teatro para ser encenada pelos colegas da escola. O tema era os últimos dias de Hitler no bunker. “A mim próprio me surpreende, não sei como cheguei até lá com essa idade”, confessa. Quando era criança, o pai lhe contava histórias sobre a Guerra Civil Espanhola. Ainda garoto, ia a bibliotecas tomar emprestados livros sobre as Grandes Guerras e pedia de presente de Natal obras sobre o nazismo. Hoje, aos 54 anos, é um dos historiadores mais respeitados em Portugal quando o assunto são regimes autoritários, em especial como o salazarismo e o franquismo. É autor de vários livros, entre eles O nosso século é fascista (2008) e Ditaduras e revoluções (2015) – nenhum deles publicado no Brasil. Atualmente divide o seu tempo entre Portugal, onde é professor associado do Departamento de História e Estudos Políticos e Internacionais da Universidade do Porto e pesquisador no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, e Espanha, onde realiza parte da sua investigação. É doutor pelo Instituto Universitário Europeu, em Florença, na Itália, e colabora com várias universidades e centros de investigação europeus e americanos. Também escreve com frequência para jornais e revistas portugueses. Acompanha com atenção e preocupação o crescimento da extrema direita no mundo. Não hesita em classificar o governo de Jair Bolsonaro como representante do neofascismo. “O discurso que tem sobre os movimentos sociais e políticos que se lhe opõem, sobre as mulheres, as minorias étnicas, a família, a nação, o Ocidente configura um neofascismo adaptado ao Brasil do século 21”, resume. Acesse, abaixo, LEIA MAIS para ver toda a entrevista...

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Bolsonaro diz que governadores do Nordeste têm ideologia e tentam manipular eleitores
TOPSHOT - Brazilian President Jair Bolsonaro is silhouetted during the appointment ceremony of the new heads of public banks, at Planalto Palace in Brasilia on January 7, 2019. - Brazil's Finance Minister Paulo Guedes appointed the new presidents of the country's public banks. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Bolsonaro diz que governadores do Nordeste têm ideologia e tentam manipular eleitores

O presidente Jair Bolsonaro disse que os governadores do Nordeste têm ideologia e tentam manipular os eleitores da região por meio de desinformação. Na sexta-feira, durante uma conversa informal com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, registrada pela TV Brasil, Bolsonaro afirmou que daqueles "governadores de 'Paraíba', o pior é o do Maranhão"; tem que ter nada com esse cara". O uso de um termo pejorativo para se referir aos nordestinos provocou a reação de governadores da região, que manifestaram "espanto e profunda indignação". Bolsonaro disse que foi "uma crítica em três segundos" e que a imprensa "fez uma festa" com a declaração. Questionado sobre se a declaração pode atrapalhar a votação da reforma da Previdência na Câmara, Bolsonaro disse que o Parlamento não "é tão raso" a esse ponto. "Eles, os governadores, são unidos. Eles têm uma ideologia, perderam as eleições e tentam o tempo todo por meio da desinformação manipular eleitores nordestinos", disse o presidente na entrada do Palácio da Alvorada, na tarde deste sábado (20), quando saía com a filha Laura para uma aula de equitação. Ele atribuiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o que chamou de imagem negativa do Brasil no exterior. "Ele Lula disse claramente que vivia na Europa dizendo que o Brasil tinha 30 milhões de crianças na rua. Fez uma propaganda negativa do Brasil. Por isso que a nossa imagem é tão ruim fora do Brasil". Conforme publicou O Estadão, ao ser indagado sobre fome no Brasil e os 13 milhões de desempregados, o presidente determinou que jornalistas fizessem as perguntas a Lula. "O Lula falou que acabou com a fome, com a miséria. Tudo está uma maravilha com Lula", ironizou.

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Bolsonaro ataca Flávio Dino e João Azevêdo, governadores do Maranhão e da Paraíba, e mostra perseguição contra Estados

Declaração do presidente, que conversava informalmente com Onyx Lorenzoni, foi captada por microfones da TV Brasil. E revelou a intenção do presidente em querer discriminar o Nordeste e o Maranhão, e a Paraíba, em particular. Noticiado há pouco pelo Jornal Nacional e pelo O Globo, que microfones da TV Brasil, capataram uma declaração do presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira, que provocou reações dos governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e da Paraíba, João Azevêdo (PSB). Bolsonaro conversava informalmente com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, segundos antes do início de entrevista coletiva a correspondentes de veículos de imprensa estrangeiros durante café da manhã, quando declarou: — Daqueles governadores de... Paraíba, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara — disse o presidente para o ministro. Pelo áudio da transmissão — distribuída pela TV Brasil, que pertence ao governo federal — não é possível saber o contexto da conversa. Procurada pela reportagem, o Palácio do Planalto informou que não vai comentar o episódio. Quando Bolsonaro citava "um picareta" e um "ex-deputado", a fala foi interrompida pelo porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, que fez uma saudação aos correspondentes estrangeiros que participaram do encontro. Pelo Twitter, Flávio Dino escreveu que, "independentemente de suas opiniões pessoais, o presidente da República não pode determinar perseguição contra um ente da Federação". "Seja o Maranhão ou a Paraíba ou qualquer outro Estado. 'Não tem que ter nada para esse cara' é uma orientação administrativa gravemente ilegal", argumentou. Ex-juiz federal, Dino disse que, por conhecer a Constituição e as leis brasileiras, continuará a "dialogar respeitosamente com as autoridades do governo federal e a colaborar administrativamente no que for possível". E fez referência ao artigo 37 da Carta Magna, que estabelece princípios da administração pública para dizer que respeita os princípios da legalidade e impessoalidade. Já João Azevêdo comentou as declarações de Bolsonaro dizendo que condena "toda e qualquer postura que venha ferir os princípios básicos da unidade federativa e as relações institucionais deles decorrentes". "A Paraíba e seu povo, assim como o Maranhão e os demais estados brasileiros, existem e precisam da atenção do Governo Federal independentemente das diferenças políticas existentes. Estaremos, neste sentido, sempre dispostos a manter as bases das relações institucionais junto aos entes federativos, vigilantes à garantia de tudo aquilo a que tem direito. Pelo seu povo. E pela sua história", escreveu o governador da Paraíba, em dois tuítes. Em nota, os governadores do Nordeste dizem que recebem "com espanto e profunda indignação", "em respeito à Constituição e à democracia", buscam manter produtiva relação institucional com o Governo Federal.

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Mais um disparate! “Passar fome no Brasil é uma grande mentira”, afirma Bolsonaro
Brasília(DF), 24/06/2019 Presidente Jair Bolsonaro. Local: Palacio do Planalto. Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Mais um disparate! “Passar fome no Brasil é uma grande mentira”, afirma Bolsonaro

O mandatário da República defendeu ainda que “os políticos que criticam a fome no Brasil têm que se preocupar e estudar um pouco mais as consequências [de dar bolsas]”. Em café da manhã com jornalistas estrangeiros, na manhã desta sexta-feira (19/07/2019), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não há fome no Brasil. “Não se vê gente, mesmo pobre, pelas ruas, com físico esquelético”, disse. Bolsonaro criticou políticos que usam essa situação em discursos e os chamou de populistas. “O Brasil é um país rico para praticamente qualquer plantio. Fora que passar fome no Brasil é uma grande mentira. Passa-se mal, não come bem, aí eu concordo”, pontuou. De acordo com o chefe do Executivo, a situação brasileira não é igual a de outros “países pelo mundo”. O mandatário da República defendeu ainda que “os políticos que criticam a fome no Brasil têm que se preocupar e estudar um pouco mais as consequências [de dar bolsas]”

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Ibope: Lula e Bolsonaro liderariam eleição presidencial em 2018
Lula discursa durante manifestação contrária ao impeachment

Ibope: Lula e Bolsonaro liderariam eleição presidencial em 2018

Primeira pesquisa de intenção de voto para corrida presidencial de 2018 do Ibope mostra como está o cenário da disputa. Veja aqui os principais resultados O ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva: se candidato, petista lideraria corrida eleitoral com 35% das intenções de voto (./Agência Brasil) São Paulo – Em sua primeira pesquisa de avaliação da corrida presidencial de 2018, o instituto de pesquisas Ibope avalia que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria na frente com um mínimo de 35% das intenções de voto. O resultado dessa consulta, que traz, ainda, outros cenários para a disputa, foi divulgado na manhã deste domingo, 29, pela coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo. Neste caso, o deputado Jair Bolsonaro (PP) teria 15% da preferência dos eleitores.

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