Ex-doméstica monta negócio que fatura R$ 230 milhões por ano

Todo mundo espera pelo dia em que a oportunidade irá bater à sua porta. Esse dia chegou para Cleusa Maria da Silva quando a mulher do patrão ficou doente e pediu sua ajuda para fazer bolos. E o que era apenas uma chance de complementar a renda familiar se transformou em um negócio que hoje fatura, em média, R$ 230 milhões por ano. Foi a necessidade que fez Cleusa agarrar a oportunidade de conseguir um dinheiro extra, é verdade. Mas foi a coragem que a fez assumir os clientes de dona Rosa, que precisou parar de fazer os bolos tempos depois. De origem pobre, Cleusa já foi empregada doméstica e até cortadora de cana. Começou a trabalhar cedo. Desde os 9 anos, já ajudava seus pais na roça num sítio arrendado em Bandeirantes, no Paraná. Por isso, foi uma escolha difícil quando encarou o dilema de continuar na segurança do emprego fixo na linha de produção da fábrica de alto-falantes ou assumir os riscos de abrir seu próprio negócio. Exausta por trabalhar durante o dia na fábrica e virar madrugadas fazendo bolos, Cleusa decidiu se dedicar inteiramente ao seu pequeno empreendimento. E foi fazendo bolos, que levava aos clientes a pé, e aprimorando as receitas, com a ajuda de sua mãe, que ela conseguiu abrir sua primeira loja em Salto, interior de São Paulo. “Com o dinheiro da minha rescisão e do meu irmão, comprei uma pequena vitrine, duas mesas e aluguei um espaço de 20 m², perto da minha casa, com o nome de Sensação Doces. Eu preparava tudo em casa e montava a vitrine pela manhã. Mas muitas vezes não vendia um bolo sequer. Por 2 anos o dinheiro que eu ganhava com a venda, permitia apenas que a operação continuasse. Nunca imaginei chegar aonde cheguei”, conta. O movimento no ponto de venda de 20m² começou a aumentar aos poucos.

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