Lauro Assunção: “Gentleman, um animal em extinção”
Lauro Assunção clama pela "Belle Époque" das gentilezas...

Lauro Assunção: “Gentleman, um animal em extinção”

"Gentleman, um animal em extinção" Por Lauro Assunção Para quem, como eu, apreciou na infância o final dos anos 50 não deixa de bater uma nostalgia quanto ao romantismo e ao glamour daquele período, que os revolucionários de 68 começaram a desconstruir, e que hoje, lamentavelmente, assistimos, atados, aos derradeiros vestígios de nossa tardia “Belle Époque”. O economista liberal Rodrigo Constantino, em seu recente livro, “Esquerda Caviar”, faz uma interessante narrativa sobre um dos emblemas daquela bonita época: “o gentleman” (cavalheiro). Cita o resumo do que seria o seu código de conduta que, naquela época, requeria “ser corajoso, leal e verdadeiro, aceitar as punições por seus erros, não tirar proveito das mulheres, ser um marido protetor”. Também era requisito “a palavra como garantia contratual” e, quando em circunstâncias de perigo, colocar mulheres, crianças e idosos em segurança, “antes de se despedir com um simpático sorriso no rosto”. Em síntese, ser gentleman é cultivar valores e respeitar as normas do trato social, bem como ser gentil, agradável e generoso com as pessoas. Mas o autor alerta o leitor mais jovem, que poderia estar rindo, incrédulo, diante de tais informações.

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