Jovem preso em operação contra Baleia Azul fez ao menos 30 vítimas

Matheus Moura da Silva, de 23 anos, preso nesta terça-feira, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), confessou ter feito 30 vítimas no jogo Baleia Azul, porém há indícios de que ele teria feito até 40 vítimas. Matheus foi detido no bairro Nova Era como parte da operação Aquárius, deflagrada para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, contra os responsáveis pelo Baleia Azul. Ele foi levado para a Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte do Rio. A operação também tenta cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em 20 municípios de nove estados do Brasil, incluindo o Rio de Janeiro. Durante coletiva de imprensa, a polícia informou que está investigando 10 pessoas e curadores de outros estados estão sendo identificados. Os agentes também informaram que todas as vítimas que chegaram até a DRCI foram encaminhadas para acompanhamento psicológico para evitar que continuassem ou entrassem no jogo. A delegacia especializada conseguiu chegar a 15 vítimas do Baleia Azul. O jogo da Baleia Azul, que se tornou motivo de preocupação em diferentes países, consiste em uma série de 50 desafios diários enviados ao participante por um "curador". Há desde tarefas simples como desenhar uma baleia azul numa folha de papel até outras muito mais mórbidas, como cortar os lábios ou furar a palma da mão diversas vezes. Como desafio final, o jogador deve se matar.

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Depois de várias mortes suspeitas, Ministério da Justiça manda PF investigar o jogo “Baleia Azul”

Por determinação do ministro da Justiça, Osmar Serraglio, a Polícia Federal (PF) vai investigar o jogo virtual “Baleia Azul”, que pode estar levando jovens a mutilações corporais e até ao suicídio. O jogo é praticado em comunidades fechadas de redes sociais como Facebook e Whatsapp e instiga os participantes, em maioria adolescentes, a cumprirem 50 tarefas, sendo que a última delas é o suicídio. De acordo com o Ministério da Justiça, a medida foi tomada após apelos feitos a Serraglio pelo prefeito de Curitiba, Rafael Greca, e pelos deputados federais Laudívio Carvalho (SD-MG), Carmem Zanoto (PPS-SC), Pollyana Gama (PPS-SP) e Eliziane Gama (PPS-MA). Segundo a pasta, eles relataram a adesão de adolescentes brasileiros que estão cumprindo os desafios propostos pelo jogo em estados como Paraná, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão e Amazonas. Pelo menos três mortes suspeitas de estarem relacionadas ao suposto jogo já são investigadas pelas autoridades locais de Belo Horizonte, Pará de Minas (MG), Arcoverde (PE). No Rio de Janeiro, a Polícia Civil investiga, pelo menos, quatro casos suspeitos, todos envolvendo adolescentes a prática do jogo no estado.

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Alerta! Mãe conta que filho sofreu ameaças quando quis sair do desafio da ‘Baleia Azul’
O risco de não dialogar com jovens sobre o que buscam na internet.

Alerta! Mãe conta que filho sofreu ameaças quando quis sair do desafio da ‘Baleia Azul’

Mãe relata que filho se mutilou e sofreu ameaças quando quis sair do desafio da 'Baleia Azul' (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco) “Ele chegou até a mutilar o corpo [...] e sofreu ameaças quando tentou sair”, conta a mãe de um adolescente que participou do desafio da “Baleia Azul”, em João Pessoa. A Polícia Militar já suspeita da participação de pelo menos 30 jovens do estado no desafio - uma espécie de jogo, com 50 tarefas a serem cumpridas, sendo que a última é tirar a própria vida. “Desde dezembro, nós percebemos que ele mudou de comportamento. Nós achamos que era o início de uma depressão, sem querer ir pra aula, sem querer sair com a família”, relata mãe, que não suspeitou do problema que seu filho estava enfrentando: o desafio da “Baleia Azul”. Para o tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, da Polícia Militar, na Paraíba há pelo menos dois casos de suicídio, nos últimos 120 dias, que têm fortes indícios de relação com o "jogo". “O trabalho da Polícia Militar tem sido preparar relatórios para a Polícia Civil, para problemas locais, e para a Polícia Federal por ter suspeitas de pessoas de outros estados participando em grupos [da ‘Baleia Azul’]. Há ainda a suspeita de estrangeiros, especialmente dos Estados Unidos, atuando como moderadores”, relata o Coronel. “A gente tem percebido um perfil [dos participantes] que vai de 10 [...] até 19 anos, com mais intensidade entre 12 e 16 anos. Essas pessoas têm sido convidadas por amigos; em outras situações as pessoas têm compartilhados links no Facebook para que essa participação seja viabilizada através do WhatsApp. Isso nos preocupa porque o WhatsApp acaba mascarando mais ainda a atividade de quem está participando”, diz. Arnaldo Sobrinho ainda contou que pelo menos 30 pessoas já entraram em contato com a Polícia Militar informando alguma suspeita de envolvimento com a “Baleia Azul”. É o caso da mãe, que não quis ser identificada, mas relatou que seu filho estava participando do desafio. Ela entregou o computador do adolescente para ajudar a polícia nas investigações. A mãe conta que via seu filho “com medo, chorando muito”, até que decidiram pedir ajuda a um psicólogo. No primeiro momento quando os pais questionaram o adolescente, ele disse não conhecer o “jogo”, mas acabaram descobrindo que ele falou do desafio para um outro integrante da família e, inclusive, assumiu que estava participando. “Ele disse que não estava conseguindo sair do jogo porque estava sofrendo ameaças através do Skype e Facebook”, disse. "O intuito deles é chantagear para que as crianças cheguem ao final do jogo e cometam o suicídio”, conta a mãe. Por esse motivo é que o psiquiatra Alfredo Minervino alerta que qualquer sinal de mudança de comportamento dos filhos serve como alerta para os pais

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Delegada caça responsável por jogo virtual “Baleia Azul”, que pode levar jovens ao suicídio

O polêmico jogo virtual Baleia Azul, que tenta induzir virtualmente deus participantes ao suicídio através de 50 desafios, já tem pelo menos dois casos investigados pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet (DRCI). A delegada responsável pelo caso, Fernanda Fernandes, explicou sobre como deu início as investigações e diz que o maior objetivo no momento é evitar mortes por causa do jogo e identificar a autoria dos crimes. Em outros estados do Brasil, como Minas Gerais e Paraíba, já há casos confirmados e em investigação relacionados ao jogo. "Em outros estados, eles estão investigando como induzimento ao suicídio. Aqui, pretendemos, assim que identificá-los, indiciar por associação criminosa é por todos os crimes cometidos durante a participação no jogo", explicou ela, dando um exemplo prático: muitos participantes, que tem entre 12 e 14 anos de idade, precisam marcar uma baleia azul na pele com uma faca. " "Se isso for apurado, já entra o crime de lesão corporal para ser investigado", afirmou.

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