Pressão após denúncia de assédio sexual cresce e Globo afasta José Mayer

“Mexeu com uma, mexeu com todas”. A frase, em letras garrafais, veio estampada na camiseta de pelo menos uma centena de funcionárias da TV Globo que chegaram para trabalhar nesta terça-feira nos estúdios da maior emissora do Brasil. As camisetas exprimiam apoio à denúncia de assédio sexual feita pela figurinista Susllem Tonani, de 28 anos, no último dia 31, contra o ator José Mayer. Pouco depois da manifestação das funcionárias, a Globo repercutiu em telejornais da emissora uma nota em que declarou a suspensão do ator por tempo indeterminado. Mayer, que na semana passada chegou a sugerir que Tonani estava confundindo as ações dele com as do personagem misógino Tião Bezerra, interpretado por ele, voltou atrás e pediu desculpas. Em carta, o ator, apesar de ser acusado de, nas palavras da figurinista, ter colocado “a mão na minha buceta e ainda ter dito que era seu desejo antigo”, disse que não teve “intenção de ofender, agredir ou desrespeitar”, mas admitiu que suas “brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito”. MAIS INFORMAÇÕES Na retratação, que foi lida durante o Jornal Hoje, um dos maiores telejornais da emissora, Mayer ainda disse que é “fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas”. “Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos para aprender”, continuou. “Eu preciso e quero mudar junto com ele”.

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O assédio sexual contra pacientes foi responsável por 44% das cassações de registros profissionais de médicos ocorridas no País desde 2009, conforme dados inéditos do CFM (Conselho Federal de Medicina) obtidos pelo Estado. De 2009 até julho deste ano, 61 médicos brasileiros perderam em definitivo o direito de trabalhar após serem julgados culpados pelo conselho por algum tipo de delito ético. Em 27 dos casos, mostram os dados, o motivo da cassação foi assédio sexual. O recorde de cassações por esse motivo aconteceu em 2011, mesmo ano em que Roger Abdelmassih perdeu o registro após ter sido considerado culpado pelo CFM nas investigações de violência sexual contra pacientes de sua clínica de reprodução assistida. Além de ser impedido de exercer a medicina, ele foi condenado pela Justiça a 278 anos de prisão por 48 estupros contra 37 pacientes. Naquele ano, das 13 cassações referendadas pelo CFM, dez estavam relacionadas com denúncias de assédio sexual, o que representa 77% do total. Leia outras notícias sobre Saúde no R7 Nos outros anos, os casos de abuso foram responsáveis por, no máximo, 58% das cassações. No ano anterior ao recorde, 2010, apenas quatro médicos tiveram seu registro cassado, nenhum por assédio. Segundo Roberto Luiz d’Avila, presidente do CFM, embora não haja um estudo que comprove a relação do caso Abdelmassih com o aumento de denúncias, a ampla divulgação da história pode ter estimulado vítimas de outros médicos a procurar os conselhos de classe para denunciar o delito. — Ao verem a possibilidade de justiça [com a punição de Abdelmassih], as pessoas que vivenciaram essas situações e não viam, até aquele momento, perspectiva de buscar a punição dos culpados podem ter tomado coragem para ir até a polícia, ao Conselho de Medicina ou até dividir seu trauma com um amigo, que, por sua vez, dá o apoio para que ela rompa seu silêncio. São Paulo No Estado de São Paulo, o caso Abdelmassih também teve reflexo no número de denúncias de assédio sexual. Em 2009, quando os primeiros relatos de pacientes vieram a público, o Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremesp) recebeu 82 denúncias do tipo, mais do que o dobro do registrado no ano anterior. Entre 2008 e 2013, foram 286 denúncias de assédio praticado por médicos em São Paulo. Desse total, 114 viraram processos éticos até agora, abertos quando o conselho constata que há, de fato, indícios do delito. As especialidades que registram o maior número de queixas de assédio são ginecologia, psiquiatria e clínica geral. — Nem todas as denúncias se transformam em processos éticos profissionais. Já identificamos uma minoria de situações em que o paciente quer extorquir o médico ou faz a denúncia por vingança. A declaração é de Maria do Patrocínio Tenório Nunes, coordenadora da Comissão Técnica de Assédio do Cremesp, criada em 2007. Até agora, 14 processos já foram julgados e em 11 casos o profissional foi considerado culpado. Os demais procedimentos estão em apuração — o Cremesp tem cinco anos para julgar o processo e, quando a pena aplicada é a cassação, a decisão precisa ser referendada pelo CFM. Para Maria do Patrocínio, é importante que qualquer caso de assédio seja comunicado aos conselhos regionais. — A medicina é uma profissão que depende da confiabilidade e da lealdade. Aqueles que não têm condições de exercê-la devem ser removidos. É nosso dever avaliar isso.

Entre 2008 e 2013, foram 286 denúncias de assédio praticado por médicos em São Paulo O assédio sexual contra pacientes foi responsável por 44% das cassações de registros profissionais de médicos ocorridas no País desde 2009, conforme dados inéditos do CFM (Conselho Federal de Medicina) obtidos pelo Estado. De 2009 até julho deste ano, 61 médicos brasileiros perderam em definitivo o direito de trabalhar após serem julgados culpados pelo conselho por algum tipo de delito ético. Em 27 dos casos, mostram os dados, o motivo da cassação foi assédio sexual. O recorde de cassações por esse motivo aconteceu em 2011, mesmo ano em que Roger Abdelmassih perdeu o registro após ter sido considerado culpado pelo CFM nas investigações de violência sexual contra pacientes de sua clínica de reprodução assistida. Além de ser impedido de exercer a medicina, ele foi condenado pela Justiça a 278 anos de prisão por 48 estupros contra 37 pacientes. Naquele ano, das 13 cassações referendadas pelo CFM, dez estavam relacionadas com denúncias de assédio sexual, o que representa 77% do total.

Continuar lendo O assédio sexual contra pacientes foi responsável por 44% das cassações de registros profissionais de médicos ocorridas no País desde 2009, conforme dados inéditos do CFM (Conselho Federal de Medicina) obtidos pelo Estado. De 2009 até julho deste ano, 61 médicos brasileiros perderam em definitivo o direito de trabalhar após serem julgados culpados pelo conselho por algum tipo de delito ético. Em 27 dos casos, mostram os dados, o motivo da cassação foi assédio sexual. O recorde de cassações por esse motivo aconteceu em 2011, mesmo ano em que Roger Abdelmassih perdeu o registro após ter sido considerado culpado pelo CFM nas investigações de violência sexual contra pacientes de sua clínica de reprodução assistida. Além de ser impedido de exercer a medicina, ele foi condenado pela Justiça a 278 anos de prisão por 48 estupros contra 37 pacientes. Naquele ano, das 13 cassações referendadas pelo CFM, dez estavam relacionadas com denúncias de assédio sexual, o que representa 77% do total. Leia outras notícias sobre Saúde no R7 Nos outros anos, os casos de abuso foram responsáveis por, no máximo, 58% das cassações. No ano anterior ao recorde, 2010, apenas quatro médicos tiveram seu registro cassado, nenhum por assédio. Segundo Roberto Luiz d’Avila, presidente do CFM, embora não haja um estudo que comprove a relação do caso Abdelmassih com o aumento de denúncias, a ampla divulgação da história pode ter estimulado vítimas de outros médicos a procurar os conselhos de classe para denunciar o delito. — Ao verem a possibilidade de justiça [com a punição de Abdelmassih], as pessoas que vivenciaram essas situações e não viam, até aquele momento, perspectiva de buscar a punição dos culpados podem ter tomado coragem para ir até a polícia, ao Conselho de Medicina ou até dividir seu trauma com um amigo, que, por sua vez, dá o apoio para que ela rompa seu silêncio. São Paulo No Estado de São Paulo, o caso Abdelmassih também teve reflexo no número de denúncias de assédio sexual. Em 2009, quando os primeiros relatos de pacientes vieram a público, o Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremesp) recebeu 82 denúncias do tipo, mais do que o dobro do registrado no ano anterior. Entre 2008 e 2013, foram 286 denúncias de assédio praticado por médicos em São Paulo. Desse total, 114 viraram processos éticos até agora, abertos quando o conselho constata que há, de fato, indícios do delito. As especialidades que registram o maior número de queixas de assédio são ginecologia, psiquiatria e clínica geral. — Nem todas as denúncias se transformam em processos éticos profissionais. Já identificamos uma minoria de situações em que o paciente quer extorquir o médico ou faz a denúncia por vingança. A declaração é de Maria do Patrocínio Tenório Nunes, coordenadora da Comissão Técnica de Assédio do Cremesp, criada em 2007. Até agora, 14 processos já foram julgados e em 11 casos o profissional foi considerado culpado. Os demais procedimentos estão em apuração — o Cremesp tem cinco anos para julgar o processo e, quando a pena aplicada é a cassação, a decisão precisa ser referendada pelo CFM. Para Maria do Patrocínio, é importante que qualquer caso de assédio seja comunicado aos conselhos regionais. — A medicina é uma profissão que depende da confiabilidade e da lealdade. Aqueles que não têm condições de exercê-la devem ser removidos. É nosso dever avaliar isso.
“Agora mais isso… Tá danado!”, desabafa Ribamar Alves após denúncia de assédio
Ribamar Alves nega assédio a juíza.

“Agora mais isso… Tá danado!”, desabafa Ribamar Alves após denúncia de assédio

DO BLOG DO GILBERTO LEDA O prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves (PSB), segue negando que tenha assediado sexualmente a juíza Larissa Tupinambá, titular da 2ª Vara da Comarca instalada na cidade, como o acusa a magistrada (reveja o caso). Em nota, a Associação dos Magistrados do Maranhão considerou, ontem (19), a “atitude reprovável, sob todos os aspectos” (leia a íntegra). Em mensagem encaminhada ao titular do blog, Alves compara a situação a uma outra, segundo ele inventada por um perfil falso criado no Facebook para lhe “achincalhar”. Ele disse que não houve nada com a juíza. Larissa o acusa de ter forçado um beijo em seu gabinete, após uma audiência. “De verdade, não houve nada… Aqui tem um fake que todo dia me achincalha, agora partiu pra baixaria, falando que tem um vídeo meu com 4 menores numa piscina de motel em Santa Inês. Pegaram uma foto minha num aniversário próximo a uma moça e publicaram dizendo q ela é minha amante. E agora mais isso… Tá danado!”, escreveu. Apesar da negativa do prefeito, o caso foi denunciado à polícia, que instaurou procedimento para apuração do fato, com a consequente adoção das demais medidas legais caso confirmado o assédio.

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“Amor à Vida”. Assédio a Bruno põe à prova seu casamento com Paloma
Bruno: entre duas quentes e uma fervendo...

“Amor à Vida”. Assédio a Bruno põe à prova seu casamento com Paloma

No capítulo do dia 17 de outubro, Aline (Vanessa Giácomo) se insinuará novamente para o corretor. A ex-secretária fingirá que quer conselhos sobre investimentos em imóveis e levará Bruno até seu apartamento. Na hora que ele vai embora, a morena o leva até a porta e finge tropeçar, se jogando em cima dele. Vai rolar um climão entre os dois e ela lhe dirá que gostaria de vê-lo mais vezes, pois sempre está sozinha em casa. De forma sedutora, Aline pegará o celular do bolso de Bruno e anotará seu número para que ele ligue para ela.

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