Mais de 1 milhão de pessoas pedem asilo para Snowden no Brasil

O movimento ativista global Avaaz formalizou nesta quinta-feira perante as autoridades do Brasil a solicitação de asilo para o ex-analista de inteligência da CIA Edward Snowden, através de um grande documento assinado por 1,1 milhão de pessoas de 200 países. Porta-vozes do Avaaz reiteraram que se trata do "a maior mensagem de apoio cidadã na história", que foi entregue ao Ministério das Relações Exteriores "em nome de Edward Snowden" e com o respaldo de cidadãos "políticos e celebridades". Entre os que assinaram está o cineasta, produtor e roteirista Fernando Meirelles, que em comunicado divulgado pelo Avaaz afirmou que "a história de Snowden é como um argumento de um filme, com a luta de um indivíduo contra o governo mais poderoso do mundo". Segundo Meirelles, o Brasil "pode dar um final feliz para essa história real", se oferecer abrigo para Snowden. No mesmo comunicado, o diretor-executivo do Avaaz, Ricken Patel, declarou que a presidente Dilma Rousseff deverá decidir se o destino de Snowden será marcado pelas "pressões" dos Estados Unidos ou "do povo" que solicita que seja amparado no Brasil.

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Cubana pula fora do “Mais Médicos” para pedir asilo político ao Brasil

MÉDICA DEIXA O PACAJÁ, NO PARÁ, E VIAJA PARA BRASÍLIA PARA SE REFUGIAR NA CÂMARA DOS DEPUTADOS Uma cubana que se apresentou como profissional participante do programa Mais Médicos abandonou o projeto, refugiou-se nesta terça-feira, 04, dentro da Câmara dos Deputados e promete pedir asilo ao governo brasileiro. Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos, disse ter deixado no sábado, 01, a cidade paraense de Pacajá, onde outros seis estrangeiros atenderiam no Mais Médicos, e viajou para Brasília. A médica declarou ter decidido abandonar o programa ao descobrir que o salário pago aos profissionais de outras nacionalidades era de R$ 10 mil, valor que não teria sido informado pelas autoridades cubanas. Segundo relato de Ramona, ela decidiu contatar a liderança do Democratas na Câmara depois de falar por telefone com uma amiga em Pacajá. Esta pessoa lhe teria dito que agentes da Polícia Federal estiveram na cidade paraense em busca de Ramona e também que o telefone da cubana estava grampeado. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que chegou a levar a médica cubana ao plenário da Casa para denunciar o que chamou de "uso de trabalho escravo" pelo programa, disse que Ramona vai ficar instalada dentro do gabinete da liderança do partido enquanto o governo não deliberar sobre o pedido de asilo. Ela também colocou o espaço da liderança "à disposição" de outros médicos cubanos que queiram se asilar.

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