Documentos revelam ação militar e de Sarney para abafar crimes pós-ditadura…

Carlos Madeiro - Colaboração para o UOL, em Maceió A retomada da democracia após o fim da ditadura militar, em março de 1985, deu continuidade a um movimento para evitar punição a agentes do Estado acusados de assassinatos, sequestros e torturas no regime. Documentos obtidos pelo UOL junto ao Arquivo Nacional, a pesquisadores e no acervo da CNV (Comissão Nacional da Verdade) revelam que, logo após a posse de José Sarney, integrantes das Forças Armadas e da Polícia Federal expediram relatórios com monitoramento de vítimas, familiares, partidos e políticos que pediam investigação sobre crimes. O ex-presidente teria atuado para orientar o não ataque e conter o que chamavam de "revanchismo" de ambos os lados. O UOL leu documentos produzidos entre os anos de 1985 e 1991 que tratam sobre os pedidos de investigação. Muitos dos relatórios tentaram criar e fortalecer movimentos de autoproteção dos militares e desqualificação das vítimas denunciantes. Um dos principais nomes denunciados nesse período de pós-ditadura era o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015), recentemente classificado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) como "herói nacional". Ustra foi apontado por vítimas como um dos principais responsáveis por torturar presos. SIGA LENDO ESTA INSTIGANTE MATÉRIA...

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PF conclui que Temer cometeu ato de corrupção e pede mais tempo para apurar

Pedido de prazo dá respiro ao Planalto antes que Janot faça denúncia contra mandatário. Em meio à crise, presidente faz viagem à Rússia e à Noruega em busca de investidores O presidente da República, Michel Temer (PMDB), tinha tudo para sair nesta segunda-feira do Brasil rumo à Rússia e à Noruega com a espada na cabeça: no seu regresso, a expectativa era de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já o tivesse denunciado no Supremo Tribunal Federal, dando largada na ofensiva jurídica, com base na delação da JBS, que pode tirá-lo do poder. No início da noite, o mandatário confirmou uma notícia ruim, mas, em tese, também ganhou um alento. A Polícia Federal concluiu, em um relatório parcial, que o presidente cometeu crime de corrupção passiva, porém pediu um prazo de mais cinco dias para apurar se há indícios dos delitos de obstrução à Justiça e participação em organização criminosa. Quando concluir o inquérito, a PF o enviará ao STF, que, por sua vez, dará cinco dias corridos para o procurador-geral apresentar– ou não– a denúncia contra o presidente. Se compreender que há elementos suficientes que apontam para os crimes, Janot acusará formalmente Michel Temer, algo inédito para um presidente no exercício do cargo. O presidente só se sentará no banco dos réus se perder a batalha política: a Câmara dos Deputados precisa decidir se aceita ou não a denúncia, e para tal serão necessários os votos 342 dos 513 deputados. Em princípio, o presidente teria esses 172 votos para barrar a denúncia, mas diversos de seus aliados, principalmente do PSDB, já demonstraram que, caso a denúncia chegue ao plenário, votarão pela abertura do processo judicial.

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Suspeito de matar delegados da PF é dono de um trailer de cachorro quente

A Polícia Civil trata como um desentendimento pontual a troca de tiros que terminou com a morte de dois delegados da Polícia Federal na madrugada desta quarta-feira, em Florianópolis. Suspeito, dono de um trailer de cachorro quente, também foi baleado e está internado. O homem baleado durante uma briga que resultou na morte de dois delegados da Policia Federal, na madrugada desta quarta-feira (31) em Florianópolis, é o principal suspeito de atirar contra eles, segundo a Polícia Civil. A troca de tiros entre o homem, que é dono de um trailer de cachorro-quente, e os dois policiais ocorreu em uma casa de prostituição na rua Fúlvio Aducci, bairro Estreito, na área continental, por volta das 2h. “A discussão ocorreu no corredor de acesso às quitinetes, só os três. Foi uma discussão trivial que resultou nisso aí”, afirma o delegado Ênio de Matos, da Delegacia de Homicídios da capital. Ele não detalhou a motivação da discussão. Os policiais federais não estavam em serviço. Segundo Matos, a briga envolveu os delegados Adriano Antonio Soares e Elias Escobar e o suspeito, que estaria acompanhado de outro homem. Este não havia sido localizado pela polícia até as 12h30 desta quarta-feira. No entanto, entre os policiais circula a informação que o homem e os dois delegados brigaram no andar de cima no local, que é conhecido pelos moradores como uma casa de prostituição. Quando desceram as escadas para ir embora, foram recebidos a tiros por outros dois homens que estavam na rua, como mostrou o Jornal do Almoço. Escobar morreu no local e Soares no hospital. Suspeito internado O suspeito de atirar nos dois delegados foi internado. Segundo a Delegacia de Homicídios, ele teria efetuado o disparo com a própria arma e é dono de um comércio de cachorro-quente localizado próximo à casa. Até as 13h, o delegado averiguava se o suspeito tinha passagens e porte de arma. Os delegados também atiraram, conforme Matos.

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STF vai questionar perdão a Joesley Batista, dono da JBS, premiado com delação polêmica
Livre, leve e solto Joesly Batista pode ter essa decisão revista

STF vai questionar perdão a Joesley Batista, dono da JBS, premiado com delação polêmica

Pelo menos um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) vai questionar, na sessão de quarta-feira (24),os termos da delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS. O STF irá decidir se suspende o inquérito contra o presidente Michel Temer, como pede a defesa. Temer é investigado por três crimes: corrupção passiva, obstrução à investigação e participação em organização criminosa. A dúvida é se o ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo, poderia ter concedido perdão judicial ao empresário sem ouvir o plenário da Corte. Já havia indignação no STF com os termos do acordo fechado com Sérgio Machado, que conseguiu livrar os filhos de punição. Os benefícios dados a Joesley elevaram o tom das críticas na Corte. Já se fala em questionar outras delações. Livre, leve e solto Joesly Batista pode ter essa decisão revista “Não tenho notícia de acordo de delação com tantas benesses a um delator”, diz o professor de Direito da FAAP, Luiz Fernando Amaral.

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Governador Flávio Dino fala em investigar participação de políticos em ataque a índios

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), anunciou por meio de sua conta no Twitter que investiga a possível participação de políticos no ataque a indígenas em uma aldeia de Viana, no interior do Estado. O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) acusa o deputado federal Aluísio Mendes (PTN-MA) de incitar o movimento contra os indígenas. Ao Poder360, ele confirmou que estava na região no momento do ataque, mas para acompanhar uma comitiva de avaliação da situação do local. “Eu rechaço essa acusação. Desde o ano passado, tenho alertado sobre a inércia e a inoperância da Funai [Fundação Nacional do Índio] quanto a esse assunto. Era uma tragédia anunciada. Refuto qualquer acusação”, declarou. De acordo com o deputado, equipe da Polícia Federal o acompanhava para informar ao Ministério da Justiça à direção da corporação sobre o quadro de disputas territoriais em Viana. No ataque, pelo menos 13 pessoas ficaram feridas, sendo que 1 teve as mãos decepadas. O número de vítimas pode ser maior, já que durante o ataque, muitos fugiram para a mata. O CONFLITO E DEMARCAÇÕES Sobre o conflito, Dino alega que o governo do Estado não tem responsabilidade de demarcar de terras, conforme postou no seu twitter

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Deputada Eliziane Gama (PPS-MA) requer, na Câmara dos Deputados, que PF investigue o ‘Baleia Azul’
Deputada Eliziane Gama: preocupação com as consequências do jogo sinistro "Baleia Azul"

Deputada Eliziane Gama (PPS-MA) requer, na Câmara dos Deputados, que PF investigue o ‘Baleia Azul’

Eliziane Gama (PPS-MA) enviou um ofício ao diretor-geral da PF para abertura de inquérito RIO — A deputada Eliziane Gama (PPS-MA) solicitou à Polícia Federal, nesta quarta-feira, que investigue o desafio "baleia azul", que incentiva a automutilação e o suicídio entre jovens e adolescentes. O ofício foi endereçado ao diretor-geral da PF, Leandro Daiello, e pede a abertura de inquérito para se chegar aos responsáveis pela propagação do jogo, praticado em grupos fechados nas redes sociais. Segundo a deputada, a intenção é que os investigadores busquem e identifiquem os chamados “curadores”, que são os responsáveis por enviar ao participante do jogo os desafios que este deve encarar, o que incluiria a retirada da própria vida. A deputada disse que reforçará o pedido ao ministro da Justiça Osmar Serraglio. A deputada disse também que pedirá ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DM-RJ), que transforme o plenário da Casa, em data a ser definida, em comissão geral para debater o tema que é relevante para o conjunto da sociedade. SENADOR PEDE CPI O senador Magno Malta (PR-ES) também pediu, nesta quarta, urgência para a leitura do requerimento de instalação da CPI dos Maus Tratos Infantis, com o objetivo de investigar diversos tipos de violência contra crianças. Um dos argumentos foi o jogo da Baleia Azul.

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Baseada em apuração paralela, chapa de Zé Inácio se autoproclama vencedora do PED do PT

Números não oficiais, fruto de apuração paralela da chapa presidida pelo deputado Zé Inácio afirmam que ele venceu as eleições para a presidência estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão. O resultado dessa apuração, segundo divulgaram, inclui 193 urnas apuradas, dentre elas 10 que foram anuladas e uma não apurada, totalizando 100% de urnas apuradas. Ao todo, 193 municípios participaram do Processo de Eleições Diretas (PED) do PT no Estado. De acordo com a chapa “Zé Inácio CNB – Por um Maranhão Mais Justo para Todos e para Lula”, esta ficou em primeiro lugar na apuração, com 4.724 votos válidos. Em segundo lugar está a chapa “É Mudança – Lobato Presidente”, com 4.488 votos; seguem-se as chapas “CNB na Luta 2018 – Francimar Presidente”, com 1864, “Lula Presidente”, com 958, e “Piracema Mudança- Eri Castro”, com 199 votos

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Até a ONU pede apuração de vandalismos e desrespeito aos direitos humanos no Maranhão
ONU quer apuração da violação dos direitos humanos no Maranhão

Até a ONU pede apuração de vandalismos e desrespeito aos direitos humanos no Maranhão

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que o Brasil apure as recentes violações de direitos humanos e os atos de violência que ocorreram nos presídios do Maranhão, em especial no Complexo de Pedrinhas. Em comentário sobre a situação, o Alto-Comissariado de Direitos Humanos da ONU expressou preocupação com imagens divulgadas pelo jornal "Folha de S.Paulo" que mostram presos decapitados dentro da penitenciária, localizada na capital São Luís. "Pedimos às autoridades brasileiras que realizem imediata, imparcial e efetiva investigação dos eventos, para apurar e encontrar os responsáveis", disse o Alto-Comissariado da ONU. "Pedimos às autoridades que façam imediatamente ações buscando restaurar a ordem" no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, acrescentou o órgão. A assessoria do Alto-Comissariado de Direitos Humanos diz que não divulgou nota sobre o tema, apenas respondeu a um questionamento feito pelo jornal "Folha de S.Paulo" sobre a violência em Pedrinhas. A ONU acrescentou que ficou "perturbada" com o relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgado em dezembro de 2013, que apontou que, no ano passado, 59 presos foram mortos dentro desse presídio, devido a uma série de rebeliões e confrontos entre facções criminosas.

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