Luciano Huck desiste de candidatura à presidência da República. Seu negócio é mesmo televisão

Após voltar a se movimentar entre líderes políticos e econômicos, apresentador da Globo descarta candidatura; recusa leva em conta aspecto profissional e receio de exposição O apresentador Luciano Huck manteve a decisão de não se candidatar à Presidência da República na eleição deste ano. Huck optou pela carreira de sucesso na televisão em vez de se aventurar em uma disputa presidencial. Ele vinha sendo cobrado pela TV Globo a se definir sobre o assunto, o que fez nesta quinta-feira, 15. “Não serei candidato, mas não quero falar mais sobre o assunto agora. Preciso digerir a decisão”, afirmou Huck à coluna Direto da Fonte. O apresentador chegou a anunciar que não seria candidato em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, em novembro, mas voltou a se movimentar em janeiro, se reunindo com líderes políticos, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e representantes do setor econômico. A informação sobre a desistência de Huck foi revelada pelo site O Antagonista.

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Luciano Huck diz que seria uma ‘insanidade’ ser candidato agora

Apresentador de TV afirma que fez 'reflexão importante' e que levou em conta que candidatura seria 'ruptura' muito grande com sua família e sua carreira O apresentador de TV Luciano Huck disse que não desistiu da candidatura a presidente da República porque nunca chegou a ser candidato de fato e afirmou que seria uma “insanidade” promover uma “ruptura tão grande” na sua carreira como apresentador e com sua família – casado com a apresentadora Angélica, ele tem três filhos. “Foi uma reflexão importante. Confesso que não foi uma coisa que saiu fácil”, disse, sobre o artigo que escreveu no jornal Folha de S. Paulo anunciando que não iria disputar a Presidência da República. “Eu não sou candidato a presidente nesta eleição, aqui agora, neste momento”, disse nesta segunda-feira no evento Amarelas ao Vivo. Ele disse que quer continuar contribuindo com o debate político, participando de movimentos sociais, e ajudando a encontrar alternativas ao país. Ele ressaltou a sua experiência por viajar pelo Brasil – dois estados por semana, afirmou – e conhecer realidades distintas. “O discurso na avenida Faria Lima e no Leblon é muito diferente do discurso no Nordeste, no interior de Pernambuco”, afirmou. O apresentador afirmou que não foi pressionado pela TV Globo, onde apresenta o programa Caldeirão do Huck, nem pela sua família – elogiou a postura da sua esposa em todo o processo.

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Aquela entrevista que Dilma deu ao Jô…

Era de se esperar que causasse polêmica a entrevista concedida pela presidente da República, Dilma Rousseff, ao “Programa do Jô, na madrugada de sexta para sábado. Não cabe a este blog opinar a respeito do que a presidente (felizmente Jô não a chamou de “presidenta”) disse em 1 hora e 9 minutos de conversa. Mas cabe, sim, falarmos sobre como foi conduzida a dita entrevista. E nesse quesito deixou a desejar. Houve quem reclamasse – e não foram poucos – da falta de agressividade por parte de Jô. Não creio que fosse o caso. Um bom entrevistador não precisa ser feroz ou grosseiro. Por outro lado, deve ser incondicionalmente incisivo. E isso Jô não foi. Incomodou, inclusive, um certo tom laudatório, dispensável por parte de quem está na posição de perquiridor. Bastaram poucos minutos de programa para notarmos que aquela não seria uma entrevista de questões contundentes e respostas esclarecedoras. A impressão era de que Jô seguia uma pauta, lendo em seu tablet perguntas cujas respostas já estavam na ponta da língua da entrevistada. Respostas, aliás, que em momento algum foram contestadas pelo entrevistador. E nem era preciso muito preparo por parte deste para levantar alguns pontos muito mal explicados. A entrevista concedida ao “Programa do Jô” segue uma estratégia de marketing para criar empatia entre presidente e cidadãos. Obama é um mestre em aparecer em programas populares – de Ophah Winfrey a Ellen DeGeneres e David Letterman. Em nenhuma dessas atrações o presidente norte-americano foi hostilizado ou colocado contra a parede. Ao contrário: contou intimidades familiares e até dançou. Algo de errado nisso? De forma alguma. Era o combinado. Mas nesse caso o jogo era claro: Obama estava lá para mostrar seu lado ameno e humano, não para falar de política.

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