Maranhão firma entendimento que celebra parceria climática entre os governos da Amazônia Legal

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), assinou memorando de entendimento que celebra parceria entre os governos, que fazem parte o Fórum de Governadores da Amazônia Legal, e a Força Tarefa dos Governadores para Clima e Florestas (GCF) e Corporação de Fomento Andino (CAF), durante o 14º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que aconteceu em Rondônia, dias 04 e 05 de maio. Tal compromisso do Governo de Flávio Dino com o desenvolvimento sustentável foi reafirmado em evento internacional, no México, durante Reunião Anual do GCF, que aconteceu em agosto de 2016. O Secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), Marcelo Coelho, participou do evento representando o Governo do Maranhão, sendo inclusive quem fez essa articulação, durante um ano, para a entrada do estado no GCF. Até 2015 o Maranhão estava fora do grupo, mas, desde 2016, tem assento oficial. A entrada do Maranhão no GCF como Observador em 2015 deu-se pelo esforço Secretário Marcelo Coelho, em conjunto com o do vice-governador Carlos Brandão, que após tomarem conhecimento desse importante grupo em Reunião dos Governadores da Amazônia Legal, imediatamente solicitaram o ingresso do Estado. Depois de cumprir a exigência de participar da Reunião Anual em 2015 (Barcelona, Espanha) e ser Observador por um ano, o Estado finalmente recebeu a votação exigida, tornando-se novo membro, em cerimônia realizada neste encontro do México. Ao ingressar no GCF, o Maranhão pactua metas com os demais Estados/províncias detentores de florestas tropicais ao redor do mundo, alinhando-se á tão discutida visão contemporânea de sustentabilidade. Antes disso, porém, “o Maranhão compromete-se com ele mesmo”, afirmou o secretário Marcelo Coelho. “Estamos trabalhando firmes para cumprir as metas do Estado na questão ambiental e, assim, contribuir com o esforço dos demais estados/países na preservação de suas florestas. Não é tarefa fácil compatibilizar desenvolvimento econômico com preservação ambiental, mas o Maranhão tem buscado apoio em outros Estados, trocado experiências e se esforçado bastante no processo de implementação da política ambiental. Receber a votação e o reconhecimento dos membros efetivos do GCF, no México, parece sinalizar que o Estado está no rumo certo”, destacou Coelho. Atualmente, são 29 estados e províncias de 08 países que integram essa força tarefa: Brasil, Espanha, Estados Unidos, Indonésia, México, Nigéria, Peru e Costa do Marfim. Do Brasil, além do Maranhão, ainda participam Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Tocantins e Rondônia.

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Reportagem – Velha/nova notícia: Políticos controlam rádios e TVs da Amazônia Legal

Uma em cada cinco retransmissoras de TV da região da Amazônia Legal pertence a algum político. Dos 1.737 canais de retransmissão legalmente aptos a produzir conteúdo local, 373, ou 21,5% do total, estão em nome de políticos ou de parentes próximos. O grupo inclui sete senadores. O Maranhão é o extremo desse fenômeno. Das 276 retransmissoras de TV maranhenses, 159, ou 58%, estão registradas em nome de empresas de políticos. Se forem somadas as retransmissoras de prefeituras, são impressionantes 223 televisões comandadas por políticos, o que representa 81% do total de retransmissoras existentes no estado. As quatro grandes redes nacionais de televisão – Globo, SBT, Record e Bandeirantes – estão associadas a políticos no Maranhão. A TV Mirante, afiliada da Globo, é da família Sarney. A principal emissora do grupo, a de São Luís, pertence aos três filhos do ex-presidente: Roseana Sarney (ex- governadora do Maranhão, ex-senadora e ex-deputada federal, do PMDB), José Sarney Filho (deputado federal do PV, com nove mandatos consecutivos) e o empresário Fernando Sarney, que dirige o grupo de comunicação da família. A Mirante tem 20 retransmissoras no estado. Em sociedade com a mulher, Tereza Murad Sarney, Fernando Sarney possui mais duas geradoras (o canal 10 de Imperatriz e o canal 9 de Codó), que por sua vez possuem outras nove retransmissoras. Há mais dez retransmissoras em nome da TV Maranhão Central, uma sociedade entre Tereza Murad Sarney e o ex-deputado Joaquim Nagib Haickel (PMDB). No final de 2014, a família Sarney comprou a empresa Rio Balsas, proprietária do canal 6, na cidade de Balsas. Trata-se de uma emissora geradora. Mas até o final da pesquisa, em outubro de 2015, continuava oficialmente em nome do ex-prefeito Francisco de Assis Coelho (PDT), que ocupou o cargo de 2005 a 2012. A Mirante atribui a situação à lentidão da burocracia do governo. A transferência só pode ser oficializada com aprovação do Ministério das Comunicações, processo que pode levar vários anos. A família Lobão controla a rede mais extensa do estado: 79 retransmissoras de televisão em nome da Rádio e TV Difusora, afiliada do SBT. Comandada por Edison Lobão Filho, primeiro suplente do pai no Senado e candidato derrotado ao governo estadual em 2014, a rede se tornou uma máquina de alianças políticas.

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