Amapá – PT formaliza Dora Nascimento como candidata ao Senado e apoio a Camilo Capiberibe

De um lado, a direita oriunda do grupo da 'harmonia' distribuído em três candidaturas. De outro, a esquerda unificada em torno de um mesmo projeto. Estas eleições, no Amapá, além do debate sobre a melhor gestão para o Estado, marcará um confronto ideológico entre os que querem apenas maquiar a realidade, sem alterar o status quo, e os que acreditam que um outro mundo é possível, com menos desigualdades econômicas e mais justiça social. Nesta segunda-feira, 30, o PT realizou a sua convenção estadual que oficializou a coligação com o PSB na chapa majoritária apresentando como candidata ao Senado Federal a atual vice-governadora do Estado, Dora Nascimento. No evento petista, que também serviu para apresentação dos candidatos a cargos proporcionais da legenda e de partidos aliados, compareceu o governador do Amapá e candidato à reeleição, Camilo Capiberibe (PSB); o prefeito de Macapá, Clécio Luís; e o senador João Alberto Capiberibe (PSB). O presidente do PT no Amapá, Joel Banha, disse que o momento político amapaense é histórico por dois motivos: a unificação do Partido dos Trabalhadores e a união dos partidos de esquerda. "O partido terá a oportunidade de eleger uma senadora mulher com capacidade de representar o Amapá em Brasília junto ao Governo Federal. Por viver no Amapá, Dora Nascimento sabe muito dos anseios e das necessidades da população amapaense e não há ninguém melhor do que ela para representar o Estado", disse Joel Banha.

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‘Triste’, PMDB confirma Gilvam Borges no lugar de Sarney, no Amapá
'Desistência" de Sarney é lamentada por Raupp

‘Triste’, PMDB confirma Gilvam Borges no lugar de Sarney, no Amapá

Presidente do partido diz que legenda fica triste com a decisão de José Sarney de desistir das eleições Fernando Diniz Fernando Diniz Direto de Brasília O presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp, disse que a legenda ficou triste com o anúncio de José Sarney (PMDB-AP) de desistir da candidatura à reeleição ao Senado. O peemedebista disse que a decisão do colega foi pessoal e confirmou o ex-senador e presidente da regional do partido no Amapá, Gilvam Borges, para o lugar de Sarney. “Eu estou triste, lógico. O PMDB está triste de não ter o presidente Sarney como senador, ele vai fazer falta. Com certeza vai fazer falta”, disse Raupp, no Senado. Raupp disse ter conversado com Sarney pela manhã, que o comunicou da vontade de deixar a política por questões pessoais. A mulher do ex-presidente da República, dona Marly, passa por problemas de saúde. “Ele me disse que já cumpriu a missão dele na política, pelo menos por enquanto. Problema de saúde na família, da dona Marly, inclusive dele mesmo”, disse o senador. O presidente do PMDB não descartou completamente a possibilidade de Sarney mudar de ideia até sexta-feira, data da convenção da legenda no Amapá. "Tem um ditado na política que diz o seguinte: você nunca pode dizer que dessa água não bebo. Temos que aguardar. O nosso desejo é que ele continuasse. Desejo do PMDB é que ele pudesse continuar. Não sei se isso vai dar mais tempo, se for uma decisão definitiva dele. São coisas muito pessoais, então só ele pode tomar a decisão", disse.

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Aposentadoria de Sarney é vitória histórica do PT Amapá que resistiu às pressões do oligarca

Por Heverson Castro (de Macapá), editorial do blog Uma vitória da aliança PT/PSB e de toda a Frente Popular, iniciada em 2010, ainda no primeiro turno da campanha eleitoral e ampliada no segundo turno com a adesão de outros partidos e forças políticas como o PCdoB. Assim pode definir o anúncio da aposentadoria política do senador José Sarney (PMDB_. A aliança do PT com o PSB em 2010 elegeu o governador Camilo Capiberibe e a vice-governadora Dora Nascimento, consolidando uma derrota histórica ao grupo que durante oito anos governou o Amapá, saqueando os cofres, sufocando e cooptando parte da "esquerda", sob o comando do maestro Sarney que conduzia e comandava, mesmo distante do solo amapaense, o consórcio de poder denominado "harmonia". A vitória contra Sarney também é reflexo da posição adotada pelo grupo da vice-governadora e do presidente estadual do PT, Joel Banha, apoiado por delegados e militantes do PT Amapá que ousaram enfrentar Sarney e ao mesmo tempo não cederam às pressões do coronel maranhense sob Lula e Dilma para que o petismo local se aliasse ao PMDB. Ao contrário do que muitos analistas de plantão propalavam, o petismo local aprovou a reedição da aliança de 2010 em Encontro, garantindo apoio a reeleição do governador Camilo Capiberibe e ousou ao homologar a pré-candidatura de Dora Nascimento ao Senado, que já tinha sido debatida e aprovada em outras instâncias partidárias. Não contente, o PT ainda aprovou no seu Encontro Estadual realizado no último dia 14, uma moção de repúdio à Sarney sob o título: "Sarney não nos representa".

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PT do Amapá oficializa a vice-governadora Dora ao Senado em convenção nesta segunda-feira, 30
A arte do cartaz do PT do Amapá que convida para a convenção que oficializará a vice-governadora Dora Nascimento como candidata ao Senado. Tudo que Sarney tentou evitar...

PT do Amapá oficializa a vice-governadora Dora ao Senado em convenção nesta segunda-feira, 30

O Partido dos Trabalhadores no Amapá (PT-AP), realiza nesta segunda-feira, 30, a partir das 18h, na quadra do Ginásio Poliesportivo da Orla do Santa Inês, a Convenção que irá oficializar o nome da vice-governadora Dora Nascimento como candidata ao Senado Federal e os nomes dos candidatos à chapa proporcional, que disputarão as vagas para Assembleia Legislativa e a Câmara Federal. A convenção do PT também irá formalizar a reedição da Frente Popular, aliança vitoriosa de 2010 com o PSB, agora em 2014 pela reeleição do governador Camilo Capiberibe. A convenção deverá reunir prefeitos, parlamentares, dirigentes sindicais, partidários e de movimentos sociais, partidos aliados, dentre militantes e lideranças políticas de todas as regiões do Amapá.

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A arrogância intelectual de Sarney e os capítulos tristes da história do Amapá marcados por corrupção

BLOG DO HEVERSON CASTRO, de Macapá-AP "Com minha vocação intelectual, quis me ligar ao Amapá. O mundo conhece o Amapá por causa do meu livro Saraminda. Eu escrevi a história do Amapá. Daqui a 50 anos, quando quiserem saber da história do estado, vão ter de ler meus livros. Mas os que me insultaram ninguém vai saber quem foram." (Senador José Sarney, ontem durante convenção do PDT) Mesmo derrotado politicamente, tendo que sair do Amapá pela porta dos fundos, o senador José Sarney não perde a sua arrogância e petulância intelectual. Sarney tentou provar algo pra si mesmo, pois o mundo e o Brasil não conheceram o Amapá por conta dele ou de suas obras. Ao contrário o mundo e o Brasil conheceram o Amapá por conta do péssimo legado do grupo político que ele ainda é considerado o comandante em chefe, e que durante oito anos comandou com o denominado consórcio de poder batizado de "harmonia". Foram justamente seus afilhados políticos como Waldez Góes ( preso em 2010 pela em 2010 pela PF) e oficializado ontem como candidato ao governo PDT ao lado do oligarca, que o Amapá foi exibido no Brasil e no mundo de forma vergonhosa e negativa como um estado onde a corrupção imperava. São justamente os seus aliados, em sua maioria acusados de comandar volumosos esquemas de corrupção, como casal Marília e Waldez Góes, presos durante a Operação Mãos Limpas, acusados de cometerem o maior desvio de recursos públicos da histórica recente do Amapá, que escreveram tristes linhas da histórica recente do estado. Esse capítulo tenebroso da história amapaense que vai ser estudado pelas gerações em livros e nas escolas, Sarney não lembrou ontem durante seu discurso. Ele é indiretamente o responsável pelo grupo político, apontado pela PF como uma "quadrilha" que é acusada de deixar um rombo de mais de 1 bilhão de reais. Portanto, Sarney, ajudou a escrever um dos piores capítulos da história do Amapá, que até hoje envergonha os amapaenses e serve de motivo de piada nacional.

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Painel da Folha afirma que candidatura de Dora Nascimento influenciou na desistência de Sarney
Dora Nascimento, a amapaense que fez Sarney perder o sono e a candidatura...

Painel da Folha afirma que candidatura de Dora Nascimento influenciou na desistência de Sarney

PAINEL DA FOLHA DE SÃO PAULO Porta dos fundos Antes de desistir da candidatura à reeleição, o senador José Sarney (PMDB-AP) dedicou um mês inteiro a avaliar as chances eleitorais de seu clã. As pesquisas indicaram que ele corria o risco de sofrer quatro derrotas simultâneas, nas eleições para governo e Senado no Maranhão e no Amapá. Acostumado a fazer campanha próximo à máquina pública, Sarney tentaria renovar o próprio mandato em uma situação incomum: é adversário do governador e do prefeito da capital, Macapá. Vai indo… Apesar de todas as mesuras que Lula e Dilma devem fazer a Sarney, os petistas vinham abandonando o senador em seus dois redutos eleitorais. No Maranhão, recusaram-se indicar o vice do candidato do PMDB ao governo, Lobão Filho. … que eu não vou No Amapá, o PT decidiu lançar a vice-governadora Dora Nascimento para enfrentar Sarney na corrida ao Senado. Todos contra um O esforço para derrotar Sarney uniu esquerda e direita no Amapá. Randolfe Rodrigues, do PSOL, estimulou a candidatura ao Senado de Davi Acolumbre, do DEM. “Era uma frente ampla contra o coronelismo”, diz o senador. Agora é sério O vice-presidente Michel Temer (PMDB) telefonou para perguntar a Sarney se a decisão era para valer. Ouviu que a desistência de concorrer a mais um mandato é “definitiva”. Madeleine Nostálgico, o ex-presidente vinha demonstrando a aliados um certo desalento com a política. Dizia que a atividade “decaiu muito” e que sentia falta de grandes figuras do passado.

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A notícia esperada pelos amapaenses! José Sarney anunciou, esta semana, que não disputará reeleição
Sarney, querendo esconder o desgosto por não viabilizar mais sua candidatura a senador...

A notícia esperada pelos amapaenses! José Sarney anunciou, esta semana, que não disputará reeleição

Aos 84 anos de idade, 60 deles dedicados à política, o senador José Sarney (PMDB-AP) comunicou a aliados que não vai se candidatar à reeleição ao Senado. Sarney justificou a aposentadoria dizendo que pretende ficar mais tempo ao lado de sua mulher, Marli, que está doente e vive em São Luís, capital do Maranhão.

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Reinaldo Azevedo: “Adeus, Sarney!”

Por Reinaldo Azevedo Ai, ai… Lá vamos nós. Como vocês sabem, José Sarney inventou um Estado do qual ele pudesse ser senador: o Amapá. Foi a sua turma que forçou a mão na Constituinte de 1988 para que houvesse a mudança de status do então território. Em 1991, instalou-se o Estado, o político maranhense estabeleceu lá o seu domicílio eleitoral — o que é piada porque, obviamente, nunca morou na região —, elegeu-se um dos senadores e permanece nessa condição até agora, já no seu terceiro mandato. Antes disso, sua carreira toda foi feita no Maranhão, até que a Presidência da República lhe caiu no colo, vocês sabem como. Nesta segunda, fez o anúncio oficial de que não vai disputar a eleição neste ano. A decisão está sendo vendida por sua turma como uma espécie de descanso do guerreiro. Obviamente, não é disso que se trata. Sarney só está largando o osso porque não conseguiria, vejam que vexame!, se reeleger no Amapá. Não é o guerreiro que decidiu se aposentar da luta; é o povo que decidiu aposentá-lo. A situação no Estado, apesar dos esforços de Lula, está conflagrada. O chefão petista tenta impor o apoio do PT a Waldez Goes, do PDT, que é homem de Sarney, mas o PT quer manter a aliança com o governador Camilo Capiberibe, do PSB. A petista Dora Nascimento, vice-governadora, afirma que não há acordo com o grupo do ainda senador. Vamos ver. Não se esqueçam de que Lula quebrou o PT maranhense para impor a aliança com Roseana. Sarney encomendou pesquisas e chegou à conclusão de que não conseguiria se reeleger. A presidente Dilma esteve em Macapá nesta segunda para entregar unidades do programa Minha Casa Minha Vida. Estava devidamente escoltada pelo velho político. Esses eventos, como vocês sabem, têm hoje o público rigidamente controlado pela turma do Planalto. Mesmo assim, Sarney foi vaiado cinco vezes. Pior: Capiberibe estava no palanque e fez um discurso francamente hostil ao senador. Anunciou que as ruas do conjunto habitacional receberiam nomes de pessoas que lutaram contra a ditadura, como Miguel Arraes, avô do presidenciável Eduardo Campos, Leonel Brizola e Vladimir Herzog, entre outros. Parece que citou também Carlos Marighella — aí já vira homenagem a assassino, né? Mas fazer o quê? Referindo-se indiretamente a Sarney, mandou brasa: “É preciso lembrar e reverenciar os que ousaram lutar. A senhora [dirigia-se a Dilma] lutou e pagou um preço alto. Existem aqueles que se aliaram aos ditadores, não podemos esquecer, o Brasil não pode esquecer, senão, poderemos voltar a viver aqueles anos tristes”. Sarney, cujo grupo, se a eleição fosse hoje, perderia também no Maranhão — o favorito é Flávio Dino, do PCdoB — ouviu tudo calado. Resta-lhe agora criar má literatura de ficção, no que ele é bom, para tentar fazer parecer um ato de vontade sua o que é vontade do povo. Chegou a hora de ir para casa. O homem exerce cargo púbico desde 1955. Já está bom, né? Nesses 59 anos, aprendemos a que vieram os Sarneys. O Maranhão, o Estado com os piores indicadores sociais do país, embora não exiba a seca que caracteriza o agreste nordestino, também sabe. E os maranhenses conhecem o atraso literalmente na carne. A pior obra de Sarney, acreditem, não é a literária. Adeus!

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Josias de Souza: Sarney durou tanto que se tornou ‘inaposentável’
Lula e a longevidade de Sarney...

Josias de Souza: Sarney durou tanto que se tornou ‘inaposentável’

Blog do Josias de Souza – Há José Sarney e existe “José Sarney”. Há o personagem e existe tudo o que está implícito quando se diz “Sarney”, como em “Sarney apoiou Lula e apoia Dilma” ou “Sarney não gostou da última reforma ministerial”. Em cena há quase seis décadas, “Sarney” é uma entidade além da biografia. Virou coletivo. Imagina-se majestático. Mas é pejorativo. Quando Sarney, aos 34 anos, ainda sem aspas, assumiu o governo maranhense, sua posse foi documentada no filme Maranhão 66, de Glauber Rocha e Fernando Duarte. Ele discursou em praça pública, diante de uma multidão que, eufórica, recepcionara-o com um coro glorificador: Sarney!, Sarney!, Sarney!, Sarney! “O Maranhão não suportava mais nem queria o contraste de suas terras férteis, de seus vales úmidos, de seus babaçuais ondulantes, de suas fabulosas riquezas potenciais com a miséria, com a angústia, com a fome, com o desespero”, enumerou o novo governador. “O Maranhão não quer a desonestidade no governo, a corrupção nas rapartições… O Maranhão não quer a violência como instrumento de política, para banir direitos os mais sagrados… O Maranhão não quer a miséria, a fome e o analfabetismo, as mais altas taxas de mortalidade infantil.” Corta para 2014, dia 23 de junho, uma segunda-feira. Aos 84 anos, já adornado pelas aspas, “Sarney” foi com Dilma Rousseff entregar chaves do Minha Casa, Minha Vida a beneficiários do Amapá, Estado que o mantém no Senado há mais de duas décadas. O coro da multidão era outro: Fora Sarney!, fora Sarney!, fora Sarney!, fora Sarney!. Aquele Sarney que prometia, na alvorada de sua carreira, inaugurar uma nova era a partir do Maranhão, chega ao ocaso de sua existência na pele de outro “Sarney”. Oligarca de mostruário, símbolo do arcaico, convive com o risco de ser derrotado em nova corrida para o Senado. Ainda sob o impacto das vaias do Amapá, que soaram em cinco momentos da solenidade de entrega de casas, Sarney mandou dizer que não irá mais às urnas. “Entendo que é chegada a hora de parar um pouco com esse ritmo de vida pública que consumiu quase 60 anos de minha vida e afastou-me muito do convívio familiar”, ele declarou, por meio de nota. A novidade escalou as manchetes na forma de uma aposentadoria. Impossível. Sarney durou tanto que, depois de ter virado “Sarney”, tornou-se, por assim dizer, um organismo ‘inaposentável’. Ainda que Sarney, o personagem, vista pijamas, “Sarney”, a entidade, continuará surtindo seus efeitos sobre a vida nacional. Aposentado, Sarney cuidará para que “Sarney” não descuide de sua missão. Que é a de servir de inspiração para todos os políticos que sonham com a transposição do atraso de suas almas regionais para dentro das instituições federais. Iniciado com a chegada das caravelas, esse plano de institucionalizar o atraso está em execução permanente. Nas últimas décadas, ao mesmo tempo em que Sarney se empenhava para transformar o Brasil num Maranhão hipertrofiado, “Sarney” foi ficando vago. É o apoiador dos generais da ditadura, mas também é a mão estendida para Tancredo Neves. É o indesejável que as bactérias tornaram inevitável ao atacar o organismo do eleito, mas é o primeiro presidente desde Juscelino a cumprir integralmente o mandato, com as instituições e a imprensa funcionando.

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Decisão sobre aposentadoria de José Sarney da política pode ocorrer a qualquer momento
José Sarney vive tempos difíceis, politicamente, e pode se aposentar

Decisão sobre aposentadoria de José Sarney da política pode ocorrer a qualquer momento

CRUZEIRO DO SUL Nas próximas semanas, ou em edição extraordinária, o senador José Sarney (PMDB-AP) vai decidir se concorre à reeleição ou se aposenta das disputas eleitorais. Se escolher a segunda opção, será a primeira vez desde 1965, quando ele foi eleito governador do Maranhão, que nenhum Sarney ocupará cargo majoritário. Já se escolher disputar o sexto mandato no Senado, o ex-presidente enfrentará uma das campanhas mais difíceis em 60 anos de vida pública, com risco real de derrotada nas urnas, e sua sobrevida política dependerá em grande parte de um ex-adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pesquisas internas encomendadas por políticos locais apontam uma rejeição altíssima ao nome de Sarney. Ele aparece em segundo ou terceiro lugar na disputa ao Senado pelo Amapá, seu domicílio eleitoral, atrás do deputado Davi Alcolumbre (DEM-AP), um comerciante de 36 anos, e próximo da vice-governadora Dora Nascimento (PT), geóloga de 46 anos nascida em uma família de ribeirinhos. O cenário político atual também é mais hostil a Sarney do que era em 2006, quando o senador se elegeu em uma disputa apertada, na qual bateu a novata Cristina Almeida (PSB) por menos de 10 mil votos.

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