Rodoviários, não faltem ao passageiro. Ele pode deixar de sentir a sua falta!
Com a greve, além das vans e dos "carrinhos" do chamado "transporte alternativo", centenas de veículos de transporte escolar foram às ruas transportar passageiros..

Rodoviários, não faltem ao passageiro. Ele pode deixar de sentir a sua falta!

Há um ditado que diz: “Não falte ao trabalho, pois o patrão pode não perceber a sua falta”. Isso pode aplicar-se perfeitamente à greve dos transportes coletivos, em São Luís: ontem era visível como o chamado transporte alternativo – táxis, moto-táxis, vans, micro-ônibus, carros de passeios, os “carrinhos”, antes restritos ao eixo Itaqui-Bacanga – estavam presentes em todos os bairros da cidade, do centro à periferia. E todos lotados de passageiros de vários destinos – trabalho, hospitais, compras, etc. O mercado é assim. Ninguém espera, indefinidamente, por uma solução, na forma de um prestador de serviços. Nos três primeiros dias, uma paralisação geral da circulação de ônibus causa transtornos inquestionáveis. E todos perdem: o trabalhador, o patrão e a população em geral. Em são Luís, calcula-se em mais de 600 mil o número de pessoas que se utiliza de transportes coletivos, diariamente. Mas 20 por cento desse total, não tendo ônibus para se deslocar, podem, perfeitamente, ficar em casa e nada acontece. Há também os que costumam deixar o carro em casa para pegar um coletivo, mas, na falta deste... Sem fiscalização, a turma dos alternativos botou o bloco na rua, literalmente. Até veículos de transporte escolar eram vistos transportando passageiros comuns. Alguns reclamavam do preço cobrado – até 5 reais por percurso -, mas se resignavam: melhor do que não ter essa alternativa. Aos sindicatos que representam patrões e empregados do transporte coletivo fica o alerta. Passa-se mal sem ele, mas se passa. E aos poucos o vazio vai sendo preenchido por outros meios. Afinal, o mundo não para.

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