Para Flávio Dino, prisão de Lula é gesto de “vaidade pessoal” de Moro

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que é professor de Direito Constitucional e ex-juiz federal, afirmou que a prisão antes mesmo de esgotados recursos em segunda instância e antes de finalizado o debate constitucional no Supremo, “só se explica por ansiedade ou parcialidade” ou “os dois erros simultaneamente”. “Cabe ao Judiciário tentar pacificar a sociedade e não jogar lenha na fogueira de paixões políticas. É um desserviço à Nação e à união entre os brasileiros agir de modo precipitado, por antipatias ou vaidades pessoais”, reforça o governador, que passou em primeiro lugar no concurso para juiz do qual participou Sergio Moro. Flávio Dino criticou a decisão de Moro de expedir o mandato de prisão antes de esgotar todos os recursos da defesa do ex-presidente. Segundo ele, o juiz Moro “acha que um recurso é uma ‘patologia a ser varrida’” e por isso “resolve ele mesmo ‘varrer’”. “Ocorre que ele não tem essa competência constitucional, pois ele não foi eleito membro do Congresso Nacional, nem é ministro do Supremo”, rebate o governador. Do Portal Vermelho Nota do blog: A prisão de Lula, já nesta sexta-feira, foi determinada pelo TRF-4. Coube ao juiz federal Sérgio Moro, que já havia condenado Lula em primeira instância, mandar cumprir a sentença, confirmada em segunda instância, já que Lula recorreu, inclusive com o aumento da pena de 9 anos para 12 anos e 1 mês.

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Moro aceita pedido da PF e transfere audiência de Lula para o dia 10 de maio

O juiz federal Sérgio Moro decidiu nesta quarta-feira (26) adiar o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um dos processos a que o político responde na Operação Lava Jato. A oitiva estava agendada para o dia 3 de maio, mas agora foi marcada para 10 de maio a partir das 14h. A decisão de Moro, publicada no sistema da Justiça na manhã desta quarta, foi motivada por um pedido da Polícia Federal. No ofício encaminhado ao magistrado, o delegado Rosalvo Ferreira Franco, superintendente da Polícia Federal (PF) no Paraná, disse que precisava de mais prazo para "realizar as tratativas com órgãos de segurança e de inteligência". De acordo com o juiz, diante da possibilidade de protestos e considerando que as forças de seguranças solicitaram um tempo adicional para os preparativos, ele decidiu por mudar a data. “É possível que, na data do interrogatório, ocorram manifestações favoráveis ou contrárias ao acusado em questão, já que se trata de uma personalidade política, líder de partido e ex-Presidente da República. Manifestações são permitidas desde que pacíficas. Havendo, o que não se espera, violência, deve ser controlada e apuradas as responsabilidades, inclusive de eventuais incitadores”, disse Moro.

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