Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra e de maior dimensão

A super-Terra tem características que a colocam na "zona habitável" de sua estrela, isto é, o novo planeta teria as condições necessárias para a existência de água em estado líquido Na órbita de uma estrela "vizinha", cientistas descobriram um novo planeta rochoso como a Terra, mas de dimensões maiores - um tipo de astro apelidado pelos astrônomos de "super-Terra". A descoberta foi publicada na última quarta-feira, (19), na revista Nature. Segundo os autores do artigo científico, a super-Terra tem características que a colocam na "zona habitável" de sua estrela, isto é, o novo planeta teria as condições necessárias para a existência de água em estado líquido. A presença de água líquida, segundo os cientistas, é o critério indispensável para a potencial existência de vida em um planeta. Com isso, a nova super-Terra é considerada uma candidata às pesquisas em busca de vida extraterrestre. O artigo revela que a estrela LHS 1140, em cuja órbita foi descoberto o novo planeta, está a 39 anos-luz do nosso Sol. Embora a distância seja imensa, a estrela pode ser considerada "vizinha" em relação à extensão da nossa galáxia, a Via Láctea, que abrange cerca de 100 mil anos-luz. "É o exoplaneta mais emocionante que vi na última década. Dificilmente poderíamos esperar um alvo melhor para realizar uma das maiores buscas da ciência: evidências de vida fora da Terra", declarou o autor principal do estudo, Jason Dittmann, do Centro Smithsonian de Astrofísica, em Cambridge (Estados Unidos). De acordo com Dittmann, a LHS 1140 é uma estrela anã, como são chamadas as estrelas cuja massa equivale a menos de 60% da massa do Sol. As estrelas anãs são a classe de estrelas mais comuns na Via Láctea.

Continuar lendo Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra e de maior dimensão

Como as raízes do Cerrado levam água a torneiras de todas as regiões do Brasil

O rio São Francisco está secando, haverá cada vez menos água em Brasília e a cidade de São Paulo terá de aprender a conviver com racionamentos. O alerta é do arqueólogo e antropólogo baiano Altair Sales Barbosa, que há quase 50 anos estuda o papel do Cerrado na regulação de grandes rios da América do Sul. Ele diz à BBC Brasil que a rápida destruição do bioma está golpeando um dos pilares do sistema: a gigantesca rede de raízes que atua como uma esponja, ajudando a recarregar os aquíferos que levam água a torneiras de todas as regiões do Brasil. Formado em antropologia pela Universidade Católica do Chile, doutor em arqueologia pré-histórica pelo Museu de História Natural de Washington e professor aposentado da PUC-Goiás, Barbosa conta que a água que alimenta o São Francisco e as represas de São Paulo e Brasília vem de três grandes depósitos subterrâneos no Cerrado: os aquíferos Guarani, Urucuia e Bambuí. Os aquíferos são reabastecidos pela chuva, mas dependem da vegetação para que a água chegue lá embaixo. Estudo questiona capacidade das árvores de absorver gás carbônico Em 30 anos, cerrado brasileiro pode ter maior extinção de plantas da história, diz estudo Barbosa afirma que muitas plantas do Cerrado têm só um terço de sua estrutura acima da superfície e, para sobreviver num ambiente com solo oligotrófico (pobre em nutrientes), desenvolveram raízes profundas e bastante ramificadas. "Se você arrancar uma dessas plantas, vai contar milhares ou até milhões de raízes, e quando cortar uma raiz e levá-la ao microscópio, verá inúmeras outras minirraízes que se entrelaçam com as de outras plantas, formando uma espécie de esponja." Esse complexo sistema radicular retém água e alimenta as plantas na estação seca. Graças a ele, as árvores do Cerrado não perdem as folhas mesmo nem mesmo no auge da estiagem - diferentemente do que ocorre entre as espécies do Semiárido, por exemplo. Barbosa conta que, quando há excesso de água, as raízes agem como esponjas encharcadas, vertendo o líquido não absorvido para lençóis freáticos no fundo. Dos lençóis freáticos a água passa para os aquíferos. Dos engenhos de açúcar à Carne Fraca: como a pecuária ajuda a contar a história do Brasil O professor diz que essa dinâmica começou a ser afetada radicalmente nos anos 1970, com a expansão da pecuária e de grandes plantações de grãos e algodão pelo Cerrado. A nova vegetação tem raízes curtas e não consegue transportar a água para o fundo. Pior: entre a colheita e o replantio, as terras ficam nuas, fazendo com que a água da chuva evapore antes de penetrar o solo. Em alguns pontos do Cerrado, como no entorno de Brasília, o uso de água subterrânea para a irrigação prejudica ainda mais a recarga dos aquíferos. Em fevereiro, Brasília começou a racionar água pela primeira vez na história - e meses antes do início da temporada seca. Migração de nascentes Conforme os aquíferos deixaram de ser plenamente recarregados, Barbosa diz que se acelerou na região um fenômeno conhecido como migração de nascentes. Para explicar o processo, ele recorre à imagem de uma caixa d'água com vários furos. Quando diminui o nível da caixa d'água, o líquido deixa de jorrar dos furos superiores. Com os aquíferos ocorre o mesmo: se o nível de água cai, nascentes em áreas mais elevadas secam.

Continuar lendo Como as raízes do Cerrado levam água a torneiras de todas as regiões do Brasil
Cientistas encontram indícios de água líquida em Marte. Será que ainda vamos depender desse planeta?
Deus, será que um dia vamos depender de Marte para "martear" a nossa sede de água?

Cientistas encontram indícios de água líquida em Marte. Será que ainda vamos depender desse planeta?

Num período em que vivemos de incertezas sobre o futuro do abastecimento de água no planeta, pela ação nefasta do Homem,qualquer hipótese é benvinda. Já pensou um dia a Terra depender da água de Marte, onde, supunha-se, seria um planeta morto? De acordo com um grupo de pesquisadores, Marte pode ter água em estado líquido nas proximidades da superfície. A existência de água congelada no planeta já havia sido comprovada há anos, mas os cientistas acreditavam que a presença em estado líquido seria impossível por causa das condições climáticas marcianas. Agora, o robô Curiosity, da Nasa, que explora a superfície do planeta vermelho desde 2012, encontrou no solo uma substância conhecida como perclorato, que reduz o ponto de congelamento da água. Com isso, em vez de se solidificar, ela mantém-se líquida e extremamente salgada, como uma salmoura. Os novos dados enviados pelo Curiosity foram publicados nesta segunda-feira, 13, na revista científicaNature

Continuar lendo Cientistas encontram indícios de água líquida em Marte. Será que ainda vamos depender desse planeta?
Perigo! A reserva do Batatã pode secar e deixar 25 bairros sem água
Reserva de água do Batatã está em nível crítico

Perigo! A reserva do Batatã pode secar e deixar 25 bairros sem água

Em meio aos movimentos que eclodem pela cidade em protestos contra a falta d’água, ainda vem a notícia de que a represa do Batatã está com os dias contados e pode desencadear a pior crise no abastecimento de água da história de São Luís. Até o final de outubro, o reservatório situado dentro do Parque Estadual do Bacanga, o Batatã, estará completamente seco. A previsão é de Inácio Amorim, supervisor de Gestão das Unidades de Conservação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (Sema). Segundo Inácio, tudo é consequência das condições climáticas, da alta demanda de água e das ações do próprio homem, que provocou o assoreamento do lago com o excesso de ocupações do seu entorno - mostra ele, em matéria de O Imparcial on line.

Continuar lendo Perigo! A reserva do Batatã pode secar e deixar 25 bairros sem água

36 bairros da capital ficam sem água nesta 4a. feira

A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema)informou em nota que 36 bairros de São Luís vão ficar sem água, amanhã (18). Motivo: manutenção corretiva no sistema reservatório que abastece a região .8 (R-8). A Caema informou que o desligamento do R-8 será das 8 às 18 horas, “para realização de manutenção corretiva na válvula de retenção do conjunto moto-bomba número 9 de água tratada”.

Continuar lendo 36 bairros da capital ficam sem água nesta 4a. feira