Brasil sem Lula em 2018: quem ganharia e quem perderia no xadrez político

Especialistas analisam a situação dos potenciais candidatos após a sentença de Sérgio Moro Lula, a maior potencia eleitoral para as eleições de 2018, está a uma decisão judicial de virar pó. Caso o Tribunal Regional da 4ª Região confirme a decisão de Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente Lula a 9 anos e meio de prisão, será o fim do sonho do petista de subir novamente – pela terceira vez - a rampa do palácio do Planalto. A condenação pela Corte faria dele ficha suja, e o tornaria inelegível. E de quebra o ex-mandatário ainda pode ser mandado para uma prisão, onde cumpriria pena em regime fechado. Atualmente ele lidera todos os cenários da última pesquisa eleitoral do Datafolha, com 30% das intenções de voto, seguido à distância por Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede). Agora o mundo político começa a analisar dois cenários possíveis para as próximas eleições: um com o ex-presidente e líder petista, outro sem ele. Sem o ex-presidente na disputa, o PT teria que articular um plano B. Os nomes do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner são os mais cotados para a vaga. Nenhum deles, no entanto, tem o carisma e a força política de Lula. Com a ausência de um candidato petista competitivo “o campo tucano terá, pela primeira vez em muitos anos, que aprender a fazer uma campanha sem o elemento de polarização contra o ex-presidente Lula”, afirma Lavareda. Até o momento o candidato tucano é uma incógnita. O senador Aécio Neves, derrotado em 2014 por Dilma Rousseff, responde a processos no âmbito da Operação Lava Jato – o que pode comprometer suas chances nas urnas. Ele chegou a ser afastado do cargo pelo STF, mas foi reconduzido no início de julho. Sua irmã, Andrea, está em prisão domiciliar. Poucos analistas apostam que ele chegará a 2018 com força política suficiente para disputar. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seria outro postulante à vaga do PSDB, mas correndo por fora aparece o prefeito paulista, João Doria.

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Crise política – O golpe de mestre de Joesley Batista, segundo um juiz
Irmãos Batista, da JBS: suspeitas de golpe na delação que abalou o mundo politico, abatendo o presidente da República, Michel Temer, e o senador Aécio Neves,,,

Crise política – O golpe de mestre de Joesley Batista, segundo um juiz

Entenda o golpe de mestre de Joesley Batista via Teoria dos Jogos O empresário Joesley Batista deu um xeque-mate. Fez uma jogada de mestre. A perplexidade de alguns contracena com a ação eficiente de Joesley, sócio da JBS, para salvar seu grupo empresarial e sua liberdade, típica de quem domina a lógica do novo modelo de compra e venda de informações. Farei uma análise via Teoria dos Jogos, tema que tenho procurado estudar[1]. Sou favorável à delação premiada, embora reconheça que há certa ambiguidade e ausência parcial de regras claras sobre o modo de produção desse modelo negocial. Para entender o êxito da estratégia definida por Joesley e seus advogados, seguirei o seguinte trajeto: 1) as investigações estavam chegando aos interesses de seu grande conglomerado empresarial, cujos lucros foram de R$ 4,6 bilhões em 2015 e de R$ 694 milhões em 2016, sendo necessário agir para (i) manter a vitalidade da empresa e (ii) mitigar os efeitos da ação penal sobre a liberdade dos sócios; 2) para obter a estratégia dominante/dominada, abrem-se duas táticas: (i) passiva: aguardar o desenrolar das investigações, tomando-se medidas preventivas, arriscando-se em um processo penal cujos estragos seriam postergados no tempo (que custa dinheiro), com a real possibilidade de sanções patrimoniais e principalmente a prisão dos envolvidos internamente, dentre eles Joesley; (ii) ativa: agir para produzir material capaz de ser trocado no mercado da delação premiada, atualmente em pleno funcionamento no sistema processual penal brasileiro. A escolha foi pela segunda opção, lançando-se a campo. Na avaliação de riscos, a tática adotada é a dominante para qualquer um que pense como um “homem de negócios”; 3) adotada a tática ativa, surge a necessidade de que as informações tenham valor de troca, ou seja, de que seja possível chamar a atenção dos compradores (Ministério Público e Polícia Federal) pela qualidade e relevância, bem assim do fator impacto de seu conteúdo; 4) inventariar a informação exigia um duplo movimento entre o passado e o futuro. De um lado, levantou-se o que tinha de informação capaz de chamar a atenção dos compradores e, por outro lado, diante da oportunidade de consolidar as informações produzindo gravações que seriam a prova real, agiu de modo eficiente. O portfólio de provas a se mostrar foi bem desenhado, contando com a coprodução de agências estatais, capazes de atestar a regularidade e a cadeia de custódia: ação controlada, monitoramento do dinheiro por chip etc. Como bom negociador do mercado, o delator sabia que precisava de algo raro, valioso e irrefutável; 5) no atual contexto, nada melhor do que gravações de conversas para causar o impacto direto, irrefletido, imediato e avassalador. Se não há o produto, seria necessário o criar. A produção de material probatório então precisava de uma estratégia de aquisição que, habilmente, contou com o planejamento estratégico de ações, coordenadas para comprovação das conversas, devidamente gravadas, a entrega de dinheiro, previamente identificado e com localização por chip eletrônico, tudo para comprovar a cadeia de custódia do dinheiro. Delineado o curso tático, promoveu-se com pleno êxito, juntando-se, em ordem: a) conversas gravadas indicando a realização das condutas; b) efetivação das ações programadas; c) filmagens e monitoramento eletrônico do trajeto do dinheiro; c) preservação das fontes e do material produzido; 6) a consolidação do material de alto valor fez com que fosse possível, invertendo a tendência passiva, a negociação dos termos finais da delação, mediante cooperação, pagamento de multa relevante, mas incapaz de impedir a continuidade das atividades, evitando-se, ainda, a prisão. Xeque-mate desferido, rei encurralado, delação homologada, segue-se adiante com novos desafios do mercado. Aliás, com informação privilegiada sobre corte de juros e alta do dólar, o que fez o nosso personagem: utilizou a informação para operar seus interesses, “rifando” o Brasil, como aponta o jornal Valor Econômico. Os juristas do processo penal baunilha não entendem muito bem como isso se passa. Tenho insistido em ler o processo penal pela via da Teoria dos Jogos justamente para indicar um design de compreensão dos processos penais reais, cujo palco probatório deixou de ser no Poder Judiciário, para se resolver na fase de investigação, onde uma gravação vale ouro, a saber, gravações são o novo Habeas Corpus.

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Crise Política – Como o império político de Aécio Neves ruiu em Minas Gerais

Traições, alianças rompidas, censura e crise econômica minaram hegemonia local do ex-governador Há quatro anos, o maior líder político mineiro das últimas duas décadas dava sua primeira cartada para lançar-se à tão sonhada Presidência da República. Aécio Neves acabava de ser eleito presidente nacional do PSDB, com quase 100% dos votos. O ato simbólico de largada para assumir a cadeira que o avô Tancredo esteve prestes a ocupar no período da redemocratização encobria, no entanto, a incipiente perda de força do tucano em seu reduto eleitoral. A gravação de Joesley Batista, que flagra Aécio pedindo propina de 2 milhões de reais, é apenas o golpe de misericórdia sobre o corroído capital político que restava ao ex-presidenciável depois de ter sido engolido pelas delações da Odebrecht na Operação Lava Jato. Desde que iniciou o primeiro mandato como governador, em 2003, o neto de Tancredo adotou um perfil distinto do avô, que notabilizou-se pela liderança personalista. Embora tentasse se vender como estadista, Aécio tinha como virtude a repartição do poder em diversas frentes, sobretudo no interior de Minas Gerais. “Aécio é um facilitador, nunca foi protagonista”, afirma o cientista político Rudá Ricci. Com maioria na Assembleia Legislativa e o controle do orçamento, o governador conseguia direcionar recursos para núcleos sob sua influência no estado, que reuniam não só a base aliada, mas também políticos identificados com o governo federal. A afinidade com a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não demonstrava puramente o estilo pacificador, mas também uma estratégia para ampliar seu campo de atuação. “O aecismo, que se formou em torno de um quebra-cabeça, tinha a capacidade de aglutinar forças antagônicas. Dava poder a partidos de oposição e conciliava famílias rivais pelo interior. Depois de sua experiência como deputado federal, Aécio levou a pequena política do baixo clero do Congresso para o estado. Essa estrutura lhe garantiu por muitos anos um status de intocável”, analisa Ricci. A favor do tucano também pesava a juventude e a projeção nacional que ganhara como presidente da Câmara dos Deputados. “Depois de Tancredo, Aécio foi o primeiro representante do executivo mineiro com envergadura de presidenciável”, diz Bruno Reis, professor de ciências políticas da Universidade Federal de Minas Gerais. “Ele simbolizava as pretensões da elite e dos setores econômicos.”

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Tetas grandes! Além de Temer, delação da JBS envolve Lula, Dilma, Eunício, ministros e governadores
Joesley Batista: os vídeos da delação da JBS revelam quão grandes eram essas tetas...

Tetas grandes! Além de Temer, delação da JBS envolve Lula, Dilma, Eunício, ministros e governadores

BRASÍLIA - Além do presidente Michel Temer e do presidente do PSDB, Aécio Neves, a delação da JBS envolve os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff , ministros da atual gestão e governadores de estado. No caso dos ex-presidentes, o empresário Joesley Batista e o executivo Ricardo Saud relataram pagamentos em contas no exterior tanto para Lula quanto para Dilma. O saldo dessas contas em 2014 teria chegado a US$ 150 milhões. O ex-ministro Guido Mantega seria o intermediário dos pagamentos que eram devidos em razão de esquemas criminosos no BNDES e em fundos de pensão. Em 2010, por intermédio do ex-ministro Antonio Palocci teria sido feito outro repasse, de R$ 30 milhões, para a campanha de Dilma. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), foi acusado por Ricardo Saud. Segundo o relato, o peemedebista recebeu R$ 5 milhões pela atuação em uma Medida Provisória que disciplinava créditos de PIS/Cofins. No caso dos ministros do governo Temer, Gilberto Kassab foi citado como beneficiário de propina por Wesley Batista, irmão de Joesley, e também pelo executivo Ricardo Saud. Em relação a Marcos Pereira, Joesley relatou aos investigadores ter pago propina em troca da aprovação de um empréstimo de R$ 2,7 bilhões para a JBS pela Caixa Econômica. GOVERNADORES O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), é citado junto com seu antecessor André Puccinelli (PMDB) como beneficiário de pagamentos de R$ 150 milhões entre 2007 e 2016 como contrapartida a benefícios fiscais recebidos pelo grupo empresarial. O governador mineiro Fernando Pimentel (PT-MG), foi acusado de receber R$ 3,6 milhões no período em que ocupou o ministério do Desenvolvimento na administração Dilma Rousseff. O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD-RN), é acusado de ter recebido junto com seu filho, o deputado Fábio Faria (PSD-RN) um pagamento de R$ 5 milhões em propina em troca da privatização da companhia de água e esgoto do estado. No caso do governador catarinense, Raimundo Colombo (PSD-SC), a acusação é de pagamento de R$ 10 milhões em troca de favorecimento na licitação na companhia de água e esgoto do estado. São citados como beneficiários os ex-governadores Cid Gomes (PDT-CE), que teria recebido R$ 20 milhões em troca de liberação de créditos de ICMS, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que teria recebido R$ 40 milhões em propina, e Silval Barbosa (PMDB-MT), que recebeu pagamentos em troca de benefícios fiscais à JBS.

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Dólar tem a maior alta em 14 anos, em dia de nervosismo pelo cenário político

A moeda norte-americana subiu 8,15%, a R$ 3,389 na venda.Este é o maior valor de fechamento desde dezembro de 2016. O Dólar teve nesta quinta-feora a maior alta em mais de 14 anos. Na máxima do dia, o dólar foi a R$ 3,44, segundo a Reuters, com o mercado reagindo reagindo à forte turbulência política iniciada na noite de quarta-feira, quando o jornal "O Globo" publicou notícia de que o dono da empresa JBS gravou o presidente da república, Michel Temer, dando aval para comprar silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. A moeda norte-americana subiu 8,15%, a R$ 3,389 na venda. Veja a cotação do dólar hoje. Este é o maior valor de fechamento desde dezembro de 2016, quando, no dia 16, o dólar terminou o dia vendido a R$ 3,3906. Segundo a agência Reuters, a alta desta quinta foi a maior desde 5 de março de 2003, quando a moeda subiu 10,4% sobre o real, logo no início do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta quinta, o dólar para turismo chegou a ser vendido acima de R$ 4. Algumas casas de câmbio interromperam a venda de moedas pela manhã, enquanto outras colocaram os preços nas alturas, por causa da falta de parâmetros para as cotações em dia de turbulência do mercado. O economista Roberto Troster credita a forte alta desta quinta-feira não apenas às incertezas geradas pelas turbulências políticas, mas também ao chamado “efeito manada”. “Não existe nada mais covarde que o dinheiro, e há uma coisa que se chama comportamento em manada”, afirma. Ele explica que a primeira reação dos investidores é comprar dólar. “Primeiro porque as pessoas buscam refúgio no dólar e segundo porque os investidores estrangeiros, que entendem menos de Brasil, estão vendendo suas ações. Essa saída de dólares da Bovespa afeta o câmbio.”

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Pesquisa confirma repúdio dos brasileiros ao governo, diz Aécio Neves

O senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, se manifestou nesta terça-feira, 21, sobre a pesquisa CNT/MDA que mostrou nova queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff. "A pesquisa CNT/MDA é mais uma a confirmar o repúdio dos brasileiros ao governo do PT", disse o senador através de seu perfil no Facebook. Na postagem, Aécio, que foi derrotado na disputa contra a petista no ano passado, diz que a desaprovação da presidente cresce porque "a população toma conhecimento dos desdobramentos dos inúmeros casos de corrupção que contaminaram a máquina pública federal". O tucano também aponta que os efeitos da crise econômica, "em muito resultado das ações e omissões do governo", já chegam às famílias brasileiras. "Os brasileiros estão cada vez mais indignados com o estelionato eleitoral do que foram vítimas", diz a postagem. O levantamento CNT/MDA divulgado nesta terça-feira mostra que a avaliação negativa do governo Dilma chegou a 70,9%, ante 64,8% na pesquisa anterior. O governo da petista é avaliado positivamente por 7,7% dos entrevistados, ante 10,8% do último levantamento.

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Aécio diz que Dilma tem ‘interventor’ na economia e é ‘refém’ do Congresso

O senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), afirmou nesta quarta-feira (8) que a presidente Dilma Rousseff introduziu a "renúncia branca" na política brasileira e que ela desempenha hoje "praticamente nenhum papel". A afirmação foi feita após encontro da Executiva Nacional do PSDB, em Brasília. Na declaração, Aécio fez referência às ações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e ao anúncio, ocorrido nesta terça-feira (7), de que o vice-presidente da República, Michel Temer, vai exercer o papel de articulação política do governo, que antes era executado pelo ministro Pepe Vargas, ex-comandante da pasta das Relações Institucionais.

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Aécio sobre manifestações do dia 15: “Impeachment de Dilma não está na agenda do PSDB”
Aécio Neves diz que impeachment ainda não está na ordem do dia do PSDB...

Aécio sobre manifestações do dia 15: “Impeachment de Dilma não está na agenda do PSDB”

O PSDB emitiu uma nota de solidariedade às manifestações do dia 15 de março, promovidas por vários movimentos. Em entrevista, o senador Aécio Neves (MG), presidente do partido, disse: “Não é um apoio ao impeachment. Não proibimos nem estamos proibidos de dizer a palavra impeachment. Ela apenas não está na agenda do PSDB. Essa não é, nesse momento, a agenda do PSDB”. Aécio comentou também as manifestações de apoio ao governo, marcadas para sexta: “Estamos vendo um governo tão perdido que setores dele próprio articulam manifestações. É algo no mínimo extremamente arriscado. Não conheço na história da democracia brasileira momento em que o governo convoca a população a ir as ruas. Com uma exceção apenas: quando o presidente Collor fez isso, e nós assistimos o resultado”. LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA...

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Aécio Neves: “Não perdi para um partido político, mas sim para uma organização criminosa”
Aécio Neves desanca o PT em entrevista a Roberto D'Ávila

Aécio Neves: “Não perdi para um partido político, mas sim para uma organização criminosa”

Em entrevista ao jornalista Roberto D' Ávila, da Globonews, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) bateu duro no PT e na presidente reeleita Dilma Rousseff; "Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está", disse ele. A declaração foi rebatida por lideranças petistas: "Aécio mostra que não sabe perder. Não é só um problema político, ele está abalado psicologicamente", diz o secretário de Comunicação José Américo Por sua vez, o presidente do PT, Rui Falcão, anunciou que o partido está se preparando para interpelar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por sua declaração contra o partido em entrevista à Globonews. "Já estamos interpelando o senador mineiro derrotado. Em seguida, processo crime no STF. O PT não leva recado para casa", escreveu, em sua página no Twitter. A intenção do partido é que Aécio confirme na Justiça a declaração que deu ao jornalista Roberto D´Ávila, de que não teria perdido a eleição para um partido político, mas para uma organização criminosa. Caso Aécio confirme, Rui Falcão anunciou ainda que o partido entrará com processo crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o parlamentar tucano.

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Aécio apela para que a oposição não se disperse e combata estelionato eleitoral de Dilma
Em artigo no jornal O Estado de São Paulo, Aécio pede para oposição permanecer unida

Aécio apela para que a oposição não se disperse e combata estelionato eleitoral de Dilma

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado nas eleições de outubro, sugere que a presidente Dilma Rousseff cometeu estelionato eleitoral e pede que seus apoiadores não se dispersem. "Finda a eleição, a candidata eleita, rapidamente, pôs de lado as determinações do marketing e colocou em prática tudo o que acusou a oposição de pretender fazer. Fez isso sem dar satisfação à opinião pública. Sem dar explicação sequer a seus próprios eleitores. Os mesmos eleitores que observam, atônitos, a presidente implantar as "medidas impopulares", que usou como matéria-prima do terrorismo eleitoral contra seus adversários", diz ele, no texto Trinta Dias, publicado na Folha de S. Paulo. "Na campanha, o PT dizia que aumentar os juros tiraria comida da mesa do trabalhador. Três dias depois da eleição, foi justamente isso o que o governo Dilma fez. No discurso do PT, se eleita, a oposição iria reajustar a gasolina, governar com banqueiros e patrões. Vencida a eleição, o governo anunciou o aumento dos combustíveis e convidou um banqueiro para a Fazenda. Anunciou ainda dois novos ministros: para cuidar da agricultura e da indústria, a dirigente e o ex-dirigente das confederações patronais." Segundo o senador, o sentimento de "estelionato" alimenta manifestações contra o governo Dilma. "Surpresos, os brasileiros assistem àquilo que muitos estão chamando de estelionato eleitoral. Tudo isso explica a indignação de milhares de pessoas que vão às ruas e se mantêm mobilizadas nas redes sociais. São pessoas que se sentem lesadas, mas esse sentimento não tem relação com o resultado eleitoral em si. Processos eleitorais fortalecem a democracia, qualquer que seja o resultado da eleição. Vencer e perder são faces da mesma moeda. As pessoas estão se sentindo lesadas porque os valores que saíram vencedores na disputa envergonham o país." Por último, ele pede uma oposição aguerrida. "Os últimos 30 dias são uma amostra da situação real do Brasil e do que vem pela frente. E nos mostram por que não podemos nos dispersar."

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