Suzane Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, é selecionada no Fies para cursar faculdade católica
Suzane prestou o Enem dentro da penitenciária (Foto: Reprodução/TV Globo)

Suzane Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, é selecionada no Fies para cursar faculdade católica

A detenta Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, foi pré-selecionada para obter empréstimos para pagar a mensalidade em uma universidade católica privada em Taubaté (SP). O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) divulgou nesta segunda-feira (13) a lista com os nomes dos candidatos aprovados, segundo noticiou o G1 Com o nome na lista dos selecionados, o governo pode pagar até 100% do valor do curso da detenta. Para ter direito de acessar o programa, a presa tem que concluir a inscrição no SisFies até esta terça-feira (14). Suzane se cadastrou para fazer o curso de administração, que é presencial, no período noturno da faculdade Dehoniana. De acordo com as informações obtidas pelo G1 no site do Fies, havia apenas duas vagas disponíveis no Fies para o perfil escolhido pela presa. No Fies, os estudantes são classificados a partir da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Suzane teria obtido nota 675,08 no exame, que foi feito nos dias 13 e 14 de dezembro de 2016 dentro da penitenciária Santa Matia Eufrásia Pelletier, em Tremembé (SP), onde ela está desde 2006. Agora, com o resultado da pré-seleção, a Defensoria Pública, que defenda Suzane, deve entrar com pedido na Vara de Execuções Criminais (VEC) para que ela faça faculdade. Cabe à juíza Sueli Zeraik analisar o pedido - que ainda não foi entregue ao judiciário e pode ser recusado. A faculdade Dehoniana informou que não foi realizada a matrícula da presa e que a lista dos aprovados no Fies não foi entregue à instituição até o fim da tarde desta segunda -feira. As aulas na faculdade começaram no último 6 e a mensalidade do curso custa R$ 596 ao mês.

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Estado começa a abrir “caixa preta” da Saúde do Maranhão no período de domínio Sarney-Murad

REPORTAGEM DE O ESTADO DE SÃO PAULO TRAZ UMA SÉRIE DE MAZELAS QUE TERIA SIDO PRATICADA NO PERÍODO DE DOMÍNIO GRUPO SARNEY NO MARANHÃO E QUE EXPLICARIA A SITUAÇAO DA SAÚDE NO ESTADO São LUís – Um copo de leite com biscoito a R$ 11, mais de 20 hospitais novos sem uso, superfaturamento de até 85% em serviços de saúde, equipamentos para exames de última geração parados por falta deespaço adequado, suspeita de uso de um helicóptero-ambulância na campanha da filha do secretário. Enquanto isso a população amarga o pior índice de mortalidade infantil do País e doenças do século passado como a hanseníase. Após quase 50 anos de domínio do clã Sarney no Maranhão, a “caixa-preta” do Estado começa a ser aberta por auditorias encomendadas pela atual gestão, que derrotou o grupo político da família do ex-presidente da República. Levantamento da Secretaria de Transparência e Controle – criada pelo governador Flávio Dino (PC do B) – nas contas da Saúde aponta sobrepreço de 45% a 85% nos contratos durante a gestão de Roseana Sarney (PMDB), que deixou o governo em dezembro. Quem comandava a pasta da área era seu cunhado Ricardo Murad. Documentos obtidos pelo Estado mostram o pagamento de R$ 10,95 por um copo de leite com biscoitos à empresa Litucera Engenharia e Limpeza, que doou R$ 200 mil para a deputada estadual Andrea Murad (PMDB), filha do ex-secretário. Segundo o relatório parcial da auditoria, a Litucera era uma das 19 empresas contratadas sem licitação que aparecem em todas prestações de contas do sistema, o que, de acordo com os auditores, é indício de direcionamento das contratações.

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