Eleições 2014: sem espaços para amadorismos
Abdon Marinho: as oposições e as armadilhas

Eleições 2014: sem espaços para amadorismos

POR ABDON MARINHO* O senador Sarney, na coluna política/eleitoral que assina n’O Estado do Maranhão, deu a senha para a campanha do grupo governista: todos os pontos negativos dos opositores serão explorados. Vão além. Nas costas do candidato ao governo deverá ser colocado tudo. E já começa jogando pesado, colocando na conta dele (Flávio Dino) todos os mortos do período ‘stanilista’, período em que a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS, era dirigida por Josef Stalin. Flávio Dino nasceu bem depois de Stalin ter deixado esse plano de existência. Quando veio se entender por gente na vida, o Muro de Berlim já havia caído e a URSS já esfarinhava, ainda assim é o culpado pelas mortes havidas entre os anos 30 e 50 naquele país. Essa é apenas uma amostra do quão renhida será a batalha. Mas o que esperar de uma campanha em que o candidato a governador, usando o poder de comunicação de uma emissora de rádio, oferece recompensa para quem se dispor a entregar os ‘podres' do adversário? A ameaça de perder o poder por parte do grupo dominante faz com que o jogo de interesses desconheça quaisquer fronteiras, sejam elas éticas ou as impostas pela legislação eleitoral. Aliás, o que mais temos visto nesta campanha são os contendores cometerem algum tipo de abuso. Seja na antecipação da campanha, seja nos comerciais dos partidos, etc.

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Artigo de Abdon Marinho: Magda e os lobos na sarneylandia
Comparação com personagens de Walt Disney

Artigo de Abdon Marinho: Magda e os lobos na sarneylandia

ABDON MARINHO* - www.abdonmarinho.com Magda foi a célebre personagem de humorístico da televisão brasileira, brilhantemente interpretada pela atriz Marisa Orth e que passou a integrar uma galeria dos inesquecíveis, simbolizando aquela pessoa que não sabe o que diz ou que está absolutamente fora da realidade. Os lobos (Lobão e Lobinho) são personagens dos estúdios Walt Disney e foram criados por Larry White. No desenho clássico, Lobão tem verdadeira obsessão para deglutir os três porquinhos. Felizmente, para a sorte deles, seus planos nunca dão certo, até porque, muitas das vezes, são ajudados por Lobinho, filho de Lobão, mas bonzinho. Na SARNEYLÂNDIA, uma espécie de Disneylândia de determinado grupo político e que é um lugar onde tudo pode acontecer, os personagens guardam algumas semelhanças, embora com algumas variações. Lobão, por exemplo, é mais centrado, discreto, possui a habilidade própria das raposas na arte da política. Entretanto, possui, sim, o desejo de deglutir os porquinhos, que na SARNEYLÂNDIA, são representados por leões guardiões de palácios. No seu plano para conquistar os leões, colocou o Lobinho no plano.

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Abdon Marinho fala sobre rotina de crimes e impunidade gerada por menores de idade

Abdon Marinho" ROTINA DE CRIME E IMPUNIDADE. A sequência de violência contra a mulher já é algo que não surpreende ninguém. Não há um dia em que não se tenha notícia de um assassinato, de uma agressão, de uma exploração. Em alguns dos nossos escritos já tratamos deste assunto. Aliás essa é uma estatística feita na casa das horas, minutos... Na segunda-feira passada, dois dias após a comemoração ao dia Internacional da Mulher, mais um crime contra uma mulher, uma jovem, adolescente, quase criança de 14 anos, assombrou a sociedade. Assassinada pelo ex-namorado, teve como diferencial apenas a certeza que esse, ficará na impunidade, na eterna impunidade brasileira. Não que muitos outros não fiquem. Essa, aliás é a regra. Só que neste caso, impera a certeza que o criminoso não responderá, como deveria. pelo bárbaro assassinato, cumprirá, no máximo três anos de internação, quando sairá, livre, leve e solto e sem nada na sua ficha criminal. Pois é, como já perceberam estamos falando, mais uma vez, de crimes cometidos pelos nossos já famosos "de menor", esses jovens que sabem tudo, que podem tudo, inclusive matar, torturar, traficar e só não podem responder pelos seus delitos. E usam isso para se tornarem cada vez mais desumanos e cruéis.

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“PROGRESSO” – Análise de Abdon Marinho sobre  artigo de Sarney
Abdon Marinho repõe o conceito de "progresso" e "atraso"

“PROGRESSO” – Análise de Abdon Marinho sobre artigo de Sarney

Abdon Marinho, advogado - direto de sua página, no Facebook Colho da coluna do senador Sarney deste domingo, 17/11/2013, seguinte trecho: "Hoje o Maranhão é uma referência nacional de progresso", trata-se uma afirmação importante, ainda mais vinda de onde vem. Minha educação de interior ensina que se deve respeitar as palavras dos mais velhos, por isso mesmo ao invés de contestá-las com veemência — meu pai já dizia que que tem vergonha, não faz vergonha aos outros—, iremos sopesá-las com o nosso entendimento. Que o Maranhão reúne as condições para atrair investimentos de toda ordem, sabemos desde sempre, o que ignoramos é os motivos de não tê-los atraídos antes. Estes são mistérios insondáveis. É inacreditável, e eu dizia isso ontem no post "o Maranhão fracassou?" que o Maranhão é um desafio à lógica, pois possuindo tantas condições para se desenvolver é um estado atrasado. Hoje o senador afirma que o Maranhão é uma referência nacional em progresso. E eu não vou duvidar, por uma questão de educação das palavras dele, suponhamos que esteja certo, do que nos interessa o progresso se ele não vem junto com melhorias na infra-estrutura das cidades? A Caema explora o sistema de água e esgoto no estado inteiro, em quantos municípios ela já fez alguma rede de esgotos? O Maranhão é um dos estados que possui a menor rede de esgoto do Brasil, acho que capital não tem metade da rede necessária.

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Dr. Abdon Marinho: “Sou deficiente. E daí?”
Advogado Abdon Marinho

Dr. Abdon Marinho: “Sou deficiente. E daí?”

Abdon Marinho* (Já publicado no Facebook) Outro dia cheguei para os meus sócios e fiz uma brincadeira. Disse sério para um deles: "Fulano não quero que você receba mais aqui no escritório determinada pessoa (esclarecimento: essa pessoa é deficiente, como eu). Meu sócio levantou-se assustado e me perguntou: Mais por quê? O que ele te fez? Respondi-lhe: "É o seguinte: fulano tem muitos assuntos com a polícia, vai que resolvem prendê-lo, chegam aqui e prendem o 'aleijado' errado?" Todos que estavam na sala caíram na gargalhada. Conto esse episódio apenas para mostrar que ser deficiente e falar sobre isso não é um tabu na minha vida. Ser deficiente é apenas mais uma das minhas características. Tanto não é tabu que nunca tratei deste assunto. Se o faço agora é porque li por aí que um dos motivos que ensejaram o rei Roberto Carlos, meu cantor favorito, a pedir à Justiça que não fosse divulgada sua biografia seria o acidente que sofrera quando criança, no qual perdeu parte da perna direita. Talvez essa informação não seja verdadeira, uma vez uma de suas mais lindas canções, "O divã", fala do assunto. Em sendo verdade, o rei ainda não saiu do "divã", tampouco superou seus "traumas", mas isso são apenas "detalhes". Vamos ao assunto do texto, efetivamente.

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