Sinproesemma protesta contra o Governo do Maranhão por retirar R$ 23 milhões da Educação
Júlio Pinheiro comanda a reunião que decidiu "fustigar" o governo estadual.

Sinproesemma protesta contra o Governo do Maranhão por retirar R$ 23 milhões da Educação

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) repudia a iniciativa do governo do Estado, que reduziu em mais de R$ 23 milhões a previsão de recursos para a Educação Pública, na mensagem da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2014, enviada para votação na Assembleia Legislativa.

De acordo com a mensagem, o volume de recursos para a educação baixou de R$ 1.616.429,005 (2013) para R$ 1.593.052.187 (2014), um corte de R$ 23,3 milhões, o que representa, segundo o presidente do Sinproesemma, Julio Pinheiro, grande ameaça ao cumprimento dos compromissos do governo, assumidos com a educação para 2014.

“Enquanto o Brasil inteiro luta por ampliação dos investimentos na educação, o governo do Maranhão age de forma contrária, reduzindo investimentos, com cortes significativos, comprometendo o desenvolvimento social do estado, que se destaca por ter a pior escola, na avaliação do Enem, e tem a cidade com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)” ressalta Júlio Pinheiro, que reuniu a direção da entidade, na tarde de

Júlio Pinheiro comanda a reunião que decidiu “fustigar” o governo estadual.

A diretoria do sindicato, reunida, decidiu se insurgir contra o corte dos recursos para a Educação

sexta-feira (25), para definir estratégias de combate à medida do governo.

Ato público

A primeira ação do Sinproesemma de protesto ao corte do governo no orçamento da Educação é um ato público na Asssembleia Legislativa, já marcado para a próxima quarta-feira, 30 de outubro, às 9h, com a participação de educadores de todas as regiões do estado.

“Nesse ato, precisamos reunir um grande número de educadores e pedir o apoio dos deputados estaduais para reverter essa situação, que traz consequências graves à educação. É preciso dar uma resposta ao governo e dizer que não tem como reduzir os recursos da área, que já são poucos. É preciso ampliar os investimentos e não reduzir”, afirma Pinheiro.

“Essa Lei Orçamentária é um sinal de que o governo não irá honrar seus compromissos com a educação no próximo ano. Se o orçamento de 2013, que foi maior, o governo alegou que não tinha condições financeiras de pagar nossos direitos, imaginem em 2014, com esse corte no orçamento”, enfatiza o professor Jean Pierre Siqueira, coordenador da Regional Sindical de Codó.

“É preocupante essa situação. É um problema para o ano que vem, quando a parte maior do acordo firmado com os educadores tem que ser paga. Além de não dar previsão para o pagamento dessa dívida, também não prevê recursos para a realização de concurso público, uma necessidade imediata na rede estadual de educação”, avalia o secretário de Formação Sindical, Dckson Garcia.

Para a secretária-geral do Sinproesemma, Janice Nery, é preciso denunciar em todos os espaços possíveis que nesse orçamento reduzido não está prevista também a construção de escolas de tempo integral, não está previsto o pagamento das progressões dos professores e outras ações de melhoria da qualidade da educação pública, assim como é um ato que contraria o discurso de crescimento, alardeado pelo em suas campanhas publicitárias.

“Temos que denunciar quais são as reais intenções do governo, que destina quase meio milhão a mais para a Infraestrutura, e tira recursos da educação, da saúde e da segurança pública. Com isso, o governo prova que esses setores não são prioridade e que o acordo firmado com o Sinproesemma e homologado na Justiça pode não ser cumprido”, ressalta Nery.

Vale lembrar que o titular da pasta da Infraestrutura é o secretário Luís Fernando, que já foi mencionado na mídia de São Luís como pré-candidato ao governo do Maranhão, na disputa eleitoral de 2014.

A medida de corte no orçamento da Educação e em outras áreas sociais também foi denunciada esta semana pelo deputado Rubens Pereira Júnior (PC do B), em discurso na Assembleia Legislativa, quando tomou conhecimento da mensagem e fez comparativos com o Orçamento de 2013, detectando a redução. (Cláudia Leal/assessoria da presidência do Sinproesemma).

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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