Sílvio de Abreu: “A maioria do público não quer ver beijo gay na televisão”
Sílvio: "Ninguém acorda gay ou deixa de ser gay da noite para o dia"...

Sílvio de Abreu: “A maioria do público não quer ver beijo gay na televisão”

A maioria do público não quer ver beijo gay na televisão”, disse, esta semana, o  ator, diretor, roteirista e autor de telenovelas e telesséries brasileiro Silvio Eduardo de Abreu (São Paulo, 20 de dezembro de l942).  Em suas obras, se tornou famoso por adotar o estilo policial e, por ambientá-las em São Paulo,  onde mora.

Entre suas telenovelas mais famosas estão Guerra dos Sexos, Cambalacho, Sassaricando, Rainha da Sucata, Deus nos Acuda, a próxima vítima, Torre de Babel, Belíssima e Passione.

Sílvio falou ao programa “2 Chopes com…” , do site brasileiro  do Yahoo,  que, semanalmente,  entrevista uma personalidade brasileira, como se os personagens – entrevistador e entrevistado  – estivessem numa animada conversa na  mesa de um bar, tomando chopp gelado. Inicialmente, ele disse que a telenovela continuará sendo o grande fator de entretenimento do público brasileiro. Só acha que os horários que a Globo adota um dia terão que ser alterados, por uma exigência dos afazeres dos telespectadores…

Beijo gay é um assunto muito recorrente e ainda considerado  um tabu em novelas da Globo.. Antes que a pergunta fosse concluída, Sílvio interrompeu:

– Eu não tenho o menor interesse em ver beijo gay. A TV Globo quer agradar o seu público, e já mandou fazer pesquisa sobre isso. E a maioria do público diz que não quer ver [beijo gay em telenovela]. VEJA O VÍDEO

Sílvio aproveitou para falar da polêmica sobre duas personagens lésbicas que ele incluiu em “Torre de Babel”:

– Quando eu fiz “Torre de Babel”, o fato de colocar duas lésbicas em harmonia, achavam que isso ia dar um mau exemplo para as filhas dos telespectadores e que essas filhas poderiam achar que poderiam casar com as amiguinhas. É besteira. O cara que é homossexual é homossexual, não vai ser homossexual por causa da televisão. Isso é bobagem. Ninguém acorda gay, assim como ninguém deixa de ser gay da noite para o dia…

Sílvio falou, ainda, da hegemonia da TV Globo na técnica e na arte de fazer novelas, colocando-a como praticamente insuperável. “A TV Record só vai melhorar suas novelas quando parar de imitar a Globo, e seguir seu próprio caminho”, criticou.   A série “José do Egito”, elogiada por ele, que não copiou a Globo, pode ser o começo  desse caminho – ensinou.

ALGUMAS FRASES DE SÍLVIO

“Diferente do que acontece no Rio de Janeiro, os paulistas não estão acostumados à rotina de ver artistas de novela gravando nas ruas da cidade.”

“Escrever novela é um trabalho de cão. Em dois dias o autor produz um Ben-Hur.” (Em entrevista ao Jornal da Tarde, de São Paulo.)

“O prazer de não ter que se sentar em frente ao computador e ter a cabeça livre para pensar o que se quiser, é inigualável. Sinceramente, não conheço nada melhor, nem sexo. (Sobre o alívio que sente ao finalizar uma novela.)

“Sei que vão me xingar, mas a novela brasileira é mais importante do que o cinema brasileiro. (Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, citado na Revista VEJA, Edição 1936, de 21 de dezembro de 2005.

 

Sílvio: “Ninguém acorda gay ou deixa de ser gay da noite para o dia”…

“A televisão espelha a sociedade. A gente vive numa sociedade de aparências. (Autor de Belíssima, em 2/7/2006, no Domingão do Faustão.)

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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