Segundo a ANP, preço dos combustíveis nas bombas caiu ao seu menor nível em 1 ano

Segundo a ANP, preço dos combustíveis nas bombas caiu ao seu menor nível em 1 ano

NO MARANHÃO E SUA CAPITAL, SÃO LUÍS, MUITOS POSTOS PRATICAM PREÇOS ABAIXO DA MÉDIA NACIONAL

O preço médio da gasolina vendida nos postos do Brasil caiu na semana passada para seu menor nível em um ano e quatro meses, enquanto o etanol e o diesel também recuaram, apontaram dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nesta segunda-feira (24).

Esse preço médio é fruto da variação de preços nos postos. Em São Luís, por exemplo, a maioria dos postos está praticando preços na casa de R$ 3,399, havendo alguns que, fazendo promoção relâmpago, chega a baixar o preço do litro de gasolina para R$ 3,09 que exigem pagamento em dinheiro vivo. Mas há postos, na capital,  que tabelam seus preços  em até 3,70. Cabe ao consumidor se livrar desses  postos.

Na maioria dos municípios do interior do Maranhão, os valores cobrados pelo litro da gasolina, do diesel e do etanol são bem superiores aos da capital, notadamente nos muniípios do médio sertão e região Sul

Em nível nacional, o preço médio da gasolina  caiu 0,3% na semana encerrada em 22 de abril ante a semana anterior, passando de R$ 3,639 para R$ 3,629 o litro. É o menor patamar desde a semana encerrada em 19 de dezembro de 2015, quando o combustível fóssil foi vendido a R$ 3,628.

A queda nos preços dos combustíveis ocorre em meio a uma fraqueza no consumo no Brasil, diante da crise econômica, e também por conta de uma nova política da Petrobras, de reajustes mais frequentes, que resultaram uma queda acumulada das cotações nas refinarias nos últimos meses.

Já o etanol hidratado, concorrente da gasolina nas bombas, no mesmo período, caiu 0,9% na semana passada, para R$ 2,629 por litro, segundo a ANP. O preço do diesel na bomba, por sua vez, caiu 0,1% para R$ 3,015 por litro.b

 (Foto: Arte G1) (Foto: Arte G1)

(Foto: Arte G1)

 

Petrobras elevou preços na semana passada

Em um momento de queda nos preços nas bombas, a Petrobras decidiu na última quinta-feira aumentar o valor do diesel nas refinarias em 4,3% e o da gasolina em 2,2%, em média, a partir da sexta-feira passada.

 Segundo a Petrobras, a decisão foi devido principalmente a elevação dos preços dos derivados nos mercados internacionais, além de ajustes na competitividade da empresa no mercado interno.

Pelos cálculos da Petrobras, se o reajuste for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode subir 2,9% ou cerca de R$ 0,09 por litro, em média, e a gasolina, 1,2% ou R$ 0,04 por litro, em média.

O reajuste mais frequente dos preços dos combustíveis pela Petrobras foi adotado desde que a empresa anunciou em outubro de 2016 sua nova política de preços, que prevê que os valores permaneçam com uma margem positiva em relação à paridade internacional.

A revisão de preços acontece pelo menos uma vez a cada 30 dias.

Desde que a nova política foi posta em prática, a Petrobras elevou os valores da gasolina em duas oportunidades, manteve os preços em outras duas e reduziu as cotações em quatro vezes.

No acumulado desde outubro, a gasolina teve queda acumulada nas refinarias de 3,3%, segundo cálculos da Reuters. No caso do diesel, houve três altas, uma manutenção e quatro reduções, com queda desde outubro de cerca de 4,5%.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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