Revendedores de combustíveis aproveitam o aumento do governo e dão uma de tubarão

Revendedores de combustíveis aproveitam o aumento do governo e dão uma de tubarão

PREÇO DA GASOLINA QUE ERA REVENDIDA AO PREÇO MÉDIO DE R$ 3,00, CHEGA A MAIS DE R$ 3,50 O LITRO. PROCON PROMETE AGIR

No Brasil – e no Maranhão – é assim. De tudo os tubarões se aproveitam para dar uma mordida no consumidor indefeso.

Como se não bastasse a taxação do governo federal em cima dos combustíveis, de 22 centavos para a gasolina e 15 centavos para o diesel, sabidamente para cobrir o rombo da Petrobras com a corrupção, a maioria dos donos de  postos, Brasil a fora, aproveitou e adicionou também, o seu.

Em São Luís e na maioria dos municípios do Estado, o valor da gasolina, a mais consumida, que orbitava em torno de R$ 3,00, logo passou para 3,499 – melhor dizer 3,50 -, ou até mais,  quando o normal seria ficar em R$ 3,22 ou, no máximo, 3,32, para quem já praticava o preço de R$ 3,10.

Na verdade, há muito o consumidor maranhense vem pagando mais caro pela gasolina que coloca em seus automóveis.  E o presidente do Sindicato dos proprietários de postos de combustíveis, Orlando Santos, diz que a entidade não tem autoridade para coibir esses abusos. “Cada dono de posto é livre para colocar o preço que quiser; cada um é que sabe dos seus custos”, costuma dizer para se safar da pressão.

Ontem (2), o diretor do Procon, Duarte Júnior, depois de receber inúmeras reclamações sobre essa garfada no bolso de qualquer um que tenha um automóvel e de visitar alguns postos de combustíveis, notificou o Sindicato que, hoje, já divulgou nota, declarando-se impotente para agir. É intenção do Procon juntar-se à polícia, ao Ministério Público e ao Judiciário para dar um basta nessa prepotência.

Em Teresina, para onde o combustível segue de São Luís, o litro da gasolina sempre foi mais barato que na capital maranhense. O sindicato dos revendedores diz que isso ocorrer porque o governo do Piauí só cobra 17  por cento de ICMS sobre o produto, e, lá, o Estado taxa em 17 por cento. Mas, vem cá, o preço do frete São Luís-Teresina não daria para cobrir essa diferença?

No mais, achamos que a melhor atitude a tomar – já que as autoridades sempre arrefecem o ânimo – é reduzir de forma drástica a gasolina, diesel ou álcool que colocamos em nossos veículos. Só assim, reduzindo o consumo, seria possível “sensibilizar” esses tubarões da economia popular.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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