Reeleito presidente do Conselho de Ética, João Alberto põe mandato de Aécio em xeque

Reeleito presidente do Conselho de Ética, João Alberto põe mandato de Aécio em xeque

Promessa de decisão sobre aceitar ou não representação contra o tucano foi feita pelo senador João Alberto, reeleito hoje para presidir Conselho de Ética

Processo contra Aécio Neves foi apresentado em maio pela Rede e pelo PSOL; Conselho de Ética estava inoperante
Edilson Rodrigues/Agência Senado – 25.8.16

Processo contra Aécio Neves foi apresentado em maio pela Rede e pelo PSOL; Conselho de Ética estava inoperante

Reeleito nesta terça-feira (6) para presidir pelo 12º ano consecutivo o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, o senador João Alberto Souza (PMDB-MA) prometeu que terá um posicionamento em até 24 horas sobre a admissibilidade de representação contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

A ação que pede a cassação do mandato de Aécio Neves foi protocolada no último dia 18 de maio pela Rede Sustentabilidade e pelo PSOL , que se basearam na divulgação do conteúdo da delação do empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS. Naquele momento, no entanto, o Senado estava com o Conselho de Ética desativado, uma vez que os integrantes do colegiado ainda não haviam sido indicados pela maioria dos blocos parlamentares.

Caso a representação seja  admitida, o próximo passo será a designação do relator da matéria. De acordo com o regimento do Senado, o presidente do conselho deve designar o relator em até três dias úteis, mediante sorteio entre os membros do órgão.

O Conselho de Ética é composto de 15 senadores titulares e outros 15 suplentes, eleitos para mandato de dois anos, e pelo corregedor, que é considerado um membro nato.

“As razões para a cassação do mandato são os notórios acontecimento revelados”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ao entregar a representação contra Aécio no Conselho de Ética, no mês passado. “São os notáveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e obstrução da Justiça. Entendemos que não existe condição alguma para que ele continue [Aécio] exercendo a função de senador.”

Aécio e Joesley Batista

Afastado do mandato como senador por decisão do Supremo Tribunal Federal ( STF ), Aécio pediu R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista para arcar com a sua defesa em processos da Operação Lava Jato. O candidato derrotado na eleição presidencial de 2014 alega que não houve irregularidade no pedido dos recursos.

Ainda assim, o episódio motivou denúncia apresentada na semana passada pela Procuradoria-Geral da República (PGR)  ao Supremo. No documento de 80 páginas, o procurador-geral, Rodrigo Janot, acusa Aécio de cometer os crimes de corrupção e tentativa de obstrução à Justiça.

Para Janot, o pagamento representa “vantagem indevida” e que Joesley Batista recebeu “contrapartidas em razão da função parlamentar” desempenhada por Aécio Neves.

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Fonte: Último Segundo – iG 

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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