Polícia retira usuários de drogas da feira da Cidade Operária. E dos semáforos, quando vai ser?

Polícia retira usuários de drogas da feira da Cidade Operária. E dos semáforos, quando vai ser?

Há muito, a população de São Luís reclama da aglomeração de usuários de drogas nos logradouros públicos e, principalmente nos sinais de trânsito da cidade. Os  dos retornos da Forquilha, do São Francisco, da Avenida Kennedy são os mais notórios. Sob a desculpa de limpar para-brisas, os drogados cessam e peneiram nesse locais. Muitos agridem quem passa em seus automóveis, quando alguém se recusa a aceitar o “serviço” ou não dispõe de dinheiro vivo para “pagar”…

A decisão de retirar dezenas de usuários de drogas da feira da Cidade Operária não partiu do Ministério Público ou do Judiciário, através dos seus setores competentes: as polícias Militar e Civil, de tanto ouvir queixas, resolveram agir, através  do major Aritanã. Encheram um ônibus e “despejaram” no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Monte Castelo, gerido pela Prefeitura de São Luís.

Mas essa é uma ação isolada. Os poderes executivos do Município e do Estado, o Ministério Público Estadual, o Poder Judiciário, através de suas varas específicas,  têm  responsabilidade e autoridade para solucionar  esse problema que vem crescendo e envergonhando a cidade.

Ao contrário, cada dia surge mais um “ponto” dos usuários de drogas. Ainda há poucos dias, eles ocuparam o sinal em frente ao Shopping da Ilha, no Maranhão Novo. É como se houvesse um plano para atuar em toda a capital.

O major  PM Aritanã é que não pode, sozinho, decidir resolver um problema que não é de sua alçada.  Mesmo sendo  aplaudido pela atitude que tomou, em nome da comunidade. Afinal, pensa ele, alguém tem que fazer alguma coisa…

 A operação

A ação conjunta das polícias Militar e Civil retirou das ruas, nesta quarta-feira (6), todos os usuários de drogas que circulavam na área da feira do bairro da Cidade Operária, em São Luís.

Nos últimos meses, segundo feirantes e vigias do local, muitos usuários de drogas ocupavam um galpão. Até colchões velhos havia no espaço, entre as estruturas de concreto para armazenamento e exposição de produtos.

“A partir do momento que recebemos a reclamação das pessoas, resolvemos juntar esforços e fazer uma operação conjunta para restabelecer a paz nas imediações da feira”, explicou o major Aritanã, comandante do Batalhão da Cidade Operária.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Este post tem 2 comentários

  1. Marcelo Costa

    O caps que fez esta operação não e da prefeitura até porque o da mesma nem está funcionando, foi o do estado e a décima operação com a retirada de mais 50 pessoas da situação de rua

    1. Pelo que sei, o CAPS do Monte Castelo (o que fica na Rua Raimundo Correa) é administrado pela Prefeitura. A não ser que tenha, no mesmo bairro, alguma dessas unidades pertencente ao Estado que eu desconheça. O que defendi é que operações desse tipo – usuários de drogas, por mais que aporrinhem a sociedade, são seres humanos – sejam orientadas pelo Ministério P´bulico, através da promotoria competente, em conjunto com as instituições afins dos poderes Executivo e Judiciário. Além, é claro, do indispensável apoio das polícias Civil e Militar.

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