Pesquisas – Principal adversário de Dilma é mesmo o desejo por mudanças
Dilma: largando bem nas pesquisas, mas a corriga é de chegada...

Pesquisas – Principal adversário de Dilma é mesmo o desejo por mudanças

Apesar de ter subido dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, do próprio Data Folha, a rodada divulgada domingo não acrescenta muito ao que os analistas mais calmos vêm dizendo: é cedo para  comemorar. A petista está em recuperação, já que os movimentos populares de rua deste ano a colocaram na lona. Foi um susto e tanto, o que a obrigou a vir adotando uma série de eventos para se  restabelecer, a maioria de caráter bem populista, como autorizar o financiamento de eletroeletrônicos para os mutuários do “Minha Casa Minha Vida”.

A petista tem, no principal cenário do Data Folha, 47% das intenções de voto;  Aécio Neves (PSDB) ficaria com 19%, e Eduardo Campos (PSB), com 11%.  Dilma oscilou dois pontos para cima; o tucano, dois para baixo, e Campos caiu 4.

Quando é Marina Silva a candidata do PSB, Dilma fica com 42%, a ex-senadora obtém 26%, e o tucano, 15%. Neste cenário,  a petista sobe 3 pontos, Marina cai 3%, e Aécio oscila dois para baixo. A soma dos adversários chega a 41 pontos, contra 42 de Dilma, daí a maioria das manchetes dizerem que  a presidente se reelegeria no primeiro turno.

 

Tanto nesta pesquisa do Data Folha, como na última do Ibope, divulgada há uma semana, os institutos levantaram um componente que, se  é preocupante para a candidata do Palácio do Planalto, é o combustível que faz pulsar a candidatura dos adversários. Chama-se desejo por mudanças,  apontado por mais de 50 por cento dos entrevistados.

Independente dos fatos políticos protagonizados pela presidente da República, ela esteve em superexposição em novembro, ao contrário dos adversários, o que justifica a pequena subida. Isso é natural: quando Campos conseguiu chamar Marina para o PSB, após o fracasso do Registro do Rede Sustentável, estes dois subiram imediatamente nas intenções de voto, resultado de suas inserções na mídia.

Dilma ainda terá de sustentar que é capaz de conduzir bem a economia, o que não vem conseguindo, e provar que o escândalo do Mensalão nada tem a ver com ela e com o seu padrinho e fiador político, Lula da Silva, tarefa quase impossível…

Esse dois temas, esmiuçados à exaustão,  serão o carro-chefe da campanha dos adversários. Quando todos os candidatos tiverem oportunidades iguais de falar para os eleitores brasileiros pelo rádio, televisão, jornais e mídias sociais. É aí que a porca torce o rabo.

No Maranhão, o Jornal Pequeno divulgou,  domingo, pesquisa em que Flávio Dino aparece com 55,5% das intenções de votos, contra 16,54 de Luís Fernando e 8,15% de Eliziane Gama. Aqui a história é outra, motivo para outro

Dilma: largando bem nas pesquisas, mas a corriga é de chegada…

comentário.

 

Datafolha 1º de dezembro A e Búltima

 

Datafolha 1º de Dezembro C e D

Datafolha 1º de dezembro E

Segundo turno
O segundo turno, para Dilma, seria tranquilo. A menor diferença seria para Marina (12 pontos); a maior, para Campos: 36. Em relação a Aécio, abriria 30; contra Serra, 26, e 24 no enfrentamento com Barbosa.

Datafolha 1º de dezembro segundo turno

Por Reinaldo Azevedo

Datafolha 1º de dezembro avaliação

 

Datafolha 1º de dezembro regiões e renda

 

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Deixe uma resposta