Perigo! A reserva do Batatã pode secar e deixar 25 bairros sem água
Reserva de água do Batatã está em nível crítico

Perigo! A reserva do Batatã pode secar e deixar 25 bairros sem água

Em meio aos movimentos que eclodem pela cidade em protestos contra a falta d’água, ainda vem a notícia de que a represa do Batatã está com os dias contados e pode desencadear a pior crise no abastecimento de água da história de São Luís.

Até o final de outubro, o reservatório situado dentro do Parque Estadual do Bacanga, o Batatã, estará completamente seco. A previsão  é de Inácio Amorim, supervisor de Gestão das Unidades de Conservação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (Sema)

Segundo Inácio, tudo é  consequência das  condições climáticas, da alta demanda de água e das  ações do próprio homem, que provocou o assoreamento do lago com o  excesso de ocupações do seu entorno – mostra ele, em matéria de O Imparcial on line.

Reserva de água do Batatã está em nível crítico

Apesar da situação, o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), João Reis Moreira Lima, afirmou que o investimento no sistema de águas subterrâneas – poços artesianos – e o processo de modernização dos três sistemas de produção serão suficientes para que a cidade não padeça mais com o problema de falta d’água ou pelo menos diminuirá o racionamento feito na maioria dos bairros da ilha.

Ele garantiu que ainda  em 2013 os cinco poços dos sistemas Sacavém e Paciência estarão em atividades,  o que provocará o aumento no sistema de produção e distribuição de água da capital. “A Caema está trabalhando nos três grandes sistemas: Italuís, Sacavém e Paciência. Com relação ao Sistema do Sacavém,  já perfuramos cinco poços e estamos perfurando mais um para melhorar a produção de água. O sistema paciência também teve a perfuração de cinco poços, e  acredito que até dezembro ou janeiro já esteja em operação”, afirmou.

Moreira Lima prevê que,  com  a reforma do Italuís  vai haver um aumento na produção de água suficiente para resolver o problema de distribuição a partir de março de 2014. Se houver racionamento, acredita ele, isso vai ocorrer  onde se localizarem  os  poços isolados. “Onde existe um sistema integrado é muito difícil haver racionamento”, sustentou completou.

Águas subterrâneas em risco

Já os poços artesianos vistos como uma alternativa para o problema no abastecimento de água, não são a solução,  na visão do supervisor de gestão das unidades de conservação da Secretaria de Meio Ambiente, Inácio Amorim.

Ele explica que, com  a grande demanda, as águas dos poços artesianos acabam secando após um tempo, e o espaço vazio que antes era ocupado por água doce começa a receber água salgada. “É assim que acontece a salinização dos poços artesianos. Para isso não ocorrer, é necessário fazer o teste de vazão do poço no momento da perfuração. Só através disso é possível verificar a quantidade de água que poderá ser retirada diariamente do poço”, observou Inácio Amorim. Ele  ainda alertou para a possibilidade de as águas subterrâneas acabarem por causa da grande quantidade de poços.

A perfuração deve seguir normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o que nem sempre ocorre. Sem a utilização das técnicas, aumenta a chance de contaminação do lençol freático, inutilizando a água. Outro fator que também contamina os lençóis subterrâneos é a presença de lixões e esgotos estourados próximo às reservas de água:
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– A Secretaria de Meio Ambiente tem vários projetos para evitar isso. Um deles visa  frear as ocupações irregulares que contribuem para a redução da capacidade hídrica. Outra será o reflorestamento das áreas assoreadas,  com o intuito de voltar a favorecer a reserva dos lençóis freáticos.

Os bairros abastecidos pelo Batatã (Sistema Sacavém) e que correm risco de ficar sem água são: Centro, São Pantaleão, Madre Deus, Goiabal, Codozinho, Vila Bessa, Belira, Lira, Areinha (parte), Macaúba, Apicum, Camboa, Vila Bangu, Diamante, Vila Passo, Corea de Baixo e Corea de Cima, Sítio do Meio, Alto de Boa Vista, Retiro Natal, Liberdade, Tomé de Sousa, Fé em Deus, Floresta, e parte do Monte Castelo.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Este post tem um comentário

  1. Raimunda

    Roseana tem poço arteseano em casa e está se lixando para os pobres mortais que estão ralando pra beber e tomar banho.

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