O povo na rua! Grupos anti-Dilma iniciam onda de atos de olho na queda da presidente em 2015

O povo na rua! Grupos anti-Dilma iniciam onda de atos de olho na queda da presidente em 2015

Principais organizadores dos protestos pelo impeachment fazem primeira grande manifestação em dia de semana na capital paulista e devem montar acampamento em frente ao Congresso Nacional

Alguns movimentos, como o Vem Pra Rua, pedem o Impeachement de Dilma Rousseff
Pablo Kennedy/Futura Press

Alguns movimentos, como o Vem Pra Rua, pedem o Impeachement de Dilma Rousseff

Com o objetivo de derrubar Dilma Rousseff o quanto antes da Presidência da República, movimentos que têm comandado vários protestos contra a petista voltam a promover manifestações mais de dois meses após seu último grande ato, realizado em agosto.

É a primeira vez que esses grupos, representados pelo Vem Pra Rua e pelo Movimento Brasil Livre (MBL), convocam um grande protesto para um dia de semana – inclusive sempre criticaram aqueles que costumam fazê-los, especialmente grupos de esquerda como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e sindicalistas, justificando que dias úteis são para trabalhar.

Convocado pelo Vem Pra Rua e com o apoio do MBL, o principal dos atos, em São Paulo, terá concentração no Largo da Batata, zona oeste da cidade, a partir das 18h desta segunda-feira (19). De lá, a manifestação segue em passeata – outra tática que os grupos anti-Dilma não costumam adotar, mas amplamente usada pelos movimentos de esquerda. Protesto semelhante ocorrerá no Recife, no mesmo horário, em frente ao Hospital da Restauração.

“O que nós esperamos agora é que, na terça-feira (20), o novo pedido de impeachment seja encaminhado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ao Plenario. E que ele seja encaminhado integralmente”, disse Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua, ao convocar o ato.

Mais uma vez assinado por Hélio Bicudo, co-fundador do PT, o novo pedido, protocolado na semana passada na Câmara, inclui as chamadas “pedaladas fiscais” de Dilma praticadas também no segundo mandato, devido a exigências do Supremo Tribunal Federal – o anterior só incluía irregularidades da petista até o fim de 2014.

“O que a população espera e exige é o impeachment hoje. E o impeachment, como mostra este documento, é legalmente amparado, caracterizando crime de responsabilidade. Então, a partir desta véspera [em que o grupo espera pelo despacho de Cunha], vamos às ruas de todo o Brasil”, afirma Chequer.

Movimentos vão montar acampamento em frente ao Congresso Nacional
Edilson Rodrigues/Agência Senado – 7.10.15

Movimentos vão montar acampamento em frente ao Congresso Nacional

O MBL também convocou ato de pressão aos deputados federais, mas diretamente em Brasília. A partir desta segunda-feira (19), o grupo promete acampar por tempo indeterminado em frente ao Congresso Nacional com suas principais lideranças – que recentemente comandaram uma marcha à capital federal vinda da capital paulista. O movimento Revoltados Online promete se juntar a eles na outra semana.

“Se a gente virar o ano com a Dilma Rousseff no poder, o Congresso vai se remodelar, com a possível saída do Eduardo Cunha, e podemos ver a porcaria do Lula e da Dilma se fortalecendo […] Afinal, vocês querem ser uma Venezuela ou um país com padrão europeu ou dos EUA?”, falou, em tom indignado, Renan Santos, co-fundador do MBL, em vídeo de convocação para o ato no Distrito Federal.

Em comum no discurso de todos os grupos está o aumento de pressão para que seus seguidores lhes deem mais apoio financeiro e, principalmente, nas ruas – dos três grandes protestos contra a presidente em 2015, de longe o maior deles foi o primeiro, lá no início do ano, no mês de março.

“Se você acha que vai ajudar dando like, não vai. Se não pode ir [a nenhum dos atos], doe dinheiro. Se não tem dinheiro, se vira pra ir […] Estejam conosco em Brasília, nós lhes daremos estrutura. Mas não sejam covardes, porque nós lembraremos de todos vocês que não estiveram conosco neste momento tão importante. Todos os movimentos fazem o papel deles. Quero saber qual é o seu papel nesta história.”

FONTE: iG

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Este post tem um comentário

  1. João Carlos

    Não derrubarão, pois não tem competência alguma esse povinho medíocre da elite brasileira.

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