O óbvio – A morte de Eduardo Campos muda, sim, o rumo  da corrida presidencial
De como essa unidade poderá influir na sucessão presidencial, com a morte de Eduardo Campos?

O óbvio – A morte de Eduardo Campos muda, sim, o rumo da corrida presidencial

 

Gerson Camarotti

 

Ainda não é possível fazer uma previsão sobre os desdobramentos da morte de Eduardo Campos na corrida presidencial. Mas, com segurança, podemos afirmar que a tragédia causará uma reviravolta na disputa pelo Palácio do Planalto.

Os adversários diretos de Campos – Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) – interromperam suas respectivas campanhas. A perplexidade também tomou conta tanto de petistas e tucanos, que reconhecem que a morte do presidenciável socialista pode causar um reflexo imprevisível na eleição.

De como essa unidade poderá influir na sucessão presidencial, com a morte de Eduardo Campos?

E apesar de Marina Silva ser apontada internamente como o nome natural para assumir a candidatura presidencial, o PSB vai respeitar o luto para só depois iniciar um debate interno sobre o assunto.

Em terceiro lugar nas pesquisas, Eduardo Campos e Marina Silva apostavam no discurso da nova política para quebrar a polarização da disputa presidencial entre PT e PSDB.

Mas a morte precoce de uma liderança política emergente já causa um sentimento de consternação coletiva no país. Por isso mesmo, ainda é cedo para saber como o principal ator político dessa campanha vai reagir: o eleitor.

Será preciso aguardar esse momento de luto para decantar um pouco mais o cenário político. E só então avaliar como o eleitorado vai se posicionar depois dessa tragédia. Mas uma coisa é certa: a morte inesperada de Eduardo Campos muda o rumo da sucessão presidencial.

 

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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