O mundo continua a chorar a morte de Gabriel Garcia Marques. México prepara homenagem
O mundo se rende a Gabriel, na vida e na morte...

O mundo continua a chorar a morte de Gabriel Garcia Marques. México prepara homenagem

O mundo da literatura e vários fãs lamentam  a morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez, que faleceu na quinta-feira (17) no México, em meio ao segredo da família sobre o destino das cinzas.

O corpo do Nobel de Literatura, falecido aos 87 anos, será cremado em uma cerimônia privada, informou a família em um breve comunicado.

Diante da casa do escritor, no bairro de Pedregal, zona sul da Cidade do México, ainda recebia convidados na manhã de hoje e tinha a proteção de uma viatura policial.

As flores, livros, doces e outros presentes deixados na quinta-feira (17) por fãs já foram recolhidos.

Em total privacidade, a família recebeu na noite de ontem alguns escritores mexicanos como Héctor Aguilar Camín, Ángeles Mastretta e Xavier Velasco, assim como amigos e parentes.

A viúva, Mercedes Barcha, e os filhos Rodrigo e Gonzalo decidiram que não acontecerá uma cerimônia fúnebre de García Márquez na funerária para a qual o corpo foi levado.

Sem notícias sobre o local de repouso das cinzas do pai do realismo mágico, o México prepara uma homenagem para segunda-feira (21) no emblemático Palácio de Belas Artes.

O mundo se rende a Gabriel, na vida e na morte…

Ao mesmo tempo, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ofereceu à família de García Márquez todo o apoio necessário caso desejem uma homenagem no país, que decretou três dias de luto nacional pela morte “do maior colombiano de todos os tempos”.

A família tampouco revelou oficialmente as causas da morte.

“Os médicos anunciarão posteriormente, suponho”, se limitou a declarar Jaime Abello, diretor da Fundação Novo Jornalismo Ibero-americano (FNPI) — fundada e presidida por García Márquez —, que acompanhou María Cristina García, diretora do Instituto Nacional de Belas Artes, na leitura do comunicado da família.

O também célebre jornalista recebia atendimento médico em casa desde que, em 8 de abril, havia recebido alta do hospital no qual permaneceu internado oito dias por pneumonia. O jornal mexicano El Universal informou que o autor sofreu uma recaída e expansão do câncer linfático diagnosticado há 15 anos.

A morte de um dos autores mais universais da história da língua espanhola provocou muitas homenagens e mensagens de pêsames de colegas, políticos e admiradores.

“Desde Cervantes não havia existido um autor que conectasse de maneira tão ampla com o castelhano”, afirmou o escritor mexicano Juan Villoro.

Villoro, um dos professores de jovens jornalistas na FNPI, também ressaltou o valor da obra jornalística do Prêmio Nobel.

— Só um jornalista como García Márquez poderia ter feito a cobertura de uma notícia como sua morte.

Na Europa, as homenagens também foram intensas.

Mariano Rajoy, primeiro-ministro da Espanha, enviou um telegrama no qual expressava em nome do país o “mais sincero afeto e admiração pelo escritor imprescindível e mais universal da literatura em espanhol da segunda metade do século XX”.

O presidente francês, François Hollande, recordou a figura de García Márquez tanto pelo “impacto universal” de sua obra literária como por seu combate “contra o imperialismo” no trabalho jornalístico.

— Com García Márquez desaparece um gigante da escrita, que deu projeção mundial às representações imaginárias de todo um continente.

Para o presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Barroso, Gabriel García Márquez foi uma “voz da América Latina que virou uma voz de nosso mundo”.

— Sua imaginação nos tornou mais ricos e sua morte nos deixa mais pobres.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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