O 4º Poder – Em meio à polêmica, Data M conquista a confiança do maranhense nas pesquisas

O 4º Poder – Em meio à polêmica, Data M conquista a confiança do maranhense nas pesquisas

POR EUGÊNIA BRANDÃO

Da Redação / O 4º PODER

Nunca se discutiu tanto, no Maranhão, sobre credibilidade e divulgação de pesquisas eleitorais, como nestas ultimas eleições. A polêmica ocorreu quando foram questionadas as sondagens feitas pelos institutos de pesquisa que apresentavam em seus resultados números bastante divergentes. Nem sempre os resultados das pesquisas se igualam aos obtidos após as eleições.

As pesquisas contratadas por alguns veículos de comunicação e entidades privadas, aliadas ou não, aos principais candidatos ao governo do Maranhão, apresentaram diferenças gritantes em seus resultados, acalorando na discussão.

Essa diferença entre o resultado fictício e o real pode ser atribuída a erros amostrais ou não-amostrais (margem de erro), que, teoricamente, não deveriam ser responsáveis pela não conformidade entre as previsões e os resultados das urnas. Aqueles que são contra a divulgação de pesquisas, costumam afirmar que as sondagens refletem, de uma forma geral, na opinião pública. Também são questionadas as proporções democráticas a serem consideradas como as relações homens e mulheres, pobres e ricos ou jovens e velhos.

Por outro lado, as pesquisas eleitorais dão um panorama prévio dos possíveis resultados, fazendo uso de uma ferramenta sociologicamente correta, a amostragem.

Nos dias atuais não há espaço para campanhas eleitorais, ou mesmo para campanhas publicitárias de qualquer produto, ou qualquer serviço, feitas às cegas, baseadas apenas na sempre discutível “experiência”, na intuição e na improvisação. Hoje não mais se concebe uma campanha que não possua um conhecimento preciso das opiniões e sentimentos dos eleitores, ou do consumidor e do acompanhamento das flutuações daquelas opiniões.

Nas ultimas eleições realizadas no Maranhão, as pesquisas, ou, pelo menos, os seus resultados, foram bastante questionados por profissionais de imprensa e pelos próprios políticos, o que chegou a gerar uma enorme polêmica sobre a credibilidade das empresas especializadas neste ramo e seus métodos de trabalho.

A pesquisa política possui os instrumentos técnicos adequados para identificar as propostas aprovadas pelos segmentos decisivos do eleitorado, de cujo apoio depende a vitória. Além disso, proporciona à campanha as informações necessárias para definir o seu eixo estratégico, permitindo-lhe então utilizar, com a maior eficiência possível, os sempre limitados recursos de que dispõe.

Uma campanha eleitoral moderna deve, sempre que possível, ter um programa completo de pesquisas – quantitativas e qualitativas – correspondendo às suas diferentes fases.

Até certo tempo, no passado não tão distante, empresas de comunicação contratavam institutos de pesquisa de fora do Estado para realizar a pesquisa ao gosto de quem bancava os custos, ou seja, dos próprios candidatos. Como não havia compromisso do instituto com o Estado e sua gente, ficava somente o rastro de um trabalho malfeito, que poderia, quem sabe, ser consertado na próxima eleição.

Este comportamento mudou e os veículos de comunicação sabem que contratar institutos de pesquisas suspeitos ou divulgar pesquisas fora da realidade pode resultar em prejuízos para a imagem veículo. Hoje, em meio ao turbilhão de informações envolvendo jornais impressos, emissoras de rádio, televisões, portais de notícias, blogs e mais blogs, existe um fator importante e que não passa despercebido pelos consumidores da informação: “A credibilidade”. No meio de todo este excesso de informação, os leitores sempre buscam informações sérias, em veículos de comunicação que inspirem credibilidade.

INSTITUTO DATA-M  FOI MUITO CRITICADO, MAS ACERTOU TODAS. NA MOSCA…

data-m-logo-300x111Jornais impressos, colunistas, blogueiros, radialistas e, até, personalidades políticas, criticaram todas as pesquisas realizadas pelo Instituto Data-M, que foram contratadas pelo jornal Atos e Fatos, para avaliação das intenções de votos nas ultimas eleições onde, entre outros, o comunista Flávio Dino (PCdoB) saiu vitorioso, confirmando os números apresentados pelo Data-M.

Veículos de comunicação em todo o Maranhão criticaram duramente o Instituto Data-M, tentando fazer com que a população desacreditasse nos números apurados e divulgados no jornal Atos e Fatos. Mais que isso, a credibilidade das pesquisas de intenção de votos e dos institutos que as realizaram foi claramente questionada. Naquele momento, o eleitor Maranhense teve dúvida.

Na Câmara de São Luís e na Assembleia Legislativa, parlamentares usaram as Tribunas dos respectivos parlamentos com discursos extremamente críticos contra o contratane (Atos e Fatos) e o contratado (Data-M), tentando ridicularizar os números apresentados e divulgados à sociedade maranhense.

Mas o Data-M mostrou a competência de seus profissionais e fez calar a todos os acusadores, quando no final da apuração, a verdade se fez verdade e os números foram literalmente confirmados.

Ao termino do processo eleitoral, ficou comprovado que o Data-M foi um dos poucos institutos a acertar em praticamente todas as pesquisas eleitorais que realizou no Maranhão em 2014.

Alguns jornalistas usaram de suas colunas e blogs para publicar notas de retratação, reconhecendo a eficiência do Data-M durante o processo eleitoral.

OS NÚMEROS DATA-M EM 2014

AGOSTO – Após o início do horário eleitoral nas emissoras de rádio e televisão, o candidato da coligação Todos Pelo Maranhão, Flávio Dino, abriu 35 pontos de diferença sobre o segundo colocado. Flávio alcançava, na época, 57,8% das intenções de voto, contra 23,1% do candidato da família Sarney, Edinho Lobão. Dos demais candidatos, Zé Luis Lago (PPL) pontuava 1%; Josivaldo (PCB) teve 0,9%; Pedrosa (PSOL), 0,4%; e Saulo Arcangeli (PSTU), 0,3%. Cerca de 10% disseram votar em branco e nulo. Somente 6,4% dos eleitores estavam indecisos. A pesquisa Data-M foi contratada e divulgada pelo jornal Atos e Fatos e ouviu 1.500 pessoas, entre os dias 21 a 24 de agosto. A pesquisa foi registrada no TRE sob a inscrição 037/2014. A margem de erro do questionário era de 3 pontos para mais ou menos.

SETEMBRO – Outra pesquisa Data- M, também, encomendada pelo jornal Atos e Fatos, que foi divulgada no dia 10 de setembro e apontava que  Flávio Dino ampliava a vantagem na disputa pelo Governo.

Dos candidatos que se enfrentaram pelo Governo maranhense, Flávio Dino continuava na liderança com 58,2% da preferência dos entrevistados, mais que o dobro do segundo colocado, Lobão Filho, que tinha apenas 24,6%, Zé Luis Lago aparecia com 0,5%, enquanto Prof. Josivaldo, Saulo Arcangeli e Pedrosa empatavam em 0,3% cada. Os votos em branco ou nulo totalizavam 6,2% e os que não quiseram opinar 9,5%.

SETEMBRO – Outra pesquisa Data-M, publicada em 27 de setembro, mais uma vez, contratada e publicada pelo jornal Atos e Fatos, mostrava que o candidato Flávio Dino continuava a ampliar a vantagem sobre o segundo colocado e, naquele momento, estava com 40 pontos na frente. Faltava apenas uma semana para o dia da eleição, e o resultado da pesquisa antecipava a vitória de Flávio Dino no primeiro turno.

O levantamento mostrava que Flávio Dino subia de 56,3% para 59,9%. O segundo colocado, Edinho Lobão, caia de 27,5% para 19,9%.

Antonio Pedrosa (PSOL) tinha 0,7%; Josivaldo (PCB) e Zé Luis Lago (PPL) apareciam com 0,6% cada; e Saulo Arcangeli (PSTU) apresentava 0,5%. Brancos e nulos somaram 7,2%; e 10,7% não souberam responder ou não responderam.

A pesquisa ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios maranhenses. A margem de erro foi de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o número 0057/2014.

O RESULTADO – Com 100% das urnas apuradas, o candidato do PC do B obteve 63,52% dos votos válidos, contra 33,69% de seu adversário peemedebista. Na disputa pelo Senado, a vitória foi de Roberto Rocha (PSB), que conseguiu se eleger com 51,41% dos votos válidos. Exatamente o que apontou a pesquisa Data-M / Atos e Fatos.

resultado eleição

CONQUISTA DA CREDIBILIDADE

O resultado das eleições deste ano, no Maranhão, serviu não somente para mostrar a seriedade e competência do Instituto Data-M, comandado pelo jornalista José Machado. Foi muito mais além.

O Data-M, diante de todas as acusações e críticas, ao ser a única empresa do ramo a acertar em todas as sondagens, consequentemente conquistou o respeito e restabeleceu a confiança dos eleitores e contratantes do mercado das pesquisas.

SOBRE O DATA-M

José Machado

José Machado

O Instituto Data M já existia, em 2003, quando ganhou o “3” – Data M3 – novo nome de fantasia e a nova firma M. M. Machado e o CNPJ 05.833.992/0001-51.

Como muitas empresas que nascem micro, sua sede foi registrada tendo como local o endereço residencial do fundador, José Machado, no Cohatrac IV.

Aos poucos o trabalho foi ficando maior e a Data-M teve que buscar um novo local para escritório de treinamento, entrega e recebimento de questionários e hoje está montada na Rua C, Quadra 4, casa 12 – Parque Atenas II – Cohajap.

“Empresa de pesquisa no Maranhão, com honrosas exceções, tipo aquelas que ganham contratos no setor público, trabalha muito mesmo somente em ano de eleição, o que a força terceirizar a maior parte do trabalho. Daí a dificuldade que muitas têm para se manter abertas, esperando o próximo pleito”, explica Machado.

Além do jornalista José Machado, graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão, o Data-M conta com profissionais como a fonoaudióloga Mayara Moraes Machado Soares, o comunicólogo José Machado Júnior, o matemático e engenheiro civil João Moraes Filho, além da estatística Eulina Silva Santos e a Sra. Maria Leudimar Teixeira Silva, estas duas últimas sempre dando força o ano inteiro. Recentemente, incorporou-se ao Data M o recém-graduado em Relações Internacionais, pela UNIPAMPAS-RS, Eduardo Augusto Moreira Machado.

“No Brasil, salvo as gigantes do mercado, pouca gente ganha muito dinheiro com pesquisa de opinião. Mas pesquisa é a melhor forma de distribuição de renda: o dinheiro arrecadado com os contratos é distribuído com o entrevistador, o coordenador, o pessoal da conferência, a telefonista, o motorista, o estatístico. Consome-se: gasolina, hotel, papel, computador, tinta, dezenas de milhares de cópias, camisetas, crachás, lapiseiras, pranchetas. E pagam-se impostos”, desabafa o fundador do Data-M.

Da Redação, com informações do Amazonas Atual e Folha de S.Paulo

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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