#MeuPrimeiroAbusoPolicial: relatos sobre abordagens violentas da polícia

#MeuPrimeiroAbusoPolicial: relatos sobre abordagens violentas da polícia

 

Campanha trata da violência policial que está sobretudo na rotina daqueles que vivem nas periferias

FELIPE BETIM/EL PAÍS

 

Policial em ação na cracolândia, em São Paulo.
Policial em ação na cracolândia, em São Paulo. FERNANDO BIZERRA JR EFE

O primeiro abuso policial sofrido por Raull Santiago aconteceu há 20 anos, quando ele tinha apenas 8 anos. Segundo conta em perfil no Facebook, seu pai lhe havia dado umas moedas para comprar doces. Ele saiu então correndo pelos becos do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, para chegar à “lojinha” do seu Manoel. “Ao sair de um beco para o outro, bati de frente com vários policiais na pracinha que fica no alto do beco do peixeiro. Me mandaram encostar aos gritos, falando que eu estava indo ver se eles estavam ali para informar aos vagabundos, como eles falam. Me deram um tapa no pescoço e eu, tremendo, disse que ia comprar bala. Abri a mão mostrando as moedas e um deles me deu um tapão na mão, derrubando todas elas”, conta ele, que hoje é ativista do Papo Reto, um coletivo de comunicação independente composto por jovens dos Complexos do Alemão e Penha.

O movimento encorajou Tulio Augusto Custodio a narrar a violência que sofreu quando estava completando 20 anos, em setembro de 2004. Havia deixado um show no Pacaembu, na zona oeste de São Paulo, com um amigo e dirigia para a casa de outro amigo, que morava na rua Oscar Freire – uma das vias mais nobres da cidade –, para continuar celebrando a data. Como fazia frio, Tulio levava uma blusa e uma toca. Andava devagar, até que uma viatura da polícia encostou perto. “Em menos de 5 segundos eles gritaram ENCOSTA! Saíram com duas armas apontadas para mim. Enquanto um me revistava, outro ficava com a arma apontada na minha cabeça. Acho que foi uma das vezes que mais tremi na vida…”, conta Tulio no Facebook. “Quando mostrei minha carteirinha de aluno da USP (entendi como uma ‘carta de alforria’ da minha perigosa condição de negritude pré assumida), eles me soltaram, e disseram: ‘Não fique andando pela região que está havendo muitos assaltos. Cuidado. Ah e feliz aniversário. Não precisa tremer, estamos aqui para te proteger'”.

Tulio finaliza seu relato dizendo que nunca mais andou de toca nas ruas e opina: “O conceito de liberdade estética é um pouco mais delimitado para nós negros”. A maioria dos relatos encontrados na Internet são de homens, jovens, negros e moradores das periferias de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Este é o perfil não apenas das principais vítimas de homicídios no Brasil, mas também dos que mais sofrem com a violência policial, segundo várias pesquisas sobre o tema. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2016, um dos estudos mais recentes, afirma que nove pessoas são mortas todos os dias pelas polícias brasileiras.

Julio Cesar Fernandes Neves, ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, explica que a Ouvidoria acompanha as denúncias nas redes sociais e as que saem na imprensa. Mas ressalta que o relato deve ser muito consistente para que seja enviada às corregedorias. “Somos uma equipe pequena, de 13 pessoas. Não teríamos condições físicas para encaminhar todas”. Isso significa, segundo admite, que se essas pessoas deixassem as redes e utilizassem os canais institucionais de denúncia, não haveria estrutura para absorver todas. “Quando vemos algo muito grave, corremos atrás para mandar para dar sequência à denúncia. Mas precisamos filtrar”.

Para Marcos Roberto Fuchs, diretor adjunto da ONG Conectas Direitos Humanos, as pessoas se sentem mais confortáveis em fazer seus relatos nas redes sociais do que em se dirigir para uma ouvidoria ou corregedoria. “Existe o medo daquele que relata, que denuncia. Ele precisa ter muita cautela. Para transformar um relato em uma investigação pelos órgãos correspondentes, é preciso ter coragem”, diz Fuchs. De todas as formas, as redes sociais vêm tendo um “papel importantíssimo nesses novos tempos”, já que a população passa a “querer denunciar, colocar para fora esse cotidiano de violência”. Desnudar esta rotina de violência também tem impacto na opinião daqueles que não sofrem isso na pele cotidianamente, argumenta. “Aquele que comete a violência, a tortura, geralmente acha que vai ficar impune. Mas com imagens, vídeos e relatos de testemunhas, a Internet acaba também tendo um efeito sob ele inibidor e pedagógico”, opina.

Questionada pelo EL PAÍS, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo assegurou que, entre janeiro e abril deste ano, 96 policiais civis e militares foram presos e 118 foram demitidos ou expulsos. No ano passado, foram 319 detidos e 228 demitidos ou expulsos, acrescenta a secretaria. “O trabalho das polícias é norteado pela correção e que desvios de conduta são exceção. Todas as denúncias são apuradas e, se confirmadas, os agentes são punidos rigorosamente”, diz.

A Polícia Militar de São Paulo se envolveu em uma polêmica ainda nesta semana por causa de uma cena da novela Malhação, da TV Globo, levada ao ar no dia 30 de maio. Nela, dois jovens são abordados por um agente, vestido com o uniforme da PM paulista, que os trata de forma racista e discriminatória. Em nota, a PM expressou sua “indignação” com o trecho, “que generalizou toda uma instituição”. A corporação assegurou ainda que “segue fielmente os princípios constitucionais e basilares do respeito aos Direitos Humanos”. E conclui: “Cenas lamentáveis como induzir o telespectador a criar uma concepção falsa de sua polícia distorcem a realidade de sua essência de conciliação e abnegação. (…) Não deixem que maculem a imagem daqueles que doam a vida pelo cidadão!”.

Entretanto, o que a TV Globo mostrou como ficção é bastante semelhante ao que Edilson Matteus vivenciou na vida real. Ele estava justamente em São Paulo, em frente a um grande shopping da cidade, quando foi abordado pela Polícia. Voltava do trabalho e vestia calça de sarja, camisa social dobrada no braço e sapato dockside. Levava seu iPhone na mão para responder mensagens enquanto escutava MPB pelos fones de ouvido brancos. “Senti um vulto se aproximando pela direita, temi pelo meu celular e encostei o celular junto ao corpo como por reflexo, imediatamente levei um mata-leão, recebi voz de prisão, fui deitado, tive o celular arrancado da mão e em seguida no fundo desta cena bizarra ouvi uma voz dizendo: ‘Ah, não é o meu celular!'”.

Já Priscila Barbosa saía de casa com uma bolsa de roupa suja pra lavar acompanhada de sua irmã de 10 anos. Moradora da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, explica que era a época em que a comunidade “estava sendo noticiada durante quase uma semana seguida”. Quando estava atravessando a rua, os agentes foram em sua direção apontando o fuzil. “O sr. policial abriu, mexeu em tudo, deixou as minhas roupas (inclusive intimas) no capô do carro, no chão e me disse: Cata e mete o pé!”, narra.

Este jornal tentou, sem sucesso, contactar com a Revista Raça para saber mais detalhes da campanha e seu alcance nas redes. No final de 2015, as redes sociais foram palco de outros dois movimentos que tiveram bastante adesão. Com as hashtag #MeuPrimeiroAssédio e #MeuAmigoSecreto, as mulheres denunciaram casos de assédios ou situações machistas. Leia abaixo outros relatos de violência policial.

 

ALGUNS RELATOS

Bento Fabio

#MeuPrimeiroAbusoPolicial, me deixou bem assustado, foi no ano de 1996, eu tinha 9 para 10 anos de idade.

Assustado porque sempre tive no meu pai a figura de herói, de admiração e de força ainda que nos víssemos poucas vezes, já que ele e minha mãe eram separados. E em uma dessas poucas vezes que nos víamos saía do supermercado onde hoje é o Mundial, em Ramos. Com as sacolas nas mãos, caminhando para o morro, estávamos subindo a rua Professor Lacê, na ladeira da Baiana e já cair no pé da Central. (Quem é cria conhece…rs)
No caminho, uma viatura da PM pára e os policiais vêm na nossa direção, manda (apontando a arma e empurrando) meu pai – negro, com cabelo black power e barba grande, nas poucas vezes que o ví assim – para a parede, toma as sacolas de nossas mãos e despejam tudo no chão.
Dão aquele esculacho maior ainda ao saber que morávamos no CPX… dizendo que meu pai era bandido e que eu iria pelo mesmo caminho dele.
Nos “liberam”, rindo e debochando mandando catarmos nossas compras, que naquele momento já tinham muitas coisas quebradas, (Ovos, Copo de extrato de tomate, etc, …)

O esculacho sempre foi presente da parte da polícia… eles sempre agiram com racismo, violência, truculência e extremo abuso de poder. Depois disso,
fui morar com meu pai fora do CPX durante alguns anos e TODAS as vezes que eu voltava, nos fins de semana, quando tinha operação policial a pm era violenta e já chegava
dando tapa no peito, chute e tudo o mais.
Eu lembro que meu pai tirou uma Xerox da minha Certidão de nascimento enquanto eu não tinha identidade, para que eu andasse SEMPRE com ela na rua.
Em uma dessas operações da pm, eu estava no morro, no alto da Central, com uns amigos jogando ping-pong, quando um grupo de policiais chegou por um beco e já nos agredindo e
mandando ir pra parede pediram o documento de todos ali… eu tirei minha xerox do bolso e o pm disse:
– Tá andando com isso pra quê? Pra quando morrer ser identificado mais fácil né?

Essa é a Polícia que eu conheço. SEMPRE me espantei quando UM policial chegava sem ser agressivo… eu já até sentia a dor no peito, esperando o tapa!

Eu estava voltando à pé de uma festa, tinha entre 17 e 18 anos, era domingo por volta das 22h.

Cansado, eu queria chegar rápido em casa pois precisava dormir para trabalhar logo cedo no dia seguinte, segunda-feira.
Estava perto de casa, muito perto.
Uma viatura com seu clássico toquinho de sirene para ao meu lado, mais ninguém na rua, apenas eu e os dois policiais.
Com a mão na arma um me pergunta de onde eu estou vindo – explico – não adianta. Pede a minha carteira – eu trabalhava já desde os 15 em regime CLT e tinha lá meus troquinhos – de onde vêm esse dinheiro? Explico, mas não adiante e o policial joga tudo na rua.
Já um tanto politizado naquela altura da vida eu argumento para apontar os erros dele, o outro policial ri loucamente.
O mesmo policial me pergunta se eu sou da capoeira [ estamos nos final dos anos 90 e capoeira ainda era coisa de preto, bandido, macumbeiro e vagabundo ], por que para falar assim, “cheio de moral”, boca dura só pode ser da capoeira. Ele retira o cinto que esta a arma e entrega ao policia que ri e me chama para a briga, no meio da rua – Então vem já que você é bom, neguinho!!
Claro, quase fui mesmo não sendo da capoeira, mas me vi sozinho naquela rua sobre um pontilhão com dois policiais enormes e armados, afinei.
O que só ria me olhou, parou de rir e perguntou: Por que você está fuçando os lixos da rua? Eu disse que não estava fazendo isso e ele disse que sim, com o dedo na minha cara e mão na arma, gritou que sim. Sai em minha defesa, mas pediram para eu pegar o dinheiro e documentos que eles jogaram no chão e me colocaram na viatura – Agora você vai para a delegacia!

Dentro da viatura um pergunta: Sabe que disse que você esta fuçando os lixos da rua? Foi a minha esposa… Você esta chamando minha esposa de mentirosa, neguinho? Está?
Eu fiquei em silêncio até chegar na delegacia. Lá tinha outro negro, mais assustado que eu e muito policiais rindo.
Um pergunta, o que vamos fazer com esses dois ai? O delegado ainda esta chegando… Outro diz: Vamos fazer um “chocolate”.
Sabe o que é chocolate, neguinho? Um te pega por trás, vicie chupa o outro e com as mãos masturba mais dois… Mais risos…
O delegado chega antes disso, mas esta mais eufórico que os outros e já fazendo os tramites para termos “passagem na policia”.
Ele reconhece o outro negro, filho da empregada dele (que aula de racismos estrutural) e fica desconcertado: O que você esta fazendo aqui? Ele diz que não sabe e o delegado manda ele sair direto para casa. Eu ainda passo frio lá naquele horário de madrugada, quase 3h da manhã, enquanto eles estão resolvendo o meu destino.
Alguém vem, diz para eu não fazer mais isso que da próxima eu irei preso e pela para eu ir embora correndo sem olhar para trás. Fui e nunca mais esqueci.

Não parou por ai.

 Tenho dois memoráveis:

1. O primeirão de todos foi a caminho de Franca, interior de São Paulo, onde fiz a minha graduação. Eu dormia tranquilamente, aquele sono de babar, no ônibus que apanhei no terminal Tietê. Estava friozinho pelo ar condicionado e eu estava coberta com a minha blusa, vestindo roupas confortáveis e velhas (leia-se: moletom, chinelo e meias, e uma blusinha qualquer). Na metade do caminho, o ônibus foi parado por policiais rodoviários. Geralmente há umas paradas mesmo, para apanhar ou deixar pessoas, incluindo os próprios “homens da lei”, então nem dei bola e continuei em meu soninho maravilhoso. A questão é que despertei com um policial empunhando uma arma enorme em minha direção, me perguntando rispidamente para onde eu estava indo, onde desceria exatamente e pedindo para revistar as minhas coisas. Ainda abobada de sono, fiz um gesto afirmativo e reticente com a cabeça, e ele imediatamente revirou minha mochila bagunçada de estudante universitária (que continha coisas perigosas como chicletes, textos, documentos, notebook etc.) e parou em um saquinho verde da marca Side Walk. Perguntou o que tinha ali e eu disse que ele poderia olhar, se quisesse. Eram calcinhas e sutiãs que não dei conta de enfiar na mala grande. Ele ficou um pouco sem graça quando percebeu, lembro-me dele puxar uma peça vagarosamente para fora do saco com surpresa, desculpou-se pelo “incomodo” e saiu. Estranhamente, somente eu e outra moça negra fomos revistadas. Ela foi obrigada a descer do ônibus e a abrir a mala grande, tinha uma criança com ela. Na época, não entendi o porquê de ter sido escolhida (nenhuma outra pessoa sofreu revista).

2. Foi ano passado, em frente a casa do meu namorado. Estava muito frio e já era tarde, bem tarde. Estávamos indo a minha casa. Tinha abastecido o carro com álcool e, ao dar a partida, ele morreu umas duas vezes. Imediatamente uma viatura parou próxima a nós, e os dois policiais desceram empunhando armas (novamente) enormes e assustadoras, gritando “Desce, desce, desce..!”. Fiquei em choque, não sabia o que fazer, óbvio. Desci com a clássica “mãos para o alto” — embora não fosse um assalto. Fizeram mil perguntas e pediram minha habilitação e eu, no misto de caos-nervosismo-indignação e tudo mais, com a bolsa mega bagunçada, não encontrei nenhum documento (embora estivessem todos lá). Temi por isso. Eles revistaram todo o meu carro, sem qualquer cuidado com nada que estivesse nele, jogando as coisas, revirando meus textos, roupas e demais objetos. Meu namorado, negro e tatuado (perfil adorado pelos coxas), mal pode falar, a sua simples presença já fez com que os caras encrencassem. Ao final, disseram em tom de aconselhamento (risos) ser perigoso andar tão tarde por ali. Seguimos, mas nunca mais fiquei tranquila perto de uma viatura, sobretudo tarde da noite. Geralmente penso que vão me parar, não me proteger.

Contei essa história aqui ano passado, mas vou relatar novamente.

eu tenho 28 anos. nasci e cresci no bairro de Colônia, distrito de Parelheiros, extremo sul de SP. é longe, também conhecido como periferia. já vi muito amigo, e meu próprio irmão, sendo enquadrado por PM na rua, por ter feito nada ou por simplesmente existir. já vi amigo apanhar de polícia, já vi amigo polícia enquadrar seus próprios parceiros (porque depois da farda você vira deus e tem um poder incrível que nem você sabe como funciona). mas eu nunca tinha sido enquadrada.
hoje o “inusitado” aconteceu, eu estava chegando ao trabalho aqui no Centro e fui devidamente enquadrada e sabatinada por 2 PMs. foram muitas perguntas, entre elas a mais absurda, que mais me assusta e me deixa com medo do que esta por vir na cidade e no país: VOCÊ ESTAVA NO CENTRO DA CIDADE ONTEM A NOITE?
sim, o estado vai começar a criminalizar geral que cola nas manifestações, mano, e vai colar pesado nisso. o novo presidente golpista não quer gente na rua protestando contra ele. e não vai parar até tirar todos os mínimos direitos conquistados nesses últimos anos. o estado está disseminando o medo.
mas cara, isso é bem sério. sim, é bem sério, mas depois do susto eu fiquei pensando que isso já acontece, saca? todo dia um cara chega do trampo meia noite e a polícia ou enquadrada e humilha ou some com ele por ai. os direitos de liberdade que a gente tem na constituição não chegaram na margem e isso continua sendo preocupante. eu cansei de ver abuso e desrespeito de policial no meu bairro, na minha fuça, saca?
eu senti muita raiva na hora, mas imagine o medo e a humilhação que muita galera da quebrada passa? imagina? tenta.
precisamos mais do que nunca denunciar esse tipo de ação, precisamos falar, contar para as pessoas e não deixar de resistir. agora a gente vai começar a sentir a violência policial longe da margem, no lugar que era conforto agora é incomodo. e vamos viver dias piores, cara. seguimos então atentos, ligeiros no rolê que é a rua. e resistindo, cara.
e gente, eu tô bem, fiquei só apavorada na hora, mas tô bem.
seguimos na luta, por liberdade de fato, democracia de fato e representantes que de fato estejam lá dentro organizando essa merda que virou a política institucional, cara. é por isso que eu tenho cada vez mais certeza das escolhas pelos meus corres, e um deles é a escolha de estar correndo com a Bancada Ativista!

isso rolou em 2016.

 
 
 

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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