Mesmo sem largar o osso, PMDB e Michel Temer apontam ‘equívocos’ de Dilma na economia
Michel Temer e Dilma: relação ao estilo gato e rato...

Mesmo sem largar o osso, PMDB e Michel Temer apontam ‘equívocos’ de Dilma na economia

Michel Temer e Dilma: relação ao estilo gato e rato…

“Não estamos olhando para o passado, mas para a frente”, afirmou o vice-presidente… Disso todo mundo sabe…

Na última reforma ministerial e na tentativa desesperada de preservar o mandato da presidente Dilma Roussef, o governo ofereceu e o PMDB aceitou todos os mimos do Planalto, traduzidos em ministérios. Mesmo assim, o  vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta quinta-feira, 29, que “o governo equivocou-se na política econômica”. A declaração foi feita após o PMDB ter divulgado um documento com críticas à gestão da presidente Dilma Rousseff. “Não estamos olhando para o passado, mas para a frente”, afirmou Temer, que é presidente nacional do PMDB.

Ou seja, o PMDB está agindo como aquele cidadão que é casado e quer o conforto de solteiro: tem vários  ministérios, grande parte do controle do governo, mas de olho em 2018 ou até num eventual impeachment de Dilma, age como se fosse um partido de oposição… Pior é a cara de pau de Michel Temer, vice-presidente da República, posando de bom moço, como se não pertencesse ao fisiológico PMDB tão conhecido do povo brasileiro.

Entre os diagnósticos do partido para o atual momento da economia está o de que houve excessos por parte do governo em questões relacionadas ao equilíbrio das contas da União. No documento, o partido avança nas críticas e ressalta que a atual situação poderia ser “menos crítica”. “Nos últimos anos é possível dizer que o governo federal cometeu excessos, seja criando novos programas, seja ampliando os antigos, ou mesmo admitindo novos servidores ou assumindo investimentos acima da capacidade fiscal do Estado. A situação hoje poderia certamente estar menos crítica”, diz parte do texto.

Outro item sensível aos petistas e defendido pela cúpula do PMDB é a criação de um mecanismo que estabeleça o “orçamento com base zero”. A ideia dos peemedebistas é que, a cada ano, todos os programas estatais sejam avaliados por um comitê independente, que poderá sugerir a continuação ou o fim do programa, de acordo com os seus custos e benefícios. No entendimento da cúpula do partido, atualmente, os programas e projetos tendem a se eternizar mesmo quando há uma mudança completa das condições.

Segundo o presidente do Instituto Ulisses Guimarães, Moreira Franco, a lógica que orientou a elaboração do documento foi a de que “falta perspectiva e rumos”. “Estamos propondo esse documento como uma ponte para que possamos atravessar essa quadra”, ressaltou.

O texto deverá ser discutido pelas principais lideranças do partido em encontro previsto para ocorrer no dia 17 de novembro em Brasília.

Apesar das críticas e da falta de convergência em relação às propostas para o País sair da crise, Temer minimizou possíveis desgastes com o PT. “A diversidade pode criar um outro ambiente político cultural. Diferentemente de ser um mal, acho que é um bem”.

Governo

O material deveria ser encaminhado ainda nesta quinta-feira à presidente Dilma. Antes da divulgação das propostas, o vice-presidente chegou a conversar com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por telefone. O ministro teria sinalizado interesse no item em que o PMDB defende que, na área trabalhista, as convenções coletivas prevaleçam sobre as normas legais, salvo quanto aos direitos básicos.

Além desta proposta, a cúpula do PMDB também defende que se elimine a indexação de qualquer benefício ao valor do salário mínimo. Na lista de temas também há o que prevê o estabelecimento de um limite para as despesas e custeio inferior ao crescimento do PIB. No campo da previdência, é defendida a introdução, mesmo que progressivamente, de uma idade mínima que não seja inferior ao 65 anos para os homens e 60 para as mulheres. A cúpula do PMDB também entende que a economia brasileira deve estar inserida no comércio internacional com ou sem a companhia do Mercosul.

Fisiológico

A iniciativa de apresentar um documento com propostas para a área econômica também tem como objetivo, segundo dirigentes da sigla, tentar tirar a pecha de que o PMDB é um partido fisiológico. O material também deverá orientar os discursos daqueles que disputarão as eleições municipais de 2016, que servem de antessala para a disputa presidencial de 2018, quando o partido pretende lançar uma candidatura própria. “Muito provavelmente em 2018 teremos candidatos. Mas não sabemos se o PT vem ou não conosco”, considerou Temer. “O documento serve para mobilizar o PMDB. Precisamos disso também para reunificar o PMDB”, afirmou num segundo momento.

Com informações do Estadão Conteúdo.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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