Megaoperação contra pedofilia prende mais de 100 em 24 Estados e no DF

Megaoperação contra pedofilia prende mais de 100 em 24 Estados e no DF

Criminosos foram presos em flagrante pela posse de material que revela exploração sexual de crianças e adolescentes

O Estado de S.Paulo

Megaoperação contra pedofilia prende ao menos 80 em 24 Estados e DF
Megaoperação contra a pedofilia Foto: Marcell Roncon/Futura Press

Pelo menos cem pessoas foram presas nesta sexta-feira, 20, na maior operação de combate à pedofilia na internet já realizada no Brasil e na América Latina . De acordo com o Ministério da Justiça, 178  mandados de prisão foram expedidos em 24 Estados e no Distrito Federal. Foram analisados 151 mil arquivos na investigação, que durou seis meses.

Cerca de 1,1 mil policiais civis foram às na operação Luz na Infância , que foi corrdenada coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça, em parceria com secretarias de segurança regionais, polícias civis e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil

Segundo a Senasp, é uma das maiores operações na área já realizadas no mundo. Os presos estavam em posse de material pornográfico que evidencia exploração sexual de crianças e adolescentes.

“Essa investigação foi resultado de um esforço internacional, juntamente com os Estados Unidos e vários países da Europa, como Espanha e Reino Unido”, afirmou o ministro da Justiça, Torquato Jardim.  Segundo o ministro, a cooperação com esses países é contínua e abarca outros crimes, como tráfico de drogas, armas e pessoas, crimes financeiros e cibernéticos.

Megaoperação contra pedofilia na internet
Integração de setores de inteligência das polícias civis resultou na operação Luz na Infância. Foto: Divulgação/PC-RS/Twitter

A investigação conjunta identificou os principais alvos da operação – pessoas acusadas de armazenar e disseminar conteúdo de pornografia infantil e pedofilia na internet. Em alguns casos, os presos eram responsáveis também pela produção do conteúdo. Muitos deles foram presos em flagrante na operação, que envolveu mais de mil policiais.

Segundo o ministro, foram identificados indivíduos e também grupos de criminosos, que atuam isoladamente e em rede. “Mas não temos informações ainda sobre o perfil dos presos, como sexo, idade”, disse o ministro.

Com base nas informações coletadas na investigação, as polícias civis dos Estados instauraram inquéritos policiais. A operação só não foi realizada em dois Estados, Amapá e Piauí, porque não houve tempo hábil nessas regiões para a conclusão das investigações.

Foram apreendidos computadores e dispositivos informáticos usados pelos criminosos, onde estavam armazenados os conteúdos. O ministro explicou que criminosos mais sofisticados conseguem invadir computadores alheios, onde trabalham secretamente. Garantiu que os investigadores sabem diferenciar os criminosos dos hospedeiros involuntários – que não foram presos.

Luz na Infância. O nome da operação é uma referência à ‘deepweb’, ambiente online onde pedófilos costumam compartilhar materiais. Segundo o ministro, além da internet normalmente usada por todos, há outros três níveis da rede – o mais secreto deles é a chamada “deep web” ou internet profunda. “É lá que atuam as grandes redes criminosas”, afirmou. A investigação foi feita nos quatro níveis por especialistas. Conforme o Ministério da Justiça, o nome sugere “o teor bárbaro e nefasto” dos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes.

“A internet facilita esse tipo de conduta criminosa e, via de regra, os criminosos agem nas sombras e guetos da rede mundial de computadores. Luz na Infância significa propiciar às vítimas o resgate da dignidade, bem como tirar esses criminosos da escuridão para que sejam julgados à luz da Justiça”, diz a nota divulgada.

Integração. A Secretaria Nacional de Segurança Pública também destaca que a ação desta sexta resulta de uma força-tarefa entre a Diretoria de Inteligência do órgão e setores especializados em todo o País – como delegacias de repressão a crimes contra crianças e adolescentes e crimes cibernéticos, que vêm aprimorando o trabalho integrado.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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