Marina e a Rede: “Se não temos o registro legal, temos o registro moral”
Marina, tensa, aguarda resultado do pleno do TSE.(Alan Marques/Folhapress)

Marina e a Rede: “Se não temos o registro legal, temos o registro moral”

Marina, tensa, aguarda resultado do pleno do TSE.(Alan Marques/Folhapress)

(FOLHASP) – “Se não temos o registro legal, temos o registro moral”, disse a ex-senadora Marina Silva ao final do julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta quinta-feira (3) que barrou a criação de seu partido a Rede Sustentabilidade.

Marina não descartou concorrer ao Planalto em 2014, mas disse que só anunciará seu futuro político nessa sexta-feira (4).

Marina acompanhou todo o julgamento e saiu bastante emocionada e tentando consolar seus correligionários. Na saída do plenário do tribunal, ela repetiu diversas vezes que “não ganhamos registro, mas temos ética” e que segue na construção da Rede.

Emocionada, Marina afirmou que vai reunir seus amigos mais íntimos para definir seu futuro políticos. Interlocutores afirmam que a tendência é que ela opte por ficar fora das eleições em 2014 já que não conseguiu oficializar a Rede. Nos últimos dias, ela recebeu convite de sete legendas.

“Já somos partido político sim. Se agora não temos o registro legal, temos o registro moral perante a sociedade brasileira”, afirmou. “Eu não discuti nada de planos outros com ninguém”, completou.

Marina disse que não está “decepcionada” com o tribunal, mas fez duras críticas ao trabalho dos cartórios. “Eu não posso estar decepcionada se o que há de mais importante nós obtivemos nesta corte, a declaração de todos os ministros desse tribunal de que temos os requisitos mais importantes para sermos um partido político. Disseram que temos um programa, representação social e ética”.

A ex-senadora, que conquistou quase 20 milhões de votos em 2010 na última disputa presidencial, disse que poderia ter apresentado mais de 200 assinaturas de apoiamento, que foram rejeitadas por uma triagem interna apenas para dar volume, mas preferiu seguir o caminho correto.

“Talvez tivéssemos anexadas sem que elas pudessem ser verificadas se valiam ou não, poderíamos contabilizar pela quantidade e não pela qualidade, mas para nós, os fins e os meios tem que ser compatíveis”, declarou.

Marina resaltou que a Rede é vitoriosa. “O Plano A é a rede sustentabilidade e ela continua como projeto político. O Plano A é vitorioso”.

Ela afirmou ainda que o caso tem que servir de exemplo para o mundo jurídico do país. “Os cartórios obviamente em função de sua própria torpeza agora se beneficiam dela para nos prejudicar. Este será um case para a história do Brasil, será um caso para os jovens advogados que haverão de se debruçar sobre a história de um movimento político que desde 2011 tem trabalhado para ter representação social, para ter um programa, para ser coerente entre fins e meios”.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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