Novo escândalo na Petrobras: TCU revela que obras de refinaria tiveram contratos reajustados em 568%
Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, em Pernambuco: TCU descobre superfaturamento de quase 600% nos contratos e aditivos...

Novo escândalo na Petrobras: TCU revela que obras de refinaria tiveram contratos reajustados em 568%

A operação Lava Jato, da Polícia Federal, segue revelando mais rombos e provocando novos escândalos na Petrobras. Só na refinaria Abreu e Lima,  em Pernambuco, um aditivo aumentou o valor do contrato em R$ 150 milhões, 568% a mais do valor inicial. É o que apontam relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU), aos quais o Jornal Nacional  teve acesso.  Eles revelam  que obras da Petrobras investigadas na Operação Lava Jato tiveram aditivos bilionários que chegaram a quintuplicar os valores dos contratos.

Em 2005, a previsão de custo da obra era de R$ 7,4 bilhões. Até o final do ano passado, foram gastos na construção da refinaria R$ 35,7 bilhões – quase cinco vezes mais.

Outro caso é do gasoduto Coari-Manaus, que teve aditivos de R$ 563 milhões: 84% acima do contratado, segundo apurou o Jornal Nacional.

Aditivos são mudanças feitas depois da assinatura de um contrato, que permitem novos serviços, prazos mais longos e aumento de valores. O decreto que regulamenta os negócios da Petrobras diz que os aditivos só podem custar 25% do valor atualizado do contrato.

Ao falar na CPI da Petrobras sobre os aditivos, um dos acusados na Operação Lava Jato, o ex-gerente da estatal Pedro Barusco, disse que “em grande parte deles, a exemplo dos contratos, também havia um percentual de propina”.

COMPERJ

Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, em Pernambuco: TCU descobre superfaturamento de quase 600% nos contratos e aditivos…


No ano passado, o TCU identificou aditivos de alto valor em obras do Comperj. Quatro unidades industriais receberam R$ 5,5 bilhões em contratos. E mais R$ 2,2 bilhões só em aditivos.

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro é uma das maiores obras da história da estatal e seu orçamento, em 2008, era de US$ 8,4 bilhões – na época, cerca de R$ 16,8 bilhões. Hoje, sete anos depois, o custo, mesmo em dólares, aumentou quase quatro vezes: 30,5 bilhões – em reais são 95 bilhões.

Segundo o TCU, a Petrobras fechou contratos de R$ 7,6 bilhões sem concorrência nas obras do Comperj. A empresa alegou falta de tempo para licitações e possibilidade de atraso.

Apesar dos aditivos e da urgência, atualmente as obras do complexo estão praticamente paradas. Para o tribunal, as obras do Comperj foram feitas “sem a devida maturação dos projetos e sem uma avaliação prévia dos riscos envolvidos”.

Segundo a Petrobras, a razão do aumento nos valores foram mudanças no projeto, reajustes, variação cambial e aditivos. Mas a Operação Lava Jato revelou que uma parcela dos recursos foi desviada dos contratos.

Em nota, a Petrobras afirmou que presta os esclarecimentos necessários ao TCU sobre as obras em andamento. A estatal disse ainda que os aditivos contratuais respeitam as exigências da lei e só são aprovados após uma avaliação técnica. Segundo a empresa, a negociação dos valores é feita por uma comissão interna.

Fontes: Jornal Nacional e O Globo

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Este post tem um comentário

  1. Perdulário

    Deus, tende piedade de nós…

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