Mais dois policiais militares são assassinados em São Luís. Um deles já vinha sendo ameaçado
O destemido Sargento Sá anunciou que seria morto, pelas ameaças que recebera...

Mais dois policiais militares são assassinados em São Luís. Um deles já vinha sendo ameaçado

O destemido Sargento Sá anunciou que seria morto, pelas ameaças que recebera…

O aspirante Sebastião Luiz Rocha Neto, morto ao reagir assalto no Desterro

Foi cumprida a sua própria profecia, de que seria morto, caso não tivesse proteção: o sargento da Polícia Militar Carlos Magno Pereira de Sá, conhecido como Sargento Sá, lotado no 9º BPM, foi baleado em uma troca de tiros com criminosos, na noite desse domingo (7), na região da Forquilha, em São Luís. Ele ainda conseguiu matar um dos bandidos que o emboscaram.

Foi o segundo policial militar morto durante o fim de semana, na capital maranhense. O primeiro foi o cadete da PM Sebastião Luís Rocha Neto, de 26 anos, ao reagir a um assalto, na tarde de ontem (7).

De acordo com informações repassadas por policiais, o sargento chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II), mas não resistiu e veio a óbito no local.

O Sargento Sá, como era conhecido, chegou a denunciar várias vezes que vinha sendo ameaçado de morte. “Sou um homem marcado para morrer”, disse, recentemente, a veículos de comunicação de São luís

 Primeiro caso

O outro PM assassinado é Sebastião Luís Rocha Neto, de 26 anos. Ao reagir a um assalto, domingo à tarde, num ponto de ônibus do bairro Desterro, próximo ao Mercado do Peixe, em São Luís.

O soldado chegou a ser levado para o Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), mas não resistiu e morreu no final da tarde. Em companhia de um comparsa, ‘Come Pão’ tentou assaltar o policial, que estava em uma parada de ônibus. Houve troca de tiros e o aspirante foi alvejado no tórax. Ainda foi socorrido, mas morreu no Socorrão. Mesmo ferido na barriga, o assaltante conseguiu fugir, mas foi alcançado por policiais militares. Na troca de tiros, terminou morrendo.

Sebastião era lotado no município de Zé Doca, a aproximadamente 360 km da capital.

Com a ocorrência, sobe para 14 o número de policiais assassinados este ano, em todo o Maranhão, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).

Premonição

O domingo foi de sonhos e premonições para o sargento Sá. Ele pressentia que algo estava para lhe acontecer. A família teria revelado a amigos que, desde a manhã, ele estava receoso, temendo sair do apartamento. À tarde, aproveitou para dormir um pouco. Ao acordar, falara que sonhara que estava sendo atacado por alguns elementos. Á noite, quando decidiu sair para comprar um churrasquinho nas proximidades do condomínio, a filha teria implorado para que ele não saísse. Na volta para o apartamento, sofreu o ataque, da forma como sonhara. Esse foi o relato feito por um amigo do sargento Sá, que mora no mesmo condomínio, ao programa ‘Notícias de Domingo’, na Rádio Voz do Maranhão online.

Velório do cadete

Num clima de forte comoção, o corpo do cadete Sebastião Luís Rocha Neto foi velado na sede da Academia de  Polícia Militar, na área do Quartel da PM, no Calhau, onde o espaço foi pequeno para a presença de colegas de farda e familiares. Já o corpo do Sargento Sá está sendo velado na Igreja Batista Shalon, no Angelim e deverá ser sepultado hoje à tarde.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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