Lobão já entregou a Dilma sua carta de demissão como ministro de Minas e Energia
Como afilhado de Sarney, Lobão não teria mais forças para permanecer ministro

Lobão já entregou a Dilma sua carta de demissão como ministro de Minas e Energia

O Globo – À frente de uma das pastas mais cobiçadas dentro da reforma ministerial, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse,  sábado, que sempre teve bom relacionamento com a presidente da Petrobras, Graça Foster, e que as decisões mais importantes do sistema Eletrobras são do conhecimento de todos. Quanto à reforma ministerial, Lobão disse que entregou sua carta de demissão como todos os ministros, já que o cargo sempre foi da presidente Dilma Rousseff. Ele disse que, até hoje, só recebeu elogios da presidente Dilma.

Nos bastidores, Lobão é apontado dentro do governo como um ministro que se afastou da Petrobras depois do surgimento do escândalo, não dando o apoio necessário à presidente da estatal, Graça Foster.

— É bom perguntar para a Graça se algum dia eu deixei de apoiá-la em tudo. E, sobre a Eletrobras, não há uma ação em favor da Eletrobras que não seja dividida, debatida dentro do meu gabinete — declarou.

Há intelocutores de Dilma que querem fazer uma troca de poder, mexendo os cargos que hoje ficam para uma fatia do PMDB ligada ao senador José Sarney (PMDB-AP) e repassá-la ao vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer. Apesar de o partido controlar há anos os cargos do sistema elétrico, o discurso de todos é de que ninguém do partido comanda o setor.

— Acho muito bom que o Michel seja prestigiado nesta reforma, mas o senador Sarney não tem cargos de direção no setor — disse Lobão, eterno aliado de Sarney, sem citar quem controlar os cargos.

Sobre o seu futuro no ministério, Lobão disse que a presidente Dilma é a detentora de todos os cargos. Dilma tem afirmado a aliados que quer agilizar as conversar nos próximos dias, até para reverter a rebelião no PMDB e nos demais partidos da base aliada, que já não votaram a proposta que muda a mesta fiscal de 2014 na última quarta-feira. Mas a intenção da presidente seria anunciar os demais nomes, além dos indicados para a área econômica nesta semana, somente depois do Natal.

— Nunca ouvi da presidente Dilma nenhum comentário que não fosse de prestígio em relação à minha ação no ministério. Se tem alguma restrição, guardou no recôndito da alma. A presidente (sempre) foi só elogios — afirmou Lobão.

Há integrantes do PT que querem retirar o PMDB do comando do Ministério de Minas e Energia, passando a algum petista de confiança de Dilma – que já ocupou a pasta -, como Miriam Belchior, que deixará o Planejamento.

Como afilhado de Sarney, Lobão não teria mais forças para permanecer ministro

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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