Justiça pode arbitrar multa de R$ 200 milhões ao PT por causa da “lavanderia” apurada pela Lava Jato
Se condenado, o PT vai ter que arranjar sacos e mais sacos de dinheiro para pagar multa de R$ 200 milhões por causa da "lavanderia"....

Justiça pode arbitrar multa de R$ 200 milhões ao PT por causa da “lavanderia” apurada pela Lava Jato

Com base em matéria publicada hoje (20) na Folha de São Paulo, a agência de Notícias Brasil 247,  simpatizante do PT, divulgou que procuradores defenderão a tese de que os recursos arrecadados oficialmente pelo ex-tesoureiro João Vaccari, no chamad

Se condenado, o PT vai ter que arranjar sacos e mais sacos de dinheiro para pagar multa de R$ 200 milhões por causa da “lavanderia”….

o caixa 1, são “propina” e tentarão transformar a legenda em lavanderia de recursos ilícitos.

O passo seguinte, segundo antecipa Folha de S. Paulo, será a aplicação de uma multa de R$ 200 milhões, equivalente ao valor citado por Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, em suas delações premiadas; nesse cenário, o Partido dos Trabalhadores, que já renunciou às doações de empresas, ficaria, também, sem acesso ao fundo partidário e sem qualquer oxigênio para disputar futuras eleições; na prática, seria o banimento de um partido político por uma ação judicial de primeira instância.

De acordo com a matéria, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que em uma das últimas sessões da CPI da Petrobras previu o futuro do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto com a célebre frase “O senhor tem tudo para ser preso e o PT também tem tudo para ser extinto”, talvez tenha razão. E não apenas no primeiro caso.

Reportagem desta segunda-feira antecipa qual será o desfecho da Lava Jato, operação conduzida pelo juiz Sergio Moro no Paraná e que parece ter, como objetivo maior, a destruição do Partido dos Trabalhadores.

Segundo o texto de Andréia Sadi e Marina Dias (leia aqui), o passo final dos procuradores que estão à frente da Lava Jato será a imposição de uma multa de R$ 200 milhões ao partido, valor equivalente ao valor citado por Pedro Barusco, em suas delações premiadas.

A estratégica consiste em criminalizar o partido, classificando todas as suas doações, levantadas pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso há uma semana, pelo chamado “caixa 1”, como fruto de “propina”.

Em seguida, o partido receberia a multa, que confiscaria até os recursos do fundo partidário, que, desde a semana passada, será a única fonte de receita da legenda – uma resolução anunciada pelo presidente Rui Falcão indica que o partido renunciou a futuras doações privadas, antecipando-se à reforma política.

Sem recursos mínimos, o partido, que, além do governo federal, tem cinco governos estaduais e mais de 700 prefeituras, não teria oxigênio nem para sobreviver, nem para disputar futuras eleições.

Na prática, com a Lava Jato, uma iniciativa judicial de primeira instância, seria colocado na clandestinidade, como previu Carlos Sampaio.

 

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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