Juiz dá explicações sobre motivos que o levaram a soltar  Pacovan, a esposa  e mais 16 pessoas
Pacovan e a esposa, liberados pelo juiz da Central de Inquéritos.. Foto Reprodução

Juiz dá explicações sobre motivos que o levaram a soltar Pacovan, a esposa e mais 16 pessoas

 

O juiz Flávio Roberto Ribeiro Soares, da Central de Inquéritos de São Luís, justificou neste sábado (13), a soltura, na noite de sexta (12), do agiota Josival Cavalcanti da Silva, o “Pacovan”, sua mulher Edna Pereira, e das outras 16 pessoas presas temporariamente na quinta-feira da semana passada (4), na “Operação Jenga”, da Polícia Civil do Maranhão.

O blog do Jornal Pequeno, O Informante, que divulgou a notícia em primeira mão, tira o dele da reta e esclarece que  “não falou em habeas corpus”, como relata o juiz.

Na peça de soltura, o conhecido agiota Pacovan é chamado pelo juiz de “suposto agiota”.

Nas explicações do magistrado,  ele dá a sua versão para a decisão, criticada por alguns membros do mundo jurídico, e faz reparos a estes e aos blogueiros:

– “Está saindo nos blogs que concedi habeas corpus ontem à noite [sexta, 12] para o suposto agiota conhecido como Pacovan.A verdade é que decretei a prisão temporária dele por 5 dias e prorroguei por mais 5 dias (dentro do permissivo legal). Referido prazo se encerra hoje [sábado, 13].

– “Evidentemente que alguns colegas ou a maioria podem ter entendimento diverso, mas por meio desta mensagem queria apenas corrigir a informação dos blogs que por ignorância ou má-fé estão informando que foi através de habeas corpus e à noite.

A soltura foi dada apesar de a polícia judiciária haver pedido a conversão da prisõ temporária em preventiva, como informa o próprio juiz em suas explicações.

A íntegra das explicações do juiz:

Veja a explicação do magistrado:

“Está saindo nos blogs que concedi habeas corpus ontem à noite [sexta, 12] para o suposto agiota conhecido como Pacovan.
A verdade é que decretei a prisão temporária dele por 5 dias e prorroguei por mais 5 dias (dentro do permissivo legal). Referido prazo se encerra hoje [sábado, 13].

A polícia judiciária requereu na data de ontem (12), pela manhã, a conversão da prisão temporária em preventiva, sob o argumento de a situação econômica do indiciado propiciar a reiteração das condutas e comprometer a aplicação da lei penal.
Os autos foram para o MP retornando às 16h15.

Concluí a decisão às 18h45 de ontem (12), indeferindo a conversão pois, segundo meu entendimento, esse argumento isolado não revela o periculum libertatis, ainda mais quando em medida cautelar eu já havia autorizado o sequestro de todos os bens do mencionado representado, estando referidos bens indisponíveis.

Evidentemente que alguns colegas ou a maioria podem ter entendimento diverso, mas por meio desta mensagem queria apenas corrigir a informação dos blogs que por ignorância ou má-fé estão informando que foi através de habeas corpus e à noite. Obrigado pela atenção! Flávio Roberto.”

Pacovan e a esposa, Edna Pereira, liberados pelo juiz

Pacovan e a esposa, liberados pelo juiz da Central de Inquéritos.. Foto Reprodução

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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