Janot pede ao STF que arquive inquérito contra Sarney, enviado pela Justiça de SP
Rodrigo Janot não vê indícios de que Sarney tenha tido informações privilegiadas do Banco Santos, do amigom Edemsar Cid Ferreira

Janot pede ao STF que arquive inquérito contra Sarney, enviado pela Justiça de SP

José Sarney teria recebido informação privilegiada para sacar R$ 2 milhões um dia antes de o Banco Central decretar intervenção no Banco Santos, em 2004. Procuradoria diz que suposto crime prescreveu

CONGRESSO EM FOCO

Para Rodrigo Janot, suposto crime de que Sarney tivera informações privilegiadas do Banco Santos, do amigo Edemar Cid Ferreira, já prescreveu

O procurador da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento de um inquérito (3858) enviado pela Justiça Federal de São Paulo para apuração da suspeita de que o senador José Sarney (PMDB-AP) recebeu informação privilegiada para sacar R$ 2 milhões um dia antes de o Banco Central decretar intervenção no Banco Santos, em 2004.

O inquérito começou a tramitar no Supremo no último dia 19 porque Sarney tem foro privilegiado. De acordo com Janot, houve prescrição e, por isso, o senador não pode mais ser punido, considerando o tempo decorrido desde o episódio.
O inquérito em que o Ministério Público (MP) apontou possíveis crimes contra o mercado de capitais está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. Por praxe, os ministros do STF acolhem o parecer da procuradoria toda vez que a recomendação é pelo arquivamento.
O MP entendeu que havia elementos concretos de possível prática de delito de Sarney, considerando sua ligação pessoal com o banqueiro Edemar Cid Ferreira, controlador do Banco Santos. No entanto, de acordo com o parecer protocolado ontem, “José Sarney tem 84 anos e, por isso, o prazo prescricional é reduzido pela metade”. Ainda segundo o parecer, o suposto crime prescreveu em 2010.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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