Já era! Polícia francesa mata os terroristas que invadiram revista e fizeram 12 mortos
Os irmãos islamitas, terrosristas Said e Cherif Kouachi, que deixaram a França de pernas para o ar, já estão mortos.

Já era! Polícia francesa mata os terroristas que invadiram revista e fizeram 12 mortos

A França já respira um pouco aliviada, depois que a polícia nacional anunciou, há pouco, que terroristas foram mortos e reféns libertados.Também há reféns mortos e feridos, diz imprensa. Irmãos suspeitos de atacar jornal morreram em empresa perto de Paris. Na capital, sequestrador foi morto em mercado. Dois dos mortos são os irmãos

Os irmãos islamitas, terrosristas Said e Cherif Kouachi, que deixaram a França de pernas para o ar, já estão mortos.

, que invadiram a revista satírica “Charlie Hebdo”, matando 12 pessoas.

 

Esses dois suspeitos de terem cometido o atentado à revista “Charlie Hebdo”, que matou 12 pessoas, em Paris, foram  perseguidos  e mortos pelas forças de segurança francesas, depois de fazer várias pessoas reféns em uma pequena empresa especializada em impressão e publicidade, em Dammartin-en-Goele, a cerca de 40 km da capital, não muito longe do aeroporto Charles de Gaulle, informaram nesta sexta-feira (9) fontes policiais à imprensa francesa.

De acordo com informações da rede norte-americana de TV “CNN”, a polícia estaria negociando com os suspeitos, mas os possíveis atiradores estariam dispostos a “morrer como mártires”. “A prioridade é estabelecer um diálogo para que haja uma solução o mais pacífica possível”, assinalou o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre Henry Brandet, apontando que o desenlace da crise “pode ainda levar um tempo”, mas esse diálogo não foi possível e os terrosristas terminaram sendo mortos.

A comuna de Dammartin-en-Goele tem menos de 10 mil habitantes. Pelo menos quatro escolas foram fechadas por causa da caçada policial, e os moradores foram orientados a não saírem de suas casas.

Segundo informações do “Le Figaro”, todos os estudantes foram levados para uma única escola, que está fechada e tem as janelas cobertas. Policiais fizeram guarda em frente ao local, bloqueando todas as saídas

O governo da França disse ter poucas dúvidas de que as duas pessoas na instalação industrial seriam os irmãos Said e Cherif Kouachi. “Temos quase certeza que esses dois indivíduos estão cercados naquele prédio”, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, à emissora de televisão iTele.

No terceiro dia de buscas, houve um tiroteio durante a perseguição aos irmãos Kouachi, segundo fontes policiais. Cherif e Said Kouachi roubaram um carro Peugeot 206 em Montagny-Sainte-Félicité de uma mulher, que disse ter reconhecido os irmãos Kouachi, e iniciou-se uma perseguição. Segundo as autoridades francesas, os suspeitos estariam com armas de assalto e possivelmente uma bazuca.

A imprensa francesa informou ainda que voos com destino ao aeroporto Charles de Gaule, o maior da França, foram desviados para evitar a região de Dammartin-en-Goële.

O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, confirmou que uma operação policial, com 88 mil agentes e helicópteros, estava em andamento no nordeste do país, mas não deu mais detalhes. “Temos indicações da presença dos terroristas que nós queremos pegar”, afirmou.

De acordo com ele, o estado de saúde de quatro das onze pessoas feridas no ataque é grave, “mas elas não correm risco de morte”. Os outros sete feridos tiveram ferimentos leves e já receberam alta do hospital.

A empresa onde está sendo feita a operação foi identificada como Création Tendance Découverte (CTD). Ela conta com quatro funcionários, segundo seu site.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, declarou nesta sexta-feira que a França está em guerra “contra o terrorismo, não contra uma religião”, e estimou que serão necessárias novas medidas “para responder à ameaça”. “Estamos em uma guerra contra o terrorismo. Não estamos em uma guerra contra uma religião, contra uma civilização”, disse.

A França decretou ontem dia de luto nacional pelas 12 vítimas. Às 20h (17h de Brasília), a Torre Eiffel desligou as luzes em homenagem aos mortos.

Ligação com a Al Qaeda

Nesta sexta-feira veio à tona que um dos suspeitos, Said, viajou ao Iêmen em 2011 para receber treinamento de militantes islâmicos ligados à Al Qaeda. As informações são de funcionários do alto escalão do governo americano à emissora “CNN” e ao jornal “New York Times”. Os serviços de Inteligência dos Estados Unidos estão averiguando se o grupo vinculado à Al Qaeda ordenou explicitamente o ataque contra a revista, mas, por enquanto, não há indicações de que os irmãos tenham recebido instruções diretas do grupo ou façam parte de uma célula terrorista na França, explicaram as mesmas fontes.

Também foi anunciado que os dois irmãos estavam numa lista de pessoas proibidas de viajar em voos para os EUA. Um terceiro suspeito, Hamyd Mourad, se entregou voluntariamente na noite de quarta-feira (7) e disse ser inocente.

Ato heroico

Os islamitas somalis ligados ao Estado Islâmico classificaram nesta sexta-feira o atentado de “heroico”, em um comunicado à rádio Andalus.

“Charlie Hebdo insultou nosso profeta e indignou milhares de muçulmanos. Os dois irmãos (suspeitos do ataque) são os primeiros a ter se vingado”, afirma a nota divulgada pela emissora oficial do movimento.

Luta contra o terrorismo

A cúpula europeia prevista para 12 de fevereiro em Bruxelas será dedicada à luta antiterrorista, anunciou hoje o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. “Falei com o presidente (francês François) Hollande ontem à noite e tenho a intenção de utilizar a reunião de chefes de Estado e de governo de 12 de fevereiro para abordar a resposta que a UE pode fornecer aos desafios” da luta antiterrorista, disse Tusk após uma reunião em Riga com a primeira-ministra da Letônia, Laimdota Straujuma. (Com agências internacionais)

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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