‘Internet dá mais informação para as pessoas decidirem’

‘Internet dá mais informação para as pessoas decidirem’

O Que Não Se Aprende na Internet foi o tema abordado hoje (6) pela cientista social Natália Menhem no Acampamento, ambiente voltado para o público jovem da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Ela disse que a integração das pessoas via novas plataformas tecnológicas amplia o compartilhamento do conhecimento. “E todo mundo que tem mais conhecimento, tem mais consciência para tomar decisão”, indicou.

Atuante nas redes sociais, “porque acho uma ótima forma de compartilhar o que a gente pensa”, Natália salientou, em entrevista à Agência Brasil, que o TEDx reúne pessoas engajadas que acreditam que esse compartilhamento pode mudar o mundo.

Natália disse que a comunidade se comunica ou se conecta online, mas é fora da internet que os relacionamentos ocorrem. O que se pode aprender, em primeiro lugar, observou a cientista social, é que a internet é apenas um meio. “Coisas teóricas, a gente pode aprender muito bem na internet. Coisas práticas e, principalmente, relacionamentos, pessoas, a gente não aprende na internet. Sem falar nas sensações”. Isso tudo, assegurou, é o que forma a possibilidade de uma sociedade mais cooperativa e em rede.

A internet e, por extensão, as redes sociais, dão uma noção de como o mundo pode ser pequeno e como as ideias podem se espalhar. “O mundo está muito perto”, avaliou. A dúvida, expôs Natália, é o que a sociedade vai fazer com isso. Com o programa TEDx, por exemplo, ideias são compartilhadas no Brasil e podem ser úteis na China ou na Índia. A limitação a um único meio de comunicação, entretanto, pode fazer o ser humano perder chances importantes.

Natália disse que uma plataforma como o TEDx, que objetiva colocar pessoas de comunidades locais para falar do seu conhecimento “permite criar uma microrrevolução, sem esperar que o sistema decida isso por elas”.

A cientista social admitiu que as manifestações “podem virar baderna ou paquera, na medida em que resultam do encontro de gente”. Mas disse que não se pode generalizar “que é só uma coisa ou outra”, porque se tira o valor da diversidade. Sobre a questão do anonimato, ela acredita que, em breve, não haverá mais distinção entre a comunicação offline e online.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Este post tem um comentário

  1. Luiza

    Machado, amizades à parte, gostaria de elogiar a proposta do
    teu blog, que vem trazendo assuntos do nosso interesse – dos que acessam o blog – e não só de um grupinho. Estou feliz por essa nova opçao da blogosfera maranhense. Mantenha-se assim. Luiza Helena.

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