“Impeachment não pode ser tese”, diz FHC, para alívio de Dilma Roussef
Para FHC, nessa questão de impeachment de Dilma, o buraco é misi embaixo...

“Impeachment não pode ser tese”, diz FHC, para alívio de Dilma Roussef

No momento em que os partidos de oposiçao ao governo se uniram no Congresso para avançar juntos no movimento pelo impeachment da presidente Dilma, Roussef, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou, neste domingo, 19, a iniciativa. “Impeachment não  pode ser tese. Quem diz se há uma razão objetiva é a Justiça e a polícia. Os partidos não podem se antecipar a tudo isso. Não faz sentido. É precipitação”, afirmou

A afirmação foi feita no 14º Forum de Comandatuba, maior evento empresarial do país, depois de um debate com ex-presidentes da América Latina. O PSDB deve receber na quarta-feira uma série de pareceres que deve servir de base para o pedido de impeachment.

Questionado sobre se a presidente deve ser esponsabilizada pelas pedaladas fiscais, utilização de recursos de bancos públicos para inflar artificialmente os resultados fiscais e melhorar as contas públicas da União, FHC também rechaçou a idéia. “É especulação dizer que Dilma pode ser esponsabilizada pelas pedaladas”.

O ex-presidente também comentou a deccaração feita neste domingo, no mesmo evento, pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de que a manobra vem sendo praticada “nos últimos 12 ou 15 anos. Ou seja, nas gestões tucanas. “Eu não sei andar de bicicleta. Como poderei dar uma pedalada. A Lei de Responsabilidade Fiscal é de 2001”.

Discordâncias

Para FHC, nessa questão de impeachment de Dilma, o buraco é misi embaixo…

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima, discordo do ex-presidente Fernando henrique Cardoso. Invocando o escritor Ariano Suassuna, que dizia que não se fala de amigos pelas costas, Cunha Lima falou que iria discordar do presidente de honra do seu partido, na ausência dele, que saiu antes do final dos debates. Vou discordar do presidente FHC e, já que estamos na Bahia, apimentar o debate do impeachment”.

Segundo o senador, ao contrário do que disse FHC, Dilma incorreu em erros de responsabilidade. E citou como exemplo os artigos 11 da Lei de Improbidade, 4 e 10 da lei que trata dos crimes de resoonsabilidade. “Falo pela bancada que lidero n o Senado que o PSDB está fundamentando o pedido para o impeachment de Dilma”.

Cunha Lima discorodou também de Eduardo Cunha no quesito da pedalada fiscal. Segundo ele, o procedimento do governo Dilma foi no mandato anterior, mas pode contaminar a gestão atual. E lembrou que muitos prefeitos já foram afastados por atos do gênero em mandatos anteriores. E frisou: “Não faltará coragem à oposiçao do Brasil para construir um pais melhor”.

Ironia. Fernando Henriuque ironizou a posição da direção nacional do PT de proibir doações empresariais, como forma de coibir escândalos como o investigado pela Operação Lava Jato. “Depois da porta arrombada eles querem fechar a porta?”.

Na avaliação de FHC, é preciso primeiro que o PT diga se houve realmente busio no uso desses recursos. E disse não saber se o seu partido, o PSDB, também vai fazer essa limitação. E apesar da crítica ao PT< FHC rechaçou a tese defendida por alguns setores e até políticos de que o PT deveria acabar:

– “Eu sou contra porque o PT é um partido importante, contribuiu em muitos momenyos da política brasileira”, destacou, dizendo que não se dá democracia extinbuindo-se partidos políticos.

“O PT tem que coibir os abusos que ele próprio fez, a sociedade tem que contra esses a buso e a corruçao, mas não se pode fechar o PT, não tem sentido”, finalizou FHC

Informações de O Estado de São Paulo

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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